Quando se Ama - Livro 12 por Catia Garcia - Versão HTML

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Amor cura

Quando contamos para a pessoa que amamos sobre um erro nosso,

sobre algo que fizemos e não nos pareceu certo, nos sentimos leves,

pois transferimos o peso. No entanto, a responsabilidade é somente

nossa, não é o outro quem tem que julgar nem definir sobre a atitude

que vai tomar diante da revelação, é injusto impor isso a ele.

Temos que ter a responsabilidade inteira sobre nossas atitudes, sem

farsas nem falsos sentimentos de arrependimento.

A vida a dois é feita de comunhão de pensamentos, de parceria e

confiança e sem elas nada vai dar realmente certo por muito tempo.

Todos nós cometemos erros, não um nem dois, vários durante todo o

processo de amadurecimento, mas o que não pode acontecer é

depois de sabermos sobre todos os riscos na interrupção do

amor por consequências indesejáveis, ainda assim voltarmos a

cometê-los por livre e espontânea burrice.

A outra pessoa está do nosso lado por escolha, porque acreditou que

juntos poderiam dar certo, não é certo então, ficarmos numa relação

onde a mentira prevalece em forma de segredos.

Tudo tem que ser dito, se não houver deslizes melhor, mas se

acontecer, tudo precisa ser esclarecido e antes de esperar que

sejamos compreendidos, precisamos primeiro compreender o que nos

levou a agir desta forma.

Se há fatos, sentimentos, situações na relação que não lhe pareçam

adequadas, precisamos questioná-las, deixar claro o que desagrada,

pois somente assim é que poderá haver transparência e a dose

necessária de carinho, admiração e amor que toda relação necessita

para que “o amor seja eterno enquanto dure”...

4

“51” longe de ser uma boa idéia

Aos 51 anos vemos parte dos nossos sonhos colocados de lado por

estarmos cansados de correr atrás deles e passamos a aceitar o que

a vida pode nos oferecer.

Aos 51anos somos diariamente lembrados que todos os abusos que

cometemos na juventude, nos são cobrados e todos de uma só vez.

Aos 51 anos não temos mais a mesma energia, embora nossa mente

seja ainda jovem. Nossa digestão é mais precoce, não podemos

comer tudo o que gostaríamos e as refeições precisam ser

controladas, principalmente se for tarde da noite.

Aos 51 anos nos doe o corpo todo, não há um dia sequer que não

esteja doendo alguma coisa e é uma somatória... uma dor não anula

a outra, apenas vemos acrescentados sintomas dos quais nem

tínhamos conhecimento.

Nosso poder de recuperação é extremamente lento e ineficiente, tudo

é mais vagaroso. Literalmente vivemos constantemente sob pressão,

baixa ou alta demais.

Aos 51 anos nossos olhos já não nos permitem ver tão bem tudo

aquilo que fingíamos não enxergar de propósito quando jovens.

Aos 51 anos sofremos de insônia sete noites por semana e acabamos

dormindo numa conversa com amigos durante o dia.

Aos 51 anos não somos tão velhos para frequentarmos os bailes e

bingos da terceira idade, mas também não somos mais tão jovens

para nos enturmarmos com a garotada.

Aos 51 anos não fazemos mais amigos, apenas trazemos conosco

aqueles que conquistamos, pois não temos mais paciência para

recomeçar do zero, se torna mais confortável ter ao nosso lado os

que já conhecem nossas histórias de traz para frente.

Mas aos 51 anos ainda podemos nos apaixonar, de uma forma

precisa e determinante, por outros ou por nós mesmos... e amor

como este, jamais a nossa própria juventude já viu.