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Perguntas que as mulheres fazem na intimidade 1 por H. Norman Wright - Versão HTML

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Perguntas que as

mulheres fazem na

intimidade 1

H. Norman Wright

Editora Bompastor

Digitalizado por Ziquinha

www.semeadores.net

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SEMEADORES DA PALAVRA e-books evangélicos

SumÁrio

In

trodução

................................................................................... . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .4

Qu

estões de Saúde

...................................................................................... . . . . . . . . . . . .8

T

ensão Pré-menstrual (TPM)

.......................................................... . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .8

Abor

to

................................................................................................ . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .1 1

Es

terilidade

.................................................................................. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .14

Cânce

r

.................................................................................................... . . . . . . . . . . . . . . . .17

Ataqu

es de ansiedades

......................................................................................... . . .19

Co

mportamento Compulsivo-Obsessivo

.................................................. . . . . . . . . . . . . . .22

Pornog

rafia

......................................................................................................... . . . .25

M

asturbação

................................................................................................ . . . . . . . . . . .27

T

ensão

................................................................................................................... .30

Causa

da tensão

............................................................................................ . . . . . . . . . .31

A

tensão de Trabalhar e cuidar da família

................................... . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .39

Esgo

tamento

...................................................................................................... . . . . .41

Pr

eocupação

.......................................................................................... . . . . . . . . . . . . . . . . .44

Depr

essão

................................................................................................ . . . . . . . . . . . . . .47

O que

é a depressão

......................................................................................... . . . . . . .47

Razõe

s para a depressão nas mulheres

............................................. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .54

Fa

tores espirituais a considerar

..................................................... . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .63

Introdução

Muito mais mulheres do que homens procuram a ajuda de um

conselheiro. As mulheres são muito mais propensas a querer encontrar

soluções e têm mais disposição para admitir que precisam da ajuda de outra

pessoa do que os homens. Vejo isto o tempo todo cm meu próprio trabalho e

em nossa clínica. Ouço as mulheres discutirem muitas questões e

preocupações; algumas são solucionadas rapidamente enquanto outras

podem levar muitos meses. E as questões cobrem uma vasta gama.

Ouço algumas mulheres que se sentem impotentes, desmotivadas e

insatisfeitas na vida. Ouço outras que apenas querem melhorar o que parece

ser uma vida que já está funcionando relativamente bem. Sua aparência às

vezes engana. Elas quase sempre parecem saudáveis, fortes e como se

tivessem tudo sob controle. Mas o interior da mulher nem sempre combina

com o que vejo no exterior. A despeito das circunstâncias, muitas dessas

mulheres sentem-se vazias.

Essas mulheres estão fazendo perguntas honestas e estão procurando

uma maneira de preencher o vazio de suas vidas.

E você? Já foi alguma vez procurar aconselhamento? Alguma vez já

teve vontade de sentar-se com alguém para encontrar ajuda na solução de

um problema? Alguma vez já conjeturou que perguntas as mulheres fazem

nas sessões de aconselhamento? De tempos em tempos as pessoas me

perguntam sobre o que as outras conversam e por que procurariam um

completo estranho para abrir as suas vidas.

"O que as mulheres perguntam no aconselhamento?"

Apresentamos essa pergunta por carta numa pesquisa entre 700

conselheiros profissionais, ministros, conselheiros leigos e assistentes

sociais em 1992. Por mais incrível que pareça, recebemos mais de 700

respostas — um índice inacreditável de resposta.

Perguntamos: "Quais são as cinco perguntas feitas com maior

freqüência por suas clientes que indicam questões problemáticas ou

sensíveis com as quais elas estão lutando no aconselhamento?"

Recebemos mais de 3.500 perguntas. Mas, lembre-se, cada pergunta

feita pode refletir dezenas ou centenas de aconselhadas que fizeram essa

pergunta ao longo dos anos. Cada pergunta foi considerada cuidadosamente

e as perguntas feitas com maior freqüência foram selecionadas para servir

como base para esta série.

Pelos dados que reunimos, temos agora as perguntas mais

significativas e mais freqüentemente feitas pelas mulheres àqueles que elas

vêem como sendo capazes de ajudá-las. As perguntas incluem questões de

submissão, raiva, abuso, divórcio, casos extraconjugais, auto-estima,

intimidade, sexo, romance, como fazer o marido mudar, comunicação,

maternidade, finanças, lar versus trabalho, tensão, vícios, tristeza, abandono

e muitas outras.

Talvez você perceba que se identifica com algumas das perguntas

feitas neste livro. Pode ser que você tenha tido algumas destas mesmas

preocupações no passado ou talvez as esteja enfrentando no momento.

Os livros desta série refletem as perguntas que milhares de mulheres

têm feito. E por não estarmos no consultório de aconselhamento com a

quantidade normal de tempo para dissecar a questão e trabalhar juntos para

descobrir o problema e a solução, as respostas são um tanto mais diretas do

que você talvez ouvisse num aconselhamento. Tentarei oferecer a minha

opinião e dar sugestões baseadas no que aprendi em mais de 25 anos na

atividade de aconselhar, ensinar, estudar e dialogar com as aconselhadas.

O conteúdo desta série não contém a resposta final sobre qualquer

assunto. Antes, é planejado para oferecer sugestões e ajudá-la a descobrir

uma nova perspectiva sobre alguma questão, ou novas alternativas.

Considere-o como um ponto de partida em sua jornada. Você talvez

descubra uma situação idêntica ou semelhante à sua e seja capaz de aplicar

os princípios e sugestões.

Não se surpreenda se a resposta à questão ou pergunta que você está

buscando pessoalmente não seja encontrada na parte que você está

examinando. Talvez você a descubra em outro lugar, razão pela qual é

importante você ler todas as perguntas e respostas. Os capítulos se

sobrepõem de certa forma; a resposta a uma pergunta que não seja problema

para você pode oferecer a ajuda que você está procurando. O que você

descobrir pode não se encaixar exatamente, mas talvez você descubra um

princípio, uma idéia ou um conceito que poderá expandir, apropriar e aplicar

àquilo que a está preocupando. Leia atentamente, pois do seu processo

mental brotará a criatividade.

Se algo for concretizado pelo conteúdo deste livro, gostaria que fosse

o fato de ele ser para você uma fonte de esperança de que respostas,

esperança, pode haver novos começos na vida a despeito do que tiver

ocorrido em seu passado ou numa situação atual. Muitos que vêm em busca

de aconselhamento sentem-se presos, imobilizados no lugar por cimento

endurecido. Converso o tempo todo com pessoas que estão funcionando

fisicamente, mas parecem ser emocional e espiritualmente mutiladas por

experiências passadas.

Esteja aberta para a mudança e o crescimento em sua vida. Quanto

mais vivemos com um problema ou situação intolerável, mais nossa visão

de mudança se torna deficiente. Vemos tão-somente a nossa situação atual e

permanecemos enraizados no lugar enquanto a vida e o mundo ao nosso

redor continuam em frente. Ficamos trancados no passado e no presente em

vez de olhar para o futuro. Quanto mais isso ocorre, mais o futuro parece ser

um mundo inatingível, etéreo, irrealista.

Você está hesitando era buscar a ajuda de alguém que possa orientá-la

e aconselhá-la? Está limitando seu futuro e crescimento por causa de um

medo ou ressentimento? Se você tem feito isso por algum tempo, sabe o que

tem conseguido realizar. Então, por que não tentar algo diferente? Busque

ajuda. Procure respostas neste livro. Use-as como um início de seu processo

de cura. Use-as para compartilhar com outros e torne-se uma fonte de cura

em suas vidas.

Capitulo 1

Questões de Saúde

Tensão Pré-menstrual (TPM)

P.

Onde posso aprender a respeito da TPM e

como posso explicá-la a meu marido?

. A tensão pré-menstrual é real! As muitas esposas e maridos

que me contaram suas histórias e os livros que li sobre TPM

R.me convenceram! Infelizmente, nem todos os médicos estão

convencidos de que a TPM é real, por isso é importante encontrar um

médico que creia na sua realidade e compreenda que ajuda pode fornecer.

Aproximadamente 90% das mulheres experimentam algum sintoma de TPM

durante os 7 a 14 dias que antecedem a menstruação. E ela varia em

intensidade e severidade. Os sintomas podem incluir os seguintes:

Dores de cabeça

Ansiedade e nervosismo

Fadiga/letargia

Depressão e/ou acessos de choro

Variação no humor (alternando entre altos e baixos)

Dor nas costas e/ou dor pélvica

Retenção de líquidos e inchaço

Desejo inusitado por alguns alimentos (tipicamente doces bolo e

chocolate)

Ondas de calor

Barriga distendida com ou sem enjôo de estômago

Irritabilidade

Seios ingurgitados e doloridos

Mudanças na temperatura

Enxaquecas

Menor impulso sexual

Aumento nos acidentes e erros

Acne, manchas na pele

Crises de reações alérgicas

Suores

Inchaço das pernas

Mudanças no ritmo da evacuação

Acessos de agressão

Sede

Perda de concentração

Os detonadores desses sintomas são encontrados dentro do corpo. Não

é anormal experimentar TPM. Ela é uma indicação de que os hormônios em

seu corpo estão funcionando da maneira como devem funcionar. E há

tratamentos para ela, que podem incluir exercício regular, dieta,

medicamentos não-hormonais bem como terapia hormonal.

Como não sou mulher nem especialista nesta área, minha resposta será

breve. Se você tem problemas com a TPM, leia a respeito, encontre um

médico que entenda do assunto e instrua os membros de sua família. Se

necessário, leve seu marido com você quando conversar com seu médico.

Conte-lhe que há ajuda a que pode recorrer e que será para vantagem dele

cooperar com você em qualquer de seus esforços de encontrar a ajuda que

ambos estão procurando. Tenho conversado com muitos homens sobre a

realidade da TPM em suas esposas, e descobri que eles estavam dispostos a

aprender mais sobre o assunto e simpatizar-se mais com o problema.

Aborto

Como posso viver com as lembranças

do trauma na minha vida causado por

P. meu aborto? Como posso resolver a

culpa e a vergonha que sinto? Como

posso perdoar a mim mesma por isto? Sei que

tenho de fazer isso, mas não consigo. Deus

pode me perdoar pelo aborto?

Milhões de mulheres estão sofrendo com a lembrança e

o resíduo de um aborto. Não é fácil admitir e conversar

R.sobre isso porque muitas pessoas são prontas a

condenar. Um número grande demais de mulheres

suporta em silêncio sua culpa e dor.

O aborto é uma das grandes perdas da vida e, contudo, uma das perdas

mais singulares que podem ser experimentadas. Você não tem nenhuma

evidência externa de que seu bebê existiu. Você não teve nenhum bebê para

segurar e de quem se despedir. Seu bebê viveu no seu coração e mente. E na

maioria dos casos não houve um ritual como o de um enterro. Mesmo nos

casos em que o aborto é legal, ele é socialmente inaceitável. Assim, quem há

para lhe dar permissão para se entristecer? Mais culpa é experimentada com

relação ao aborto do que com quase qualquer outra ação.

O que você experimentou após o aborto? Rejeição? Desaprovação?

Raiva? Humilhação?

Condenação? Alívio? Isolamento? Quem a ajudou a se recuperar?

Com quem pôde conversar? Eis aqui algumas sugestões que espero a

ajudarão nesta época de sua vida:

Procure Ajuda

1. Procure um grupo de apoio, mesmo que o aborto tenha

ocorrido há anos.

2. Lamente a perda e dê a si mesma bastante tempo para lamentá-

la. Encontre alguém que a ajude a lamentar.

3. Ajuda dar nome ao seu bebê, se você ainda não o fez. Dar um

nome e visualizar a aparência que seu bebê teria o tornará real

para você e fará com que seja mais fácil sentir a tristeza de sua

perda.

4. Use o dom da sua mente e imagine seu bebê nos braços de

Jesus.

Como diz o Dr. Jack Hayford em seu livro, I' ll Hold You in Heaven

(Eu Te Carregarei no Céu), seu filho está vivo no céu, e você, como crente em

Cristo, se reunirá a ele um dia (ver 2 Sm 12.19-23). E também não haverá

ressentimento ou raiva em sua reunião — apenas alegria.

Não há dor ou tristeza no céu. Deus a vê como se este ato nunca

tivesse ocorrido. Ele já perdoou você. Peça-lhe que a ajude a entender e

sentir o perdão. Comece reagindo para consigo mesma como se fosse uma

pessoa perdoada. Confie na verdade da Escritura:

Se confessarmos [voluntariamente] os nossos pecados, ele é fiel e

justo [fiel para com sua própria natureza e promessas] para nos perdoar os

pecados [desconsiderar a nossa iniqüidade] e nos purificar [continuamente]

de toda injustiça [tudo que não estiver de conformidade com sua vontade em

propósito, pensamento e ação] (1 Jo 1.9, texto ampliado).

Vinde, então, e argüi-me, diz o Senhor; ainda que os vossos pecados

sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que

sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a branca lã (Is 1.18).

Porque serei misericordioso para com as suas iniqüidades, e de seus

pecados e de suas prevaricações não me lembrarei mais (Hb 8.12).

5. Talvez o próximo passo seja difícil, mas é vital. Perdoe aqueles a

quem você culpa por terem estado envolvidos no aborto.

6. Conscientize-se de que, devido a todos os debates em torno dessa

questão, você talvez enfrente vez após vez alguns dos seus sentimentos.

Quando o fizer, comece a dar estes passos de novo.1

7. Entregue a Deus suas lembranças e peça-lhe que as cure.

8. Evite ser promíscua para provar que não presta. Não engravide de

propósito apenas para compensar o aborto. Seu bebê não pode ser

substituído.

9. Conscientize-se de que algumas pessoas que ouvirem falar do seu

aborto a criticarão. Mas quando falar a respeito faça-o sem agir como mártir

ou uma pessoa condenada. Ao compartilhar, conclua com a declaração: "Mas

graças a Deus, sou uma pessoa perdoada e por sua graça posso

tocar minha vida em frente."

1 KUENNING, Delores. Helping People Through Grief. Minneapolis, MN, Bethany House Publishers,

1987. p. 129-33.

Esterilidade

Como posso conviver com minha

esterilidade? Não me sinto completa

P. como mulher por não poder ter filhos.

A maioria das mulheres tem um sonho para suas vidas e

o acariciam desde a infância. Elas o alimentam e

R.esperam que ele se realize algum dia. Para muitas

mulheres, é um dos pontos transicionais para o

estabelecimento da identidade — ter um filho.

Não poder ter filhos é uma perda que não é realmente tangível nem

visível e pode facilmente ser ignorado. É o anelo por algo que nunca

ocorrerá. Talvez o sentimento seja melhor expresso por Raquel em Gênesis

30.1: "Dá-me filhos, senão morro." Esta perda é uma questão que pode

existir por 15 a 20 anos na vida da mulher. Se você não pode ter filhos,

conhece os sentimentos. Se pode, seja muito sensível e dê todo o apoio

àquelas que não podem.

Como Conviver com o Problema

O que você pode fazer? Precisa reconhecer e sentir a perda. Precisa

sentir a tristeza do que nunca acontecerá. Enfrente toda pequenina perda.

Pense sobre ela e imagine e escreva cada perda. Você jamais sentirá seu

bebê mover-se dentro de si, jamais o carregará, acariciará, lhe dará cenouras

cozidas, embalará até dormir, verá dar o primeiro passo, ouvirá sua risada,

confortará quando ele cair e assim por diante.

É uma lista enorme. Identifique e sinta a tristeza de cada parte.

Não sou mulher. Não posso entender totalmente ou sentir empatia

como outra mulher sem filhos pode. Mas talvez eu compreenda mais do que

você pensa e minha esposa, Joyce, também compreende. Cuidamos de um

filho profundamente retardado até ele morrer aos 22 anos de idade.

Sabemos, sim, como é não experimentar o que outros pais experimentam e

acham muito natural. Ter um filho e nunca ouvi-lo dizer "papai" ou

"mamãe" é uma perda.

Talvez, ao trabalhar sua perda, você experimente culpa — sua e de

outros. Enfrente sua raiva, solte-a e perdoe. Escreva uma carta diária ou um

diário de perdão, ore pela pessoa a quem culpa ou tenha um diálogo verbal

ou escrito com essa pessoa.

Não tente trabalhar sua dor sozinha. Felizmente, há grupos de apoio à

sua disposição.

Muitas mulheres estéreis fazem questão de incluir crianças em suas

vidas. Essas crianças não devem ser consideradas uma substituição. Nada

mais compensará a falta de filhos. Mas você pode escolher papéis diferentes

que deseja ter em seu envolvimento com crianças e identificar o que quer

experimentar com elas.2

Talvez o maior problema que você tenha de enfrentar seja o

desenvolvimento de sua identidade, descobrir quem você é, mesmo sem ser

mãe. Muitas mulheres constroem sua identidade sobre a maternidade e,

quando os filhos saem de casa, elas entram em crise. Você precisa projetar e

2 ANTON, Linda Hunt. Never to Be a Mother. Nova York, Harper and Row, 1992. p. 10-160, Adaptado.

construir seu mundo independente da maternidade. É um processo lento de

aceitação. Mas pode ocorrer. Contrabalance suas mensagens negativas sobre

si mesma com a verdade do seu valor como Deus a vê.

Câncer

Estou lutando com sério problema

médico. Estou com câncer. Como posso

P. enfrentar isso?

. Quando qualquer um de nós enfrenta uma doença

séria, avaliamos nossos valores. Nossas prioridades e

R.uso do tempo podem passar por uma mudança de

ênfase. Deparamo-nos com a realidade de nossa

mortalidade e sentimo-nos como se estivéssemos vivendo em tempo

emprestado. Todos nós estamos. Esse é um fato da vida.

Diretrizes Para Enfrentar o Problema

Não importa qual a sua enfermidade, aqui estão algumas diretrizes (se

você tiver uma amiga que esteja doente, talvez você queira contar-lhe o que

damos aqui).

O primeiro passo é enfrentar sua doença e chamá-la pelo nome certo

— câncer — se for isso o que você tem.

Não deixe que a negação a impeça de lidar com a doença de forma

saudável. É importante viver um dia de cada vez. Agradeça cada dia a Deus

e conte cada dia como uma das bênçãos de Deus. Use as funções que você

tem ao máximo, sejam elas físicas ou mentais. Encontre outros para orar

com você e a quem prestar contas, de modo que você não fique presa na

depressão e na autopiedade. Converse, converse e converse sobre seus

sentimentos. Ajuda quando conversamos com outros que estão sofrendo da

mesma moléstia.

Tenho um amigo que está com Esclerose Múltipla há 15 anos e que

pesquisou minuciosamente a moléstia. Já enviei diversos aconselhados que

lutavam com a mesma doença para conversar com ele. Esse amigo tem sido

uma fonte tremenda de ajuda e encorajamento para eles. Dê aos seus amigos

diretrizes e instruções de como você deseja que eles reajam para com você.

Quando você estiver enfrentando uma doença terminal, certifique-se

de completar qualquer tarefa inacabada que precise ser feita, como dizer aos

seus entes queridos quanto os ama. Procure tudo o que possa ajudar, como,

por exemplo, um programa de atendimento domiciliar. Acima de tudo, deixe

que as Escrituras a consolem. Leia as seguintes passagens:

Salmos 39.4,5; 139.1-18, 23,24; 2 Coríntios 4.16,17; 5.2,8.3

3 KUENNING, op. cit., p. 204-6, Adaptado.

Ataques de ansiedades

Como posso lidar com os ataques

de ansiedade e pânico que estou

tendo?

Será que sofrer uma

P. desordem de ansiedade indica que

sou má?

. A pessoa não é má porque tem um problema de

ansiedade ou qualquer outro problema. A ansiedade é

R.experimentada freqüentemente por pessoas na

sociedade de hoje com seus fatores de tensão e pressão.

Mas algumas a experimentam mais do que outras, e para algumas ela pode

ser uma experiência sufocante. Você faz parte dos 20 a 30 milhões de

pessoas em nosso país que têm um problema de ansiedade. Este é o proble-

ma número um de saúde mental para as mulheres, e o segundo para os

homens.

A ansiedade pode vir de muitas formas. Pode ser uma inquietação

súbita e inexplicável que dura algumas horas ou pode ser um estado

constante. Pode ser medo que faz a pessoa evitar situações específicas ou

uma preocupação intensa. Essas reações ainda se encaixam na gama da

normalidade, mas se transformam em "desordens de ansiedade" quando se

tornam intensas, ou permanecem por meses, interferindo no funcionamento

normal da vida. Elas podem incluir:

Agorafobia: medo de estar em espaços abertos, com ataques de

pânico, ou estar num lugar de onde seria difícil escapar;

Fobias sociais: medo de passar vergonha;

Fobias simples: medo de objetos ou situações específicas;

Desordem de ansiedade generalizada: preocupação persistente que

continua por pelo menos seis meses;

Desordem obsessiva-compulsiva: idéias, pensamentos,

imagens ou impulsos recorrentes mas irracionais (obsessões) e

os comportamentos (compulsões) que pretendem aliviar a

ansiedade produzida pelas obsessões.4

Os ataques de ansiedade acontecem devido a uma sobrecarga

emocional. Se você sofre de ansiedade, é bem possível que seja porque você

não reconhece ou enfrenta seus próprios sentimentos. Talvez tenha

aprendido a negar, esconder ou disfarçar seus sentimentos; mas negá-los dá

a eles um poder e controle incríveis sobre você. Por que isto acontece com

algumas pessoas e não com outras? A causa varia desde um pai ou mãe que

lhe tenha dado exemplo de desordem de ansiedade, ao seu temperamento

específico, experiências da infância, e crenças mal desenvolvidas, erradas,

que criam medo de fracasso, rejeição e castigo.

Passos Para Melhorar

O que você pode fazer? Uma resposta conclusiva é aprender maneiras

saudáveis de expressar as emoções. Para os problemas e desordens de

ansiedade, encorajo vigorosamente o aconselhamento individual bem como

um grupo de recuperação. Você pode dar dois passos para facilitar isso.

4 RANDAU, Karen. Anxiety Attacks. Houston, TX, Rapha Publishing, 1991. p. 4.

1. Sempre que ocorrer um ataque, ligue para uma amiga que

esteja sabendo do problema e que possa ajudá-la. Instrua essa

pessoa para que ela saiba exatamente o que você está sentindo e

do que precisa.

2. Planeje com antecedência para saber o que fazer quando um

ataque chegar. Em geral, a ansiedade dificulta o processo de

pensar. Você sabe o que fará na próxima vez que um ataque

vier? Desenvolva um plano para seguir quando o ataque

ocorrer. Isso pode incluir praticar técnicas de relaxamento,

ligar para uma amiga, ouvir uma fita com músicas ou

mensagens, ler passagens bíblicas pré-selecionadas, ouvir fitas

de louvor, fazer uma lista das suas cinco bênçãos mais

recentes e assim por diante. Acrescente a essa lista as coisas

que a ajudaram no passado.

Comportamento Compulsivo-

Obsessivo

Como posso vencer o comportamento

obsessivo-compulsivo?

Isto inclui

P. exceder-me na comida, na bebida, nas

compras e envolver-me em

relacionamentos viciosos.

Todos nós somos capazes de pensamento obsessivo.

Muitas pessoas têm um pensamento problemático que

R.persiste em lhes passar pela mente. Mas se você tem

uma desordem obsessiva, suas obsessões são mais

severas, persistentes e resistentes. Essas precisam da ajuda de um

profissional para serem vencidas. Não sei cm que nível seu comportamento

obsessivo ou compulsivo se encontra; portanto, talvez a melhor maneira de

responder à sua pergunta seja com algumas informações básicas que podem

ajudá-la a decidir qual o próximo passo que deve dar.

Características Obsessivas

Comecemos com as obsessões. Suas tendências obsessivas têm

algumas das seguintes características?

• Envolvem pensamentos repetitivos, incontroláveis.

• Os pensamentos obsessivos não têm sentido ou não são

oportunos.

• A obsessão não traz prazer algum.

• A obsessão sempre produz uma perda de energia e um senso de

ambivalência.

• As obsessões severas destroem o funcionamento mental

saudável.

• Elas envolvem a negação de uma ansiedade subjacente, mas

não os pensamentos em si.5

Características Compulsivas

As compulsões, por sua vez, têm outras características e podem

apresentar um problema insignificante ou criar grande desconforto. Você se

relaciona com algum destes sintomas compulsivos?

São repetitivos, importunos e estranhos.

São impulsos sem significado, essencialmente sem conexão com

ou desproporcionais ao senso de alívio que trazem.

São muitas vezes triviais ou ritualísticos.

As ações são executadas contra a vontade da pessoa.

O comportamento pode ser tolo ou apavorante, ou em algum lugar

entre esses dois extremos.

Como as obsessões,

elas não dão prazer

algum. Sua função essencial é a de fornecer o alívio de uma

ansiedade subjacente.6

Características de Vício

5 HART, Archibald. Healing Life's Hidden Addictions. Ann Arbor, MI, Servant Publications, 1990. p.

76.

6 Id., ib., p. 78.

Há uma diferença entre obsessões, compulsões e vícios. Se você tem

um vício, tem uma necessidade ou desejo controlador por aquela substância,

objeto, ação ou comportamento porque recebe uma reação agradável, ou

estimulante, ou relaxante. Mas você nega que ela a esteja controlando. Ao

contrário dos vícios, as compulsões e as obsessões resultam em dor, e a

pessoa não nega que é incapaz de controlar o problema. Às vezes, as

desordens obsessivas e compulsivas podem levar a vícios.

Existem diversos tipos de vícios; alguns são aprendidos e alguns

derivam de deficiências. O vício serve ao propósito de remover você dos

seus verdadeiros sentimentos. É uma fuga. Você tem algum comportamento

que se encaixa nesta classificação?

Tenho visto pessoas viciadas em comida, sexo, compras, tensão,

trabalho, ajuda aos outros, culto religioso, êxtase religioso, amor, romance,

adrenalina, álcool e drogas. Todas as possibilidades estão aí. Não tente

enfrentar sozinha estas dificuldades. Procure a ajuda de um terapeuta

treinado profissionalmente e registrado; a maioria das pessoas que ajudam

os outros nas igrejas não é treinada para lidar com esses problemas.

Pornografia

É certo assistir ou olhar material

pornográfico com o propósito de ser

P. estimulada?

A pornografia é uma das piores doenças que temos no

mundo. Ela degrada as pessoas e enfatiza

R.demasiadamente o sexo em lugar da intimidade e

coloca o sexo como um fim em si mesmo, barateando a

experiência e deixando de fora o aspecto do amor. As pessoas que aparecem

em filmes e fotos pornográficos são em geral as exceções, fisicamente

falando, e os fotógrafos usam diversas técnicas de retoque para obter

aparência enganosa. Os participantes não são a regra, e, contudo nós às

vezes os usamos como base de comparação para os outros.

O material pornográfico é muitas vezes violento, e tanto homens

quanto mulheres que o usam em geral querem trazer o que viram para seu

casamento ou outro relacionamento. Pesquisas feitas entre homens que

assistiam regularmente a pornografia pesada identificaram quatro fases nas

reações dos homens a esse estímulo.

Primeira, ela leva a um vício. As primeiras fases de excitação

levam a envolvimento repetido e deliberado com o material

pornográfico a fim de obter excitação sexual. Depois há uma fase

de escalada na qual o homem deseja material mais grosseiro e

excitante sexualmente a fim de atingir o nível anterior de excitação

sexual. A próxima fase é a insensibilização, na qual a pornografia

fica entediante. O homem não é repelido pelo que vê e não sente

compaixão pelas pessoas envolvidas. A fase final é a propensão

para colocar em ação o que viu. O que ele viu torna-se, na

realidade, parte de seu repertório de comportamento sexual.7

A pornografia é especialmente degradante para as mulheres e as

coloca em posição de serem vitimizadas. Não há lugar para ela na vida de

ninguém. Tenho visto os resultados negativos da pornografia em muitos

relacionamentos. Há programas que podem ajudar os viciados em sexo.

Considere a questão da pornografia à luz desta passagem das

Escrituras tirada de Filipenses:

Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que

é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é

amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há

algum louvor, nisso pensai (Fp 4.8).

77. KLINF, Victor, citado por Jerry Kirk em A Winnabk War. Colorado Springs, CO, Focus on the

Family Publishing, 1987. p. 9.

Masturbação

A masturbação é pecado? Se é, como

faço para lidar com os impulsos e

P. sentimentos sexuais?

A masturbação é pecado? Esta é uma das perguntas

mais freqüentemente feitas tanto por jovens quanto por

R.adultos. A maior parte das pessoas se masturbou até

chegar ao orgasmo alguma vez na vida. É um estímulo

comum e normal e, contudo, é igualmente normal as pessoas não se

masturbarem.

A Escritura é completamente silenciosa sobre este assunto. Se as

pessoas tentarem mostrar-lhe que a Palavra de Deus fala alguma coisa sobre

a masturbação, estão usando as Escrituras em benefício próprio. O problema

não é tanto o ato da masturbação em si. Não é auto-abuso. Mas se alguém se

dedica a ele excessivamente, diversas vezes por dia, essa obsessão é indicativa

de alguma outra dificuldade emocional. Algumas pessoas usam a masturbação

para lidar com seus sentimentos de solidão ou sua incapacidade de

desenvolver amizades e relacionamentos significativos. Em vez de enfrentar

o problema, elas dependem de suas fantasias.

Se o ato de masturbação é lascivo ou não depende do que está

passando pela mente da pessoa. Alguns não pensam em outra pessoa en-

quanto estão se auto-estimulando. Outros dizem que pensam em seus

cônjuges. Ainda outros se entregam à lascívia e usam fotos ou material

pornográfico que pode levar ao vício. Uma vida sexual fantasiosa rica pode

dificultar as coisas para o cônjuge, já que fica difícil competir com a

fantasia que está na mente da outra pessoa. Poucos podem se comparar com

o irrealismo evocado pelos pensamentos de alguém.

Considere o que Joyce e Cliff Penner dizem a respeito:

Se nossa auto-estimulação como adultos tira algo do nosso

cônjuge, o comportamento não é amoroso. Por outro lado, se um

dos cônjuges deseja grande quantidade de atividade sexual e o

outro se interessa com menos freqüência, o casal talvez decida que

a masturbação seja o ato mais amoroso que a pessoa mais in-

teressada pode fazer a fim de não pressionar o cônjuge. Pode haver

períodos nos quais talvez seja necessária a abstinência das relações

sexuais. Nessas ocasiões, talvez seja mais amoroso e ajustador

desfrutar o alívio sexual que o auto-estímulo ou o estímulo mútuo

traz. Algumas dessas ocasiões podem ser durante períodos extensos

de separação por viagem ou enfermidade. Quando há extrema

pressão externa para um indivíduo, social ou profissionalmente,

essa pessoa pode preferir que a outra cuide de suas próprias

necessidades sexuais. Ou pode haver horas nas quais um parceiro

precise ficar livre das pressões do sexo por razões emocionais.

Assim, conquanto seja possível o auto-estímulo ser um ato

desamoroso, há também a possibilidade de que usá-lo para aliviar a

pressão seja o ato mais amoroso, não apenas para o que se auto-

estimula mas também para o cônjuge.8

8 PENNER, Cliff & Joyce. The Gift of Sex. Dallas, TX, WORD Inc., 1981. p. 234.

Para propósitos de alívio, não há nenhuma razão pela qual tanto os

solteiros quanto os casados não devam recorrer à masturbação.

Capitulo 2

Tensão

O potencial de tensão está em toda a nossa volta. Mas como ele está

realmente afetando você? E o que está criando esse senso de tensão e

pressão que você experimenta? O que causa tensão em você pode não fazer

o mesmo a outra pessoa. Para alguns, tensão é a preocupação com eventos

futuros que não podem ser evitados ou preocupação sobre eventos depois

que eles ocorreram. E, ainda para outros, é simplesmente o desgaste da vida

cotidiana. Talvez você esteja se sentindo como um pedaço de pedra que

venha levando marteladas há tanto tempo que está começando a

desmoronar.

Qualquer experiência que desperte seu sistema de adrenalina e

mantenha seu corpo nesse estado durante algum tempo está criando tensão.

Causa da tensão

Como posso lidar melhor com a tensão e

P. quais são as causas da tensão?

R. Consideremos algumas das causas da tensão:

1. Um relacionamento não resolvido. Se você tem incertezas sobre um

relacionamento, como amizade ou casamento, se você estiver

cismada que seu cônjuge está infeliz ou pensando em deixar o

casamento, há tensão presente.

2. Ambiente. Seu ambiente pode contribuir para a tensão. Um ambiente

monótono e repetitivo pode ser problemático tanto quanto uma atmosfera de

correrias, cheia de pressão, competitiva.

3. Perfeccionismo. Ter padrões excessivamente elevados é uma ótima maneira de

nos colocarmos em posição de encontrar fracasso e auto-rejeição. E é difícil

viver com um perfeccionista. O perfeccionismo em geral indica

insegurança. Os que se sentem seguros são flexíveis e dispostos a correr

riscos e fazer mudanças positivas. Quando a pessoa tem expectativas

irrealistas e não vive à altura delas, começa a desprezar a si mesma, o que

leva à depressão.

4. Impaciência. Se você é impaciente com os outros, é impaciente consigo

mesma também. Não conseguir fazer as coisas de acordo com um horário

mantém o interior da pessoa num turbilhão. A palavra "paciência" significa

"indulgência, não ter pressa ou impulsividade, estável, capacidade de

suportar".

5. Rigidez. A inflexibilidade é intimamente ligada ao perfeccionismo e à

impaciência. As pessoas rígidas passam o tempo caçando algo com que se

aborrecer. Admitir o próprio erro e aceitar as opiniões dos outros é uma

reação amadurecida e que combate a tensão.

6. Incapacidade de relaxar. Muitas pessoas têm dificuldade em sentar-se numa

cadeira por 10 minutos e relaxar completamente. Suas mentes continuam a

correr e elas se forçam. Sua atividade é chamada de momentum de tensão.

7. Explosividade e raiva. Se a vida da pessoa é caracterizada por bombas que

espalham estilhaços irados sobre os outros, a tensão está afetando não

apenas a própria pessoa, mas também os outros.

8. Falta de senso de humor e pouco entusiasmo pela vida. Aquelas que são cheias

de presunção, de autocensura e, portanto, tensão, provavelmente também

vivem deprimidas. Ver Filipenses.

9. Competição demais. Comparar-se com outras, em termos do que elas fazem e

o que possuem coloca pressão desnecessária sobre você. Não precisamos

permitir que o que os outros fazem e possuem afete nossas vidas. Um

pouco de competição em certas áreas pode ser divertido e agradável, mas,

quando constante, não é nada divertido.

10. Falta