Religião e hegemonia aristocrática na Península Ibérica (Séculos IV-VIII) por Mario Jorge da Motta Bastos - Versão HTML

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2002

Agradecimentos

Em primeiro lugar, agradeço à UFF e à CAPES pelos quatro anos de licença,

financeiramente apoiados pelas bolsas de PICDT e do programa PDEE,

imprescindíveis à realização de uma pesquisa vinculada a um setor da historiografia extremanente carente em recursos disponíveis no Brasil.

Agradeço ao meu orientador e “mais novo amigo de infância”, Prof. Dr. Hilário Franco Júnior pelo apoio, crédito e paciência que me tributou ao longo desses anos.

Ao Prof. Dr. Ciro Flamarion, por sua amizade e disponibilidade constantes, pela paciência com que me ouve, por horas, ao telefone, pelo empréstimo de livros e, enfim, pela referência que representa para mim.

Ao amigo Ruy de Oliveira, “El Visigodo de Sampa”, que me abriu as portas de sua casa, e o primeiro acesso às fontes.

À Maria Isabel Perez de Tudela y Velasco e Armando de Carvalho Homem, pelo

apoio em terras ibéricas.

Aos amigos Ivo Castro e Isabel, pela amabilidade e carinho que tributaram, a mim e a minha família, em nosso período lisboeta.

Aos “primos e primas” Diamantino, Diamantina, Clara e Isidro, que me “acolheu ao pé de seu fogo”, certificando-me de que tenho laços, e saudades, das terras d’Além Mar.

Ao Alberto, estagiário da Biblioteca da Universidad Complutense de Madrid,

desejando-lhe um título mundial à sua seleção espanhola.

Aos amigos Carlos, projetista, edificador e juiz,e Márcia, ambos próximos de realizarem a sua verdadeira obra-prima.

Aos amigos e “torcedores” Dr. Barbosa, e sua jovem esposa Cátia, a vencedora de concursos, Luis, o aprendiz de mecânico, e Badaró, o “seu dotô”.

Aos “meus pais”, Clementino e Genita, entre tantas outras coisas, pela Célia.

Ao “Bolinha”.

A Célia, por 16 anos que parecem uma vida

inteira, por seu amor, amizade, e paciência.

Sem ela não haveria tese. Sem ela, não haveria

sequer o autor.

A Carolina, minha única e inigualável obra-

prima, em todas as acepções possíveis e

imagináveis da expressão.

A minha mãe, por tudo, desde a origem.

A meu pai, como um gol da vitória do Botafogo,

em uma bela tarde ensolarada de domingo, em

um clássico decisivo no Maracanã.

Deus e as Suas Criaturas

“Quem morre vai descansar na paz de Deus.

Quem vive é arrastado pela guerra de Deus.

Deus é assim: cruel, misericordioso, duplo.

Seus prêmios chegam tarde, de forma imperceptível.

Deus, como entendê-lo?

Ele também não entende suas criaturas, condenadas

previamente sem apelação a sofrimento e morte.”

(Carlos Drummond de Andrade. Corpo, Rio de Janeiro, Record, 1985.)

“AQUILO QUE SOBRA

Quando se realiza uma pesquisa para a concretização de

algum objeto de exibição seja ele uma tese, um livro a ser

publicado ou um documentário, o que se lê no resultado

final é uma seleção, uma compilação de fragmentos de

um todo. Assim como ao bater uma fotografia

selecionamos um pequeno pedaço daquilo que vemos,

me assombra cada vez mais o imenso valor das

“sobras”.

(Marisa Furtado de Oliveira. Revista Caros Amigos, Ano

VI, número 61, Editora Casa Amarela, abril de 2002, p.19)

RESUMO

Este estudo analisa as relações entre a difusão da religião cristã e a

afirmação da hegemonia aristocrática no processo de constituição do

regime senhorial na Península Ibérica entre os séculos IV e VIII.

Considera-se essencial à caracterização deste processo a articulação entre

cultura, religião e relações sociais de produção em desenvolvimento no

período, eixo a partir do qual se abordam as complexas questões

relacionadas à conversão e à preservação de crenças e práticas alheias ao

cristianismo, concebidas no quadro das relações de dominação e

resistência. Com base na análise de fontes primárias de natureza diversa,

como a legislação régia, a coleção das atas conciliares, a literatura

hagiográfica, os sermões, a liturgia, a poesia cristã e alguns tratados

dogmáticos, destaca-se a íntima correlação entre a concepção de mundo,

das relações travadas pelo homens entre si e com a natureza, divulgadas

pelo cristianismo, e a afirmação da ascendência aristocrática na sociedade e no período em questão.