Prévia - Coleção de Contos de Sah Diez por Sah Diez - Versão HTML

ATENÇÃO: Esta é apenas uma visualização em HTML e alguns elementos como links e números de página podem estar incorretos.
Faça o download do livro em PDF, ePub, Kindle para obter uma versão completa.

COLEÇÃO DE

CONTOS DE SAH

DIEZ

VERSÃO PRÉVIA

A VERSÃO

COMPLETA EM

BREVE

01

Caroline e a Biblioteca Secreta

Caroline Carol, era uma jovem de 22 anos, cabelos longos e olhos castanhos, seguia uma vida simples, de poucas coisas e poucos gostos, era viciada em livros por assim dizer, tinha ficha para alugar livros em todas as bibliotecas da cidade, pois era bem exigente a qual livro iria querer ler, seus favoritos eram " O GATO DE OLHOS

ROXOS" e "O GABINETE".

Certo dia ela foi a biblioteca que ficava mais longe de sua casa, a biblioteca se chamava "Le Conheces

Biblioteca Municipal ", ela pegou um ônibus para ir, queria pegar o livro " A ÁRVORE FRANCIS", estava curiosa quanto ao seu conteúdo, c

hegando lá falou com o

bibliotecário , pediu o livro mas ele falou que já havia sido alugado, ela ficou chateada assim começou a

vasculhar a

biblioteca para procurar algo para ler pelo menos naquela noite.

Seguindo para o ultimo corredor de livros da biblioteca ela não havia ainda encontrado nada de seu interesse ou que já não tivesse lido, então pensou bem e resolveu desistir de procurar, foi quando ouviu uma voz.

" Hei , psiu aqui em baixo".

Caroline olhou espantada para o chão, a voz parecia vir atrás da ultima estante de livros, o que era estranho pois atrás havia apenas uma parede, ela se abaixou para ver melhor, retirou alguns livros da frente e para sua surpresa encontrou uma maçanete de porta, tentada pela

curiosidade, ela giroua e entrou s

e espremendo por entre

o vão da estante e os livros.

Ao adentrar o local, haviam algumas velas acessas e u

m

longo corredor que no final levava para outra porta, ela seguiu o caminho e abriu a próxima porta, ela então chegou em uma ala principal, igual a biblioteca que estava a pouco, e ao fundo outras estantes repletas de livros, sentado no balcão havia uma pessoa muito suspeita, provavelmente o bibliotecário, ao qual Caroline chegou mais próximo para perguntar.

"Onde estou e que lugar é este?"

A Estranha pessoa no balcão ergueu a cabeça, era um homem magro com um chapéu pontiagudo bem velho e com uma faixa branca tapando os olhos, parecia um robô

pelo modo como se movimentava, mas ele olhou para Caroline e falou.

" Bem vinda a Biblioteca Secreta, creio que a própria biblioteca a tenha chamado aqui, sintase a vontade para olhar os livros e se quiser pegar um para você levar, sintase livre para escolher, o que você e

scolher será seu,

somente seu."

Ele então voltou a cabeça p

ara b

aixo, C

aroline parou por

um momento para refletir, mas pensou consigo mesma que aquilo era um sonho ou uma outra ala da biblioteca Le Conheces Biblioteca Municipal, mas enfim decidiu olhar os livros.

Os títulos eram estranhos, um se chamava " Como Ser Imortal" outro " Como viver em um mundo de sonhos "

havia também um " Você quer ficar rico fácil?", Caroline estava achando todos muito suspeitos, decidiu voltar e falar com o bibliotecário, que apenas comentou sobre esta questão.

"Aqui estão os livros que todos querem ler"

Ela voltou a olhálos, passou várias horas apenas olhando os nomes, achou que não teria tempo de

folheálos e chegou então na ultima estante, havia um que lhe chamou muita atenção, se chamava "O Livro Infinito", ela pegou e

le e começou a ler e se encantar c

om

a história, ela então decidiu que era aquele que queria levar embora, já que o bibliotecário falou que ela poderia escolher um e levar, chegou a ele e falou.

"Eu gostei muito deste posso levar? não sei por quê mas a história é muito boa, eu adorei. Posso? "

O bibliotecário ergueu a cabeça e comentou.

É claro ótima escolha, este é o ultimo exemplar de "O

Livro Infinito", você deve telo o achado interessante pois ele é como o próprio nome diz infinito, mas, eu repito, mas tem mais uma coisa, ele cria a história para você ler com base naquilo que você deseja ler, ou seja você nunca se sentirá frustada ou cansada dele, ele vai te dar exatamente a história que você quer.

Caroline suspirou de felicidade, segurou o livro com as duas mãos, pois era exatamente aquilo que ela desejava, assim ela poderia ler e nunca se cansar e a história sempre ser como ela a espera, mas ela ficou com uma duvida.

" Como o livro faz isto?" Ela perguntou.

O estranho bibliotecário bateu as mãos em sua roupa escura para tirar um pouco de poeira e disse.

Ora este é um segredo desta biblioteca que não posso

contar, mas deixeme avisála quando sair daqui também não poderá voltar, tendo então decidido o livro que quer, por favor saia que temos que fechar.

Caroline concordou com a cabeça e saiu pelo mesmo local que veio muito satisfeita com o que havia conseguido, fechou a porta atrás da estante e passou pelo outro bibliotecário de Le Conheces Biblioteca Municipal, passou tão sorridente e saltitante que até as pessoas que estavam sentadas lendo a olharam

estranhamente.

Mas nós leitores novamente voltamos ao interior daquela Biblioteca Secreta e vemos a imagem daquele

bibliotecário muito estranho se d

esfazendo c

omo areia, os

livros desaparecendo como cinzas e uma voz fria e rouca falando.

"É hora de fechar"

02

A Criatura Anti Vida

Janaine Lincouth, era uma jovem princesa de um

gigantesco reino, onde todas as pessoas do reino a admiravam, por sua beleza e inteligência, sua vida foi demasiadamente triste, devido o falecimento d

e seus pais

em um acidente que ouve, quando em um dia, a

carruagem que os levava de volta ao c

astelo caiu d

e uma

ponte, eles morreram na hora.

Ela então passou a viver sozinha no imenso castelo e com ajuda de seus conselheiros passaram a comandar o

reino que era chamado de Ghausty, tudo estava dando certo, apesar do acidente de s

eus pais, aos p

oucos ela se

tornou forte e firme em suas decisões, não havia g

uerras,

não havia fome e não havia desemprego, todos estavam satisfeitos com a princesa.

Ao redor do castelo ficava a cidade e ao redor da c

idade

as plantações e ao redor das plantações a floresta de Umburuiul, nas entranhas desta floresta ficava uma pequena casa de pedra e dentro desta casa habitava a unica pessoa que odiava a princesa, mas não só a princesa, odiava tudo e todos, seu nome era Adiv, mas ninguém sabia de fato que ele existia, para as pessoas do reino ele era uma lenda.

Um grande festival estava acontecendo no reino, a cidade estava em festa, era o dia de Vhan Vreiln ou o dia que se comemorava as colheitas, a princesa não gostava de festas, mas gostava de ver as pessoas se divertindo nelas, ela resolveu então que desta vez iria fazer algo diferente resolveu fugir, fingindo que estava em seu aposento para dormir, enquanto na verdade escalava a parede lateral de seu quarto, seguindo em direção as colheitas e então em direção a floresta de Umburuiul, lá ela foi até um rio próximo as plantações e resolveu que iria acampar lá aquela noite para observar os vagalumes, algo que ela era muito fascinada .

Então ela avistou a casa de Adiv no topo da colina, ela sabia o que era, sabia da lenda pois seu pai lhe contava todas as noites antes de dormir, a lenda de

" A

CRIATURA ANTI VIDA". Ela se deitou e começou naquele momento a pensar na história.

" E

ra um vez u

m homem jovem, s

eu nome era Adiv, ele

tinha lá seus 19 anos, morava sozinho e já cuidava da sua própria vida, seus pais haviam morrido durante uma emboscada de soldados do reino inimigo. Então ele primeiro odiou os inimigos, vivendo uma vida simples, humilde, trabalhando o dia inteiro para ter o que comer, sendo que ele plantava, pegava água do rio para cozinhar, preparava a lenha, entre outras coisas, ele nunca dependeu de ir a cidade para comprar nada.

Segundo ele odiou as pessoas. Logo começou a odiar tudo, incluindo a si mesmo, então um velho mago foi o visitar, o mago queria ajudalo, disse que quando uma pessoa se prende muito ao ódio, aquilo faz mal para ela mesma, ele disse que Adiv emana uma aura gigastesca e

obscura, era muito perigoso. Mas Adiv também odiava o mago, não suportou ficar com ele por perto por mais de dois minutos e o apunhalou com uma adaga. Antes de morrer o mago conjurou um feitiço para enviar uma mensagem ao reino mais próximo, Ghausty.

O Antigo rei, mas muito antigo rei de Ghausty, recebeu a mensagem em uma bolha mágica que quando explodiu

ele pode ouvir.

Os magos antigos tinham razão, é possível existir um

ser ANTI VIDA, quem quer que esteja ouvindo esta mensagem, aqui quem fala é o mago Ruzu, avise o mago

Bouny que aconteceu exatamente como a mil anos atrás.

O Rei logo foi ao encontro de Bouny com alguns soldados, passaram a mensagem para ele, então Bouny contou tudo, que a mil anos atrás, surgiu um ser que começou a odiar todas as coisas que tinha vida ao seu redor, então as coisas em volta deste ser começaram a morrer, seu ódio não tinha fim, em breve ele i ria c

onsumir

toda vida do planeta, iria matar a t odos, os magos antigos todos se juntaram para enfrentar essa criatura que antes era um humano, conseguiram derrotalo, mas o planeta teve uma grande perda, uma enorme cicatriz que

demorou para ser fechada, milhares ou bilhares de seres haviam desaparecido, então aquilo não poderia se repetir.

Bouny convocou outros magos, o rei de Ghausty

chamou seus reinos aliados, isolaram completamente a floresta de Umburuiul, uma enorme batalha começou, criaturas com formatos de sombras saíram da cabana de pedra onde Adiv estava e atacavam o exército, a energia era enorme e continuava a crescer, parecia impossível derrotar Adiv, os últimos magos e seres com poder mágico reuniram seus esforços no limite de suas vidas em uma unica e poderosa magia, lançaram contra Adiv , uma enorme explosão que pôde ser ouvida a uma

enorme distância.

A floresta Umburuiul havia desaparecido, tudo estava destruído mas a cabana de pedra ainda estava lá, de pé e Adiv ainda estava vivo, mas agora estava fraco, toda a energia de ódio foi quase que retirada de seu corpo e o que restou foi um ser fraco e imortal, assim ele se virou e entrou em sua cabana, não demostrando mais nenhum sentimento. O mago Bouny antes de morrer, adivertiu para deixar a criatura sozinha, isolar a cabana e deixar o tempo apagar essa guerra, ele não iria voltar pois perdeu toda a sua razão de existir e como a magia o tornou imortal o que restava era apenas viver como uma árvore, parado para sempre. Assim o rei o fez, ao redor da cabana, replantaram a floresta Umburuiul com a a

juda do

grande agricultor Vhan Vreiln , por muito tempo p

roibiram

as pessoas de ir até o local mas o tempo fez o restante tornando esta história uma lenda, Adiv ainda vivia dentro daquela cabana, agora imortal e sozinho, parecia nunca querer sair de lá. Enfim, nunca ninguém se atreveu a adentrar aquele local, mesmo a história se tornando uma lenda."

Esta história deixou Janaine muito curiosa, ela tinha que ir até a cabana para verificar se era verdade ou não, com sua curiosidade afiada como uma espada ela subiu o morro e chegou próximo a cabana, o cheiro d

e algo p

odre

era terrível, parecia que algo havia morrido lá a muito tempo, mas mesmo assim, ela colocou um pano no rosto

e adentrou o local.

Poeira, teias de aranha, madeiras velhas e móveis quebrados por todo o lado e no centro sentado em uma cadeira com a cabeça baixa, longos cabelos negros e uma roupa de trapos, estava aquilo que provavelmente era Adiv.

Janaine se aproximou com cautela e tocou os longos cabelos negros, o homem se mexeu e instantaneamente fixou seus olhos negros e sombrios nela, Janaine congelou, o medo subiu sua espinha a arrepiando, então ele apenas sussurrou "Você me ama? ". Janaine recuou um pouco, estava tentando raciocinar observando a situação, mas resolveu responder a primeira coisa que vinha a sua mente "Claro que não".

A criatura voltou sua cabeça para baixo e ficou lá parada, Janaine ficou o observando por um tempo, o suficiente para saber que ele não iria se mexer mais, ela perguntou "Você realmente é a criatura, ou homem que chama de Adiv?".

Mas não ouve resposta, mais um tempo se passou e Janaine desistiu de tentar se comunicar mais um pouco, ela deixou a cabana pensativa, olhando para trás uma hora ou outras, na escuridão da noite, ela resolveu voltar para o castelo.

No dia seguinte, o que havia acontecido ela não sabia, mas pensando naquilo que ele havia faladoa ela , resolveu visitar o velho ancião da cidade, o homem mais velho o qual o apelidavam de "Cavalo Lento", ela contou o que havia acontecido na noite anterior, o

velho suspirou

e comentou " Ele espera por algo que nunca teve e mesmo que alguém diga que o ama, ele nunca vai entender, vai ser assim por toda sua eternidade ".

Janaine mencionou que talvez devessem ajudálo mas o velho completou. "Ele não quer ajuda, você entende?".

Janaine compreendeu, parecia que o velho era o único que realmente conhecia a lenda, ela sentiu firmeza em suas palavras, afinal algumas histórias não precisam de um final feliz, não precisam de nenhum final.

Os anos seguintes a região próxima a cabana fora vigiada todos os dias a pedido da princesa.

03

A Árvore Francis

Francis Poul iard era um menino odiado por todos da sua turma do terceiro ano, era um garoto terrível, além de um péssimo aluno, fazia coisas desprezíveis para os outros, coisas que ninguém entendia ou gostava.

As meninas detestavam as atitudes de Francis e os

garotos o queriam longe, o achavam tão ruim com as

palavras e tão ridículo que uma vez ou outra diziam que era melhor que ele estivesse morto.

Uma festa de fim de ano estava se aproximando,

ninguém convidou Francis, não queriam ele por lá para

fazer as coisas nojentas e estranhas que fazia, preferiram deixar ele de fora desta festa. Mas mesmo assim ele foi, ficou na festa o tempo inteiro, muitos queriam avançar no pescoço dele, mas se continham pois na festa havia

muitos pais e professores.

No dia após a festa, os garotos da sala de Francis

decidiram que iriam tomar uma atitude pois não estavam

mais aguentando a presença dele, após muita conversa,

chegaram a uma conclusão perversa e macabra.

Eles o chamaram pra uma festa no próximo fim de

semana, fizeram um belo cartão todo decorado, para

poder convencer ele a ir, ele acabou por aceitar. Mal

sabia ele dos planos diabólicos que seus amigos estavam tramando.

Na noite da falsa festa que aliás, era em uma casa

abandonada nos extremos da cidade, Francis se sentiu

inseguro ao adentrar a velha e pavorosa casa, mas

mesmo assim entrou, achou estranho o silêncio, estava

tudo escuro, mal podia ver centímetros a sua frente,

pensou que poderia ser mesmo uma brincadeira de mal

gosto, deu meia volta e pensou em sair.

Então alguém o agarrou, colocando um capuz em sua

cabeça e o golpeando com força, o suficiente para

desmaiar. Francis acordou em um local apertado,

fechado, um caixão de madeira. Ele podia ouvir as

risadas de seus colegas de turma do lado de fora,

estavam todos em volta do caixão rindo e bebendo, todos estavam do lado de fora da casa velha, ao lado do caixão um enorme buraco.

Logo jogaram o caixão sem nenhum cuidado dentro do

buraco e começaram a jogar terra por cima, Francis

gritava e se desesperava, a sensação sufocante que

estava, era desesperador saber que estava sendo

enterrado vivo.

Enfim terminaram de preencher de terra, colocaram

algumas gramas por cima para esconder a terra remoída

e urinaram por cima, logo saíram de lá festejando e

bebendo, pois não estavam nem um pouco preocupados

com o que fizeram, mas sim muito satisfeitos e aliviados.

Alguns dias se passaram e a família de Francis já havia ido a policia para prestar queixa ao desaparecimento

dele. Mas os policias não conseguiram nada, ao

interrogar todos os alunos da sala dele, não obtiveram

nenhum resultado.

Dias se passaram, logo meses e então um ano.

Então os alunos da sala logo se formaram e Francis caiu no esquecimento, no local aonde foi enterrado nasceu

uma árvore que suas folhas cresceram apenas uma vez,

ou seja, nunca trocou suas folhas, era como se estivesse parada no tempo. Realmente a árvore estava esperando

por algo.

Os amigos de Francis se esqueceram completamente

dele, a medida que envelheciam a memória dele foi

completamente zerada, não havia mais nada para se

lembrar. Ao ficarem velhos, uma a um, começou a morrer

de causas naturais, os meninos e as meninas da turma.

Anos se passaram e todos os colegas, familiares e

conhecidos que Francis tinha, haviam morrido, então as

folhas da árvore onde Francis estava enterrado

começaram a cair aos poucos, logo a árvore ficou

completamente sem folhas.

Logo uma mão se ergueu em meio a terra, pedaços de

madeira quebrados pelo chão, era Francis escavando a

terra para poder sair, ele estava vivo todos estes anos ali preso, a árvore segurou sua vida, mantendo ele parado

no tempo.

Ao terminar de se levantar ele olhou para a árvore e

perguntou " Por quê? o que eu fiz na vida para me

manter vivo?"

Francis então pode sentir palavrar entrarem em sua

cabeça, era a árvore conversando com ele " Nada,

exatamente por não fazer nada, lhe dou a chance de

fazer algo, um privilégio de poucos, aproveite e faça um nova vida, humano."

A árvore se desfez em pó na sua frente, assim

desaparecendo, então algo estranho começou a

acontecer com Francis, raízes começaram a sair de seus

pés e entrarem no chão, galhos saíram de seu peito e

começaram a crescer, começaram a surgir folhas e ele se transformou em uma completa árvore.

A Nova vida para Francis aproveitar.

04

O Gato de Olhos Roxos

Alice Marey, era solteira, morava sozinha em um

pequeno apartamento no centro da cidade, tinha um

ótimo emprego, ganhava bem, mas se concentrava em

coisas simples e não se apegava tanto a coisas materiais.

Suas amigas eram todas virtuais, não tinha se quer um

amigo real para sair, conversar ou apenas estar por perto, mas ela não se importava, os amigos virtuais pareciam ser realmente bons para ela, pois viviam ligando e

perguntando como ela estava, Alice quase não era

notada na sociedade.

Ela saia pouco, basicamente para comprar coisas para

comer e suas revistas sobre contos de terror, ela gostava do Splesh Horror History, que vinha com novidades dos

filmes de terror, que era algo que ela adorava assistir, era um vicio mesmo.

Certo dia, enquanto estava indo a locadora de filmes

para devolver um filme, ela encontrou um estranho gato

parado no meio da rua, era um gato estranho pois ele era preto e tinha detalhes encaracolados rosas por seu corpo e olhos roxos bem fortes, muito chamativo, mas Alice

apenas o ignorou, passou pelo seu lado e seguiu rumo a

locadora de filmes.

Nos dias que se seguiram, quando ia devolver ou alugar

algum filme, ela notou que o gato sempre estava no

mesmo lugar, olhando para o mesmo lado, sem se mexer,

mas Alice nunca se importou com estes tipos de coisas,

afinal se bem dizer, ela se importava mais com ela do que para quaisquer coisas ao seu redor por mais estranhas

que fossem.

Mas uma vez quando Alice decidiu ir pelo mesmo

caminho devolver outro filme, ela resolveu levar um pouco de ração para o bichano, ela nunca fez isto de pensar em algo ou alguém, ela pensou consigo mesma " Que tolice, mas..." , ela passou pela rua onde o bichano deveria estar, deveria, pois não estava, Alice não deu atenção ao ocorrido apenas ignorou, jogou a ração que estava

levando numa sacola em uma lixeira próxima e seguiu

seu caminho.

Ao chegar em casa na volta, notou que a porta do seu

apartamento estava aberta, ela colocou a mão no bolso e pensou em ligar imediatamente para a policia, mas o seu celular não funcionou, ao olhar para ele, viu que estava desligado, muito estranho pois ela havia o recarregado

antes de ir devolver o filme, ela voltou os olhos para o corredor longo, mas não conseguia mais ver seu fim, nem mesmo o elevador ao qual subiu para chegar no seu

apartamento, um estranho nevoeiro no final impedia de

ver o restante do corredor de ambos os lados.

Ela suspirou e refletiu por um tempo, mas sua mente

estava em branco, estava com medo, ela começou a ir em

direção ao seu apartamento, ao adentrar viu que estava

tudo organizado, como era pequeno o apartamento da

porta ela pode vêlo todo.

Então, a porta fechou bruscamente atrás de Alice, ela

olhou para a porta e em seguida para frente novamente,

quando viu que o estranho gato que estava na rua agora

estava ali, parado no meio da sala a encarando com seus olhos roxos fortes. Alice se virou e tentou abrir a porta , mas não conseguiu, foi quando ouviu. "Obrigado jovem humana por me notar esta noite, venho lhe trazer um boa noticia". Alice olhou para o gato, era ele que estava falando, ela não conseguia acreditar, as únicas palavras que pronunciou foram " Mas, como?".

O Gato completou " Venho vagando pelas ruas sem ser notado a muito tempo, pois quando um gato perde suas

sete vidas ele não morre completamente, ele vaga por

este mundo, despercebido pelos humanos, até encontrar

alguém que o veja, isto é possível por que você também

não é notada neste mundo, a sim, eu percebi que você

me notou quando me levou um pouco de ração".

Isto não faz o menor sentido Disse Alice, totalmente

congelada próxima a porta.

O Gato sorriu, " Não faz, mas enfim, venho aqui tomar a sua vida, assim renascerei e terei novamente minhas sete vidas".

Mas por quê? Tomar minha vida? nunca fiz nenhum mal

para nenhum felino Disse Alice " Isto deve ser um sonho, só pode."

Não é um sonho, pessoas que aos poucos são

esquecidas neste mundo, vivendo como você vive, são

capazes de nos notar quando estamos assim, sem mais

vidas O Gato dizia enquanto se aproximava de Alice

"Pessoas como você se tornam nada mais que alimento para nós revivermos, adeus."

O Gato saltou sobre Alice e tudo que ela viu foi a

escuridão tomar seus olhos.

05

O Gabinete

John Recherd, 27 anos sempre teve uma vida comum,

coisas simples e os mesmos hábitos, a mesma rotina

sempre. Todo dia acordava e fazia as mesmas coisas,

tanto que começa a falar consigo mesmo e repetir tudo

que fazia, como: " Hoje tomei banho e utilizei o sabonete Le Fl euf ", "Hoje coloquei geleia de morango da marca Cuup Goma Goma no meu pão, para tomar café".

Fazia isto pois desta forma o dia passava mais rápido

em sua mente, o unico hábito real que John tinha era de anotar todas as coisas diferentes, que aconteciam no seu dia, que fugiam das coisas comuns e rotineiras, como por exemplo, se no dia houver um acidente no trânsito, ele irá pegar em seu bolso um pequeno caderno de capa preta

e anotar o que aconteceu, pois estes acontecimentos na

vida tediosa de John se tornaram algo muito importante

para sua vida.

Assim novamente acordara, tomou banho com o mesmo

sabonete de sempre Le Fl euf e tomou café utilizando a

mesma geleia de sempre da mesma marca Cuup Goma

Goma, pegou seus papéis e documentos e colocou numa

pasta, terminou de se arrumar e partiu para o trabalho, pegando o mesmo ônibus no mesmo horário de sempre.

Ao Chegar lá viu as mesmas pessoas, fazendo as

mesmas coisas que faziam todos os dias, não costumava

cumprimentar ninguém e geralmente ia direto para sua

sala, um pequeno gabinete, cujo na porta havia as

escritas J.R de seu nome. Então se sentou, fechou a

janela e a cortina que aliás eram bem escuras,pois odiava a luz do sol quando fazia reflexo na tela do monitor do seu computador. Sentouse enfrente ao computador, o

ligou e começou a digitar os documentos da empresa.

A Principal função de John era ficar lá o dia todo das oito ás oito digitando documentos da firma, seu cargo era

digitador. Um cargo entediante, estressante e muito sem graça para John.

Mas ele era diferente não poderia existir nenhuma

pessoa neste planeta igual a John, ele não se importava com sua rotina, havia mais do que se acostumado, havia

se tornado parte daquilo que muitas pessoas detestam,

poderia se dizer que John era uma máquina agora, parte

do computador que estava a sua frente.

Estas coisas iriam mudar então, o telefone havia tocado pela primeira vez John atendeu, mas não havia nínguem , ele colocou o telefone no gancho e voltou a trabalhar,

uma segunda vez o telefone tocou, novamente não era

ninguém, John não se importou mas ficou curioso e

voltou a trabalhar, então na terceira vez, John se irritou de certa forma, não havia ninguém, então ele olhou na bina, anotou o numero em um pedaço de papel e retornou a

ligação.

Uma voz cerrante com som de chiados irritantes

pronunciaram as seguintes palavras " Agora..Vamos

Começar..".

E Desligou.

John sentiu um calafrio, pode sentir um estranho vento

adentrar sua pequena sala e tocar sua nuca, ele se

arrepiou, no entanto não deu muita atenção ao que tinha acontecido ali, voltou ao seu trabalho.

Além da sensação estranha de algo estar errado , tinha

impressão que algo iria acontecer, ele estava certo,

conforme o tempo passava, era possível ouvir ruídos que se tornavam cada vez mais altos, pareciam unhas

arranhando as paredes, logo após os objetos na

escrivaninha começaram a cair ou a se mexer.

John se impressionou quando um deles saiu voando

pela sala e quase acertou sua cabeça, então ele caiu em si e viu que o que estava acontecendo era algo muito

estranho, ele se levantou rápido para abrir a janela, mas então a surpresa, estava tudo escuro ele não conseguia

ver nada, mas eram apenas dez horas da manhã, como

poderia estar tão escuro. Se dirigiu a porta e por mais que tentasse não conseguia abrilá. Pegou sua cadeira

jogandoa na janela e o vidro não se quebrou, tentou

arrombar a porta mas a mesma parecia inquebrável,

então entrou em desespero, andou de um lado para o

outro pensando o que poderia ter acontecido mas não

conseguia ver algo que fazia sentido.

Correu pegou o telefone e discou o numero de

emergência, mas quando tentou fazer isto o fio do

telefone ganhou vida própria e agarrou seu pescoço

tentando enforcálo, ele esticou sua mão para alcançar o bolso e retirou um canivete para cortar o fio.

Cambaleando caiu no chão, enquanto o armário ao lado

caíra sobre ele, esmagando sua perna.

Ele empurrou o armário e se levantou, viu então que os

objetos começaram a circular pela sala, começaram a se

jogar contra John, algumas canetas e pedaços de vidro

cortaram ou perfuraram seu ombro, ele pegou sua

jaqueta e cobriu seu rosto, começou a gritar e bater na porta pedindo ajuda.

Mas nem sequer ouvia o barulho dos outros

funcionários, então sua cadeira ganhara vida própria,

impulsionou John contra a parede enquanto outros

objetos o machucavam, ele chutou a cadeira e a quebrou

em vários pedaços.

Então tudo parou, tudo se acalmou de repente, os

objetos caíram no chão. John se sentou e suspirou forte.

Assim haviam se passado várias horas, John estava

sentado faminto, tentou por várias vezes abrir a porta, mas não conseguiu, acabou desistindo. Logo o tempo

passou mais ainda.

John tinha certeza que no minimo dois dias haviam se

passado.

Fome, frio e medo e muito cansado.

Logo olhou para sua gravata e por um cano que saia da

parede logo acima de sua cabeça, a tentação veio em

seguida, arrumou sua gravata no cano na parede,

colocoua no pescoço e começou a dizer as ultimas

palavras: "Eu não entendo, mas não aguento mais,

espero que alguém encontre o que sobrar de mim."

Ele utilizou os pedaços da cadeira como apoio para

subir e manter os pés, então empurrou os pedaços e

começou a se enforcar.

Logo a janela se quebrou, pedaços voaram para todos

lados, alguns atingiram John mas não o cortaram, então

dedos escuros longos e finos apareceram no canto da

janela. Uma criatura totalmente escura, negra estava

adentrando.

Então John viu seu rosto, que era branco, com um

enorme sorriso de fora a fora, a criatura olhou John

fixamente e falou: " Olá John eu sou a Morte".

Então a Morte passou o dedo na gravata qual o John se

enforcava cortandoa , fazendo John cair no chão.

" Espero que me desculpe ou não, mas sua vida era um tédio para mim, como sou a Morte tenho um hobbie que é

ver a via alheia, a sua John foi a mais chata de todas, me fez ter vontade de te amolar um pouco. Acho que passei

dos limites, anjos irão me castigar daqui a pouco pelo que lhe fiz e pediram para eu vir aqui te soltar."

A Morte levantou sua mão e disse para finalizar " Mas foi divertido"

Estalou os Dedos.

" Para mim, adeus John"

Então John desmaiou quase que instantaneamente após

a Morte estalar os dedos.

Algum tempo depois, John começou a recobrar a

consciência, olhando para os lados, viu o desastre que

estava sua sala, objetos quebrados e destroços para

todos os lados, havia algumas pessoas a sua volta, eram socorristas, que estavam o colocando em uma maca. Ele

suspirou, e sorriu quando viu que estava passando pela

porta, saindo da sala que estava preso. Mesmo que

esteja indo para o hospital, pelo menos não estaria mais naquele gabinete fechado.

" Em breve, Comida" Pensou.

Escrito e Editado Por SAH ou SAH DIEZ

[Espero que tenham se divertido a versão completa sai

em breve após uma boa revisão]

Contato: SAH DIEZ on Twitter Or Facebook :)

Você pode estar interessado...

  • A vingança dos Romanov
    A vingança dos Romanov Mistério e Terror por Rubi Elhalyn
    A vingança dos Romanov
    A vingança dos Romanov

    Downloads:
    41

    Publicado:
    Apr 2020

    Todos, ou pelo menos a grande maioria da população mundial, já ouviu falar no trágico fim da família Romanov, os governantes daquele país por 300 anos. Nem to...

    Formatos: PDF, Epub, Kindle, TXT

  • Mumia
    Mumia Mistério e Terror por Anna R.
    Mumia
    Mumia

    Downloads:
    52

    Publicado:
    Oct 2019

    PREFÁCIO Assassinada. Seus cabelos eram negros assim como seus olhos. Aconteceu na Quinta Avenida, o assassinato, dentro de uma elegante loja de roupas,...

    Formatos: PDF, Epub, Kindle, TXT

  • O servo
    O servo Mistério e Terror por Ana R.
    O servo
    O servo

    Downloads:
    41

    Publicado:
    Oct 2019

    Este livro é dedicado a DEUS.\r\n\r\nSALMO 137\r\nÀs margens dos rios da Babilônia, Sentávamos e chorávamos Ao nos lembrarmos de Sião. Nos salgueiros daquelas...

    Formatos: PDF, Epub, Kindle, TXT

  • Mistérios
    Mistérios Mistério e Terror por Varios
    Mistérios
    Mistérios

    Downloads:
    186

    Publicado:
    Oct 2019

    NTRODUÇÃOArrogância… numa proporção cósmicaA coisa mais bela que podemos experimentar é o mistério. Essa é a fonte de toda a arte e ciências verdadeiras.— Alb...

    Formatos: PDF, Epub, Kindle, TXT