Saúde e democracia : discursos e práticas de acolhimento em uma unidade de atenção primária em... por Lucenira Luciane Kessler - Versão HTML

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Profa.Dra. Paula Sandrine Machado

Universidade Ferderal do Rio Grande do Sul

NOVEMBRO, 2012

A todos aqueles que fazem do trabalho no Sistema Único de Saúde seu

“horizonte utópico”: via de fabulação e construção de outro modo de cuidar em

saúde, pautado pela possibilidade de diálogo, encontro e solidariedade.

A meu pai, por tudo de precioso que me ensinou e que, agora, diante da sua

ausência, ganha novos coloridos e se reafirma.

Agradecimentos

Ao professores do PPGAS/UFRGS, especialmente à Cláudia Fonseca, por ter

me acompanhado parte do caminho e por ter me ensinado sobre etnografia.

Ao Carlos Steil, por sua aposta no meu “modo de olhar”, em minha perspectiva.

Aposta esta sem a qual este texto não seria possível.

Aos funcionários do PPGAS/UFRGS, especialmente à Rosemeri Feijó.

Às agências financiadoras CAPES e CNPQ que tornaram possível a realização

deste doutorado.

Ao Octavio Bonet, Emerson Merhy e Paula Sandrine pela disponibilidade de

interlocução.

À Patrícia Fasano, um dos encontros que tive na Antropologia.

À Roberta Grudinski que no início de meu doutorado sonhou: “Havia sido

chamada para ajudar no parto de meu bebê, o parto fora difícil, mas depois de

certo risco, o bebê nasceu”. À Heloísa Paim por sua generosidade e

disponibilidade. Ao Júnior pelas “andanças e conversas” que reverberam no

capítulo 4 desta tese. Ao Rodrigo Toniol e Fernanda Heberle pela interlocução

em um momento “divisor de águas”.

Às equipes de saúde do Serviço de Saúde Comunitária do GHC, nas quais

realizei minha pesquisa. Especialmente à da unidade Colombina que me

acolheu como pesquisadora em seu cotidiano. Aos usuários e lideranças

comunitárias desses serviços.

Para a minha “rede de segurança afetiva” da Saúde Coletiva, que me permite

andar na “corda bamba” entre saberes disciplinares: Lizia e Manu, por

reinventarmos juntas “o que é ser psicóloga”, a partir da RIS; à Márcia Colombo

por seu “coração de manteiga” e sua falta de paciência com o que não pode ser

levado a sério, com o que já se tornou “uma palhaçada” no sistema público de

saúde; à Flávia Costa, por sua intensidade e alegria; ao Manoel Mayer, por ter

me ensinado sobre política há muito tempo e por ter se transformado em Mano;

à Rose Mayer, pelo laço que temos reforçado a cada dia; ao Khaled “meu

amigo de fé, irmão, camarada”! À Christianne Oliveira de Souza, pela escuta e

disponibilidade quando o caminho era “escuro e nebuloso”; e também pela

Martina. À Daniela Tietzmann por seguirmos compartilhando o “essencial”. À

Carol Beier que como o mar, vai e vem, e, na última vinda, trouxe um menino

em sua barriga.

À equipe do CRRD da ESP/RS, em especial à Rose Mayer, Jualiano Kreutz,

Paula Adamy, Simone Alves, Alessandra Alberti, entre tantos outros, por

permitir que sigamos equipe, transversalizando tempos e espaços; à Rafaela

Riggoni, por, entre outras coisas, ter compartilhado o “ser doutoranda” comigo.

À equipe da pesquisa FIOCRUZ (especialmente ao Rafael GIl, Fátima,

Oswaldo, Maurício) por ter sido continente em um momento crítico; ao Belchior

Amaral pela escuta em diferentes momentos e lugares.

À Eliana Mello, por sua disponibilidade em trocar experiências, aprender e

também por sua generosidade; à Thaís Leite, que mesmo à distância,

demonstra uma profunda conexão comigo e com este trabalho; à Thaís

Bennemam, Marina Sanes e Ana Celina pelo “devir residente” que nos une; à

Daniela Dallegrave pelo “reencontro” e por abrir as portas de sua casa, quando

foi necessário; ao Christofer Balen por ter feito parte, de modo tão generoso, da

rede de cuidados de meu pai; à Cristina Estima por sua presença.

De forma geral, a todos meus amigos por nos levarmos para onde formos

sempre “no lado esquerdo do peito”!

Em especial, á Ingrid Stoll, Andréia Proença e Patrícia Jacobsen Guerra, pelo

amor sempre feliz e entusiasmado a cada reencontro! À Fernanda Gassen e

Michel Zózimo pela ajuda em distintas questões “operacionais”, pela amizade e

pelo humor que nos liga.

À Alba por por me acompanhar em minhas Odisséias cotidianas: entre Ulisses

e Penélopes, bruxas e madrastas (nem tão) malvadas e princesas (nem tão)

indefesas, guerreiras destemidas e onças pintadas, príncipes e poções de

encantamento, sereias e medusas... Enfim, entre tantas narrativas e imagens

dos múltiplos e mutáveis personagens que me habitam...

A minha família, especialmente à minha mãe; aos meus irmãos por termos

estado juntos na despedida de meu pai e por estarmos nos reinventando como

família; às minhas sobrinhas e sobrinhos por fazerem parte do que dá cores à

minha vida; em especial a meu irmão Baltazar e minha sobrinha Natalya, por

nossas “infâncias compartilhadas”.

A meu pai que gostava de ouvir música e de dançar!

(...) Que ilha desconhecida, perguntou o rei, disfarçando o riso,

como se tivesse na sua frente um louco varrido, dos que têm a mania das

navegações, a quem não seria bom contrariar logo de entrada, A Ilha

Desconhecida, repetiu o homem, Disparate, já não há ilhas desconhecidas,

Quem foi que te disse, rei, que não há mais ilhas desconhecidas, Estão todas

nos mapas, Nos mapas só estão as ilhas conhecidas (...)

José Saramago