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Sexo tântrico por Alicia Gallotti - Versão HTML

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Alicia Gallotti

Os segredos mais sensuais do erotismo oriental ao seu alcance

Tradução

Sandra Martha Dolinsky

Copyright © Alicia Galotti, 2008

Título original: Sexo y Tantra: los secretos más sensuales del erotismo oriental a tu alcance

Todos os direitos desta edição reservados à

Editora Planeta do Brasil Ltda.

Avenida Francisco Matarazzo, 1500 – 3º andar – conj. 32B

Edifício New York

05001-100 – São Paulo – SP

www.editoraplaneta.com.br

vendas@editoraplaneta.com.br

Conversão para eBook: Freitas Bastos

DADOS INTERNACIONAIS DE CATALOGAÇÃO NA PUBLICAÇÃO (CIP)

(CÂMARA BRASILEIRA DO LIVRO, SP, BRASIL)

Galotti, Alicia

Sexo tântrico : os segredos mais sensuais doerotismo oriental ao seu alcance / Alicia Galotti ;tradução Sandra

Martha Dolinsky. – São Paulo :Editora Academia de Inteligência, 2010

Título original: Sexo y tantra.

ISBN 978-85-7665-947-1

1. Índia - Costumes sexuais 2. Orientação sexual 3. Tantrismo I. Título.

10-09213 CDD: 613.96 CDU: 821.111-3

INTRODUÇÃO

A sexualidade é, para homens e mulheres de qualquer condição, lugar e contexto

cultural, uma fonte de prazer e de experiências gratificantes. Mas não é só isso. As

pessoas que desfrutam de uma vida sexual plena se beneficiam de um importante grau

de harmonia e equilíbrio que transcende a esfera puramente física, influindo em seu bem-

estar psicológico, afetivo e espiritual.

As culturas orientais, desde os tempos mais remotos, compreenderam isso, e,

consequentemente, fizeram do erotismo um dos espaços privilegiados da vida.

O sexo tântrico é inimigo da repressão e da limitação sensual em qualquer aspecto.

Longe de separar o natural desejo erótico e reduzi-lo ou ocultá-lo, considera que é a

chave da união entre instinto e cultura, o caminho para a plena liberdade de prazer. E

que o motor que conduz por esse caminho se alimenta da rica energia que o próprio

corpo carrega.

Suas intensas pulsões energéticas, em sintonia com a natureza e o universo como um

todo, formam uma verdadeira rede que se concentra em determinados pontos de

máxima vibração e que coincidem com os núcleos do prazer sexual. Canalizar e

potencializar essa energia é uma sábia maneira de refinar a sexualidade e atingir doses

cada vez mais altas de prazer.

A proposta deste livro é mostrar os segredos do tantrismo e adaptar seus métodos e

práticas ao particular estilo de vida ocidental. Dessa maneira, os amantes – no entorno

social e cultural que lhes é próprio – poderão aproveitar ao máximo a energia sexual de

que são naturalmente dotados e abrir, assim, a porta para uma torrente inesgotável e

insuspeitada de supremo prazer.

OS PRINCÍPIOS TÂNTRICOS

Tantra é uma palavra de origem sânscrita que quer dizer trama ou tecido, e que na

tradução às línguas ocidentais adquiriu o significado de doutrina, no sentido de que

entrelaça uma série de ensinamentos e práticas sexuais e espirituais.

Os hindus precederam em milênios o pensamento científico ocidental ao compreender

que todo o universo, incluindo o menor átomo, a mais complexa galxia e, evidentemente,

os seres humanos, se regiam por um complexo sistema energético. Porque embora o

tantrismo – que é a filosofia que defende essa ideia – tenha sido sistematizado a partir

do século IV, suas raízes são muito anteriores e remontam a cerca de 5 mil anos.

Além disso, entre os princípios da filosofia tântrica hinduísta está a concepção de que,

inicialmente, cada ser humano era um todo completo, porque teria sido criado

sexualmente andrógino; mas, tendo perdido essa condição primordial, só conseguiria

recuperar a plenitude encontrando o ser do sexo oposto que fosse seu correspondente

exato, tanto em suas características físicas quanto em suas aspirações espirituais.

O taoísmo chinês também é uma filosofia milenar e concorda com o hinduísmo ao

considerar o universo como um conjunto energético, composto de forças polares de

caráter positivo ou negativo cuja complementaridade e equilíbrio são necessários para

que todos os processos vitais ocorram harmoniosamente; e, em particular, o processo de

intercâmbio sexual entre os seres humanos.

O todo equilibrado é representado como uma esfera e os aspectos opostos e

complementares aparecem dentro dela, cada um com uma cor diferente – geralmente

branco e preto –, símbolo amplamente conhecido no Ocidente como yin-yang.

As sociedades orientais e ocidentais apresentam diferenças de ordem filosófica, de

estilo de vida, de organização social e diversas outras; mas talvez uma das mais

significativas seja a que está associada à prática sexual, que no Ocidente está muito

longe dos princípios tântricos; o que não significa que não seja possível adotar alguns

deles para atingir um erotismo saudável e pleno em qualquer latitude.

A vertente hinduísta

No Oriente não existe o conceito de pecado em relação à sexualidade, visto que esta é

considerada uma expressão humana como qualquer outra; mas isso não significa que se

banaliza o sexo ou que ele é reduzido a um ato funcional ou mera necessidade biológica.

Ao contrário, outorga-se ao sexo uma importância profunda, tanto que é considerado

inclusive um veículo de êxtase místico e de união com o universo em sua totalidade.

Os chamados textos tântricos, que nasceram entre os séculos IX e XIII da era cristã, só

se tornaram conhecidos no Ocidente em meados do século XX. Quem os difundiu foram

os seguidores do movimento hippie, os Beatles – com a adoção, por seus integrantes,

dos ensinamentos do guru Maharashi Mahesh Yoga –, exemplo que floresceu entre os fãs

da banda e, mais tarde, entre uma multidão de jovens que protagonizaram, nos Estados

Unidos e na Europa, a revolução sexual da década de 1960.

Tudo isso foi profusamente difundido pelos meios de comunicação do mundo inteiro, o

que propiciou o conhecimento maciço dessa filosofia e sua aplicação prática em diversos

aspectos.

Os chamados textos tântricos, que nasceram entre os séculos IX e XIII da era cristã, só se tornaram conhecidos no

Ocidente em meados do século XX.

Quanto aos antecedentes históricos, a sociedade bramânica hindu, de caráter bastante

rígido, sofreu uma importante mudança há cerca de 2.500 anos, com os ensinamentos de

Buda e seus discípulos, principalmente os da corrente denominada zen. Mais tarde, o

budismo passou da Índia a outros países próximos, mas em cada um deles experimentou

diferentes formas de interpretação e prática no que se refere aos tantras.

Religião ou doutrina filosófica?

Considera-se que os textos tântricos hindus, escritos em sânscrito, foram obra de um

autor ou de vários cujos nomes permanecem no anonimato, mas há quem diga –

sobretudo na cultura de origem – que foram diretamente inspirados pelo espírito divino.

Porém, não se pode dizer que proponham uma religião, conforme o significado que os

ocidentais dão a essa palavra, mas algo mais próximo de uma concepção filosófica.

Em geral, seu objetivo é encontrar o sentido da vida tanto em nível pessoal quanto na

relação do indivíduo com o todo do universo, e atingir o prazer de uma vida mais rica e

equilibrada. Suas recomendações não são somente de caráter sexual, mas talvez seja

nesse aspecto que suas contribuições são mais relevantes.

Assim, o tantra não propõe nenhum caminho superior a qualquer outro na prática da

sexualidade; pretende enriquecer e permitir que nos beneficiemos, o máximo possível,

das relações amorosas, diferenciando reprodução e ato sexual. Ou seja, tomando como

expressões independentes entre si a função biológica reprodutiva e o que concerne ao

amor e ao sexo.

Segundo o tantrismo, por meio do sexo é possível atingir o êxtase, assim como ocorre

durante uma experiência mística. A diferença é que no tantra isso só é possível quando

duas pessoas trocam e somam sua potência energética por meio da prática sexual, que,

por sua vez, nutre e recarrega suas fontes originais de energia.

O tantra é proposto como um caminho de autoconhecimento para cada ser humano. Está presente

na literatura e na arte de culturas milenares, sobretudo as de procedência indiana e chinesa, mas é

possível encontrar também algumas de suas características ou princípios em outras tradições

espirituais de origem oriental.

Os fundamentos da ioga

Também de origem hindu, a palavra ioga, que procede da raiz sânscrita yug, traduz-se

como união ou integração. Na prática, é expressa em uma série de exercícios físicos e

respiratórios cuja finalidade é muito específica: a união do espírito humano com o espírito

divino.

A ioga é mais uma forma de autoconhecimento baseado no movimento energético,

porque, assim co-mo em outras concepções orientais, parte da ideia de que cada

indivíduo é feito de energia em diferentes estados, o que inclui tanto a esfera física

quanto a espiritual.

Embora seja possível diferenciar e praticar diversas corrente e caminhos da ioga, todos

eles têm como meta o samadhi, ou expansão da consciência. Isso ocorre quando a alma

humana se sente liberada e feliz, porque flui em harmonia com o universo.

A prática iogue destina-se a elevar a energia vital e purificar o corpo, como meio de

fazer emergir o que está escondido no inconsciente e de o espírito alcançar um estágio

superior. É regida por cinco princípios: o exercício, ou assana, que outorga a seus

praticantes um alto grau de flexibilidade física; a respiração, ou pranayama, que deve ser

lenta, profunda e rítmica para que a carga energética se renove e aumente; o

relaxamento, ou savassana, que proporciona serenidade mental, à qual se segue o

equilíbrio emocional; a meditação, ou dhyana, com que se promovem os pensamentos

criativos e positivos para invocar a alegria. E a isso se soma o quinto princípio, que é a

recomendação de se alimentar com uma dieta lactovegetariana.

Para meditar e adquirir o adequado estado de introspecção que permite uma conexão

profunda com o interior são utilizados os mantras, sons breves e repetitivos cujo poder

propicia a concentração.

A prática iogue destina-se a elevar a energia vital e purificar o corpo, como meio de fazer emergir o que está escondido no inconsciente.

Todos esses elementos são ferramentas para a expansão da consciência, estado

durante o qual as pessoas sentem despertar seu espírito para se unir à vida ou a um ente

de caráter divino, de acordo com a crença de cada uma.

Com mais de cinco mil anos – o que a situa como filosofia anterior às religiões –, a ioga

foi praticada por milhares de mestres, ou iogues, que foram refinando e enriquecendo

suas experiências e transmitindo-as a uma multidão de discípulos. Estes afirmam que só

se pode avançar por seus caminhos por meio da vivência pessoal, e que somente assim é

possível encontrar resultados concretos.

Ioga e sexualidade

Hoje, em pleno século XXI e já há bastante tem-po, a ioga não se limita mais à Índia,

seu território de origem, e sua prática também está amplamente difundida no mundo

inteiro. Muitos mestres e discípulos ocidentais praticam ioga sem abandonar seus hábitos

comuns de vida, visto que lhes oferece múltiplos recursos para despertar seu potencial

interno e ter uma visão mais e integrada do mundo e da esfera pessoal em que se

desenrola sua existência, tanto no âmbito doméstico quanto no profissional ou afetivo.

As mudanças que a ioga gera no estado energético dos seres humanos fazem surgir

suas faculdades positivas e aprofundar a autoconsciência. Quando praticada a dois, a

energia pessoal redobra, ao se receber e trocar a própria energia com a que é gerada

pelo parceiro. Além do mais, propicia uma comunicação e um equilíbrio maior entre os

dois de todos os pontos de vista, e, evidentemente, também em matéria sexual. Ao

praticar os exercícios iogues, ou assanas, as potências bioenergéticas emitidas pelo casal

constituem um verdadeiro alimento físico e mental para os amantes.

A ioga propõe muitos caminhos ou ramos para ser praticada, de modo que cada pessoa

pode escolher o que lhe for mais confortável. O que dá origem a todos eles é o tantra

ioga, e entre os mais conhecidos encontra-se um especialmente apropriado para a

estimulação do sexo tântrico e que pode ser feito a dois.

As mudanças que a ioga gera no estado energético dos seres humanos fazem surgir suas faculdades positivas e

aprofundar a autoconsciência.

Trata-se da Kundalini ioga, praticado mediante assanas compartilhados, repetição de

mantras em uníssono, projeção de visualizações em comum e realizando as chamadas

mudras – posturas específicas das mãos – para estimular a energia psicossexual.

Conhece-se como tantra ioga uma prática muito comum no Ocidente e a preferida de inúmeros

casais, pois visa a libertação por meio do sexo, meditando. Utilizam-se mantras para isso, mas

também estímulos prazerosos para os sentidos. O homem tenta fazer surgir de dentro de si a

essência do princípio masculino, e a mulher, a do feminino.

O que é Tao?

São dois os textos filosóficos da antiga China: o Tao Te Ching, atribuído a Lao Tzu, um

sábio que viveu no século VI antes da era cristã, mas provavelmente registrado por

escrito por Chuang Tzu e outros discípulos que assumiram seus ensinamentos por cerca

de quatrocentos anos, visto que a versão completa e definitiva coincide com o começo de

nossa era; e o I Ching, ou Livro das Mutações, de Confúcio, nascido no mesmo século que

o mestre citado e que inclui contribuições tradicionais anteriores.

Esses livros compartilham três princípios fundamentais: considerar a energia como

fonte de vida; impulsionar a busca da harmonia e sua visão do universo – incluindo os

seres humanos – como parte de uma realidade única, que não é possível dividir nem

separar em partes, bem como o repúdio a qualquer categoria ou hierarquização que situe

uma coisa, animal ou pessoa acima de outros.

No idioma original, a energia é chamada Ch’i e composta de dois polos, um negativo e

outro positivo, chamados, respectivamente, yin e yang. O Tao é o todo que se expressa

na relação harmoniosa desses princípios opostos e complementares e em suas

permanentes transformações e intercâmbios, que tendem à busca do equilíbrio. O fluir da

energia que possuem, que os percorre e vai passando de um para o outro, é a força de

vida que as pessoas contêm e que é singular e única em cada indivíduo, pela combinação

desses elementos. De maneira que cada um deve percorrer seu próprio caminho, que não

é válido para ninguém mais porque é seu sentido pessoal de vida.

No idioma original, a energia é chamada Ch’i e composta de dois polos, um negativo e outro positivo, chamados,

respectivamente, yin e yang.

Do ponto de vista tântrico, isso significa que cada pessoa e cada casal têm seu próprio

caminho sexual e que suas experiências são válidas somente para si mesmos. E não são

transferíveis a outros. Essa noção é muito importante, já que, além de sua origem hindu,

o tantrismo também bebe da fonte chinesa.

Erotismo taoísta

O taoísmo chinês insiste na necessidade de atingir a harmonia energética em todos os

processos da vida, e, fundamentalmente, no aspecto sexual. Para consegui-la, é

necessária a condição complementar e oposta entre mulher e homem, cada um com seu

caráter predominante yin e yang, respectivamente. Mas, além dessa imprescindível

premissa, o Tao ressalta que nenhum dos dois se subjuga ao outro em nenhum caso,

porque ambos estão presentes tanto no homem quanto na mulher. Assim se expressam

no conhecido símbolo gráfico que representa o yin e o yang: dentro de um círculo ou

esfera, onde cada elemento ocupa o mesmo espaço.

Embora a representação seja abstrata e geométrica, a verdade é que um simples

exercício de imaginação criativa permite associá-la a um homem e uma mulher

copulando, unidos pelo centro do corpo e com cada uma das partes que o compõe em

contato, acoplando-se perfeita e harmoniosamente.

Essa filosofia traz à sexualidade alguns conceitos extremamente complexos e

elaborados, e os três mais básicos são: primeiro, que cada homem deve encontrar o

ritmo e a frequência da ejaculação, de acordo com sua idade e seu estado físico, e com

capacidade suficiente para satisfazer sua própria libido e a de sua amante; segundo: para

os chineses, a ejaculação não é o momento de prazer máximo que se pode obter do

contato sexual, e o erotismo é um caminho repleto de diversos e refinados prazeres; e

terceiro: o mais importante é dar prazer à mulher.

Considerando-se a antiguidade do Tao, essa última ideia é uma verdadeira revolução

se comparada com o pensamento que predominou durante séculos no Ocidente,

defendendo que a necessidade sexual feminina era menor ou de caráter passivo em

relação à do homem.

Na cosmovisão taoísta, existe harmonia sexual até nos elementos da natureza, que se dá entre seus

componentes femininos, como, por exemplo, a terra, e os de caráter masculino, como o céu. Desse

modo, quando um casal de amantes se relaciona sexualmente com harmonia, entra em contato e se

sintoniza com essas energias naturais.

Tratados de alcova

De origem chinesa, existem oito manuais sobre sexo citados em um livro de história

que data de dois séculos antes de nossa era, reunidos sob o título Arte da alcova.

Mas há muitos outros; as diversas ideias e critérios sexuais de procedência variada no

Oriente foram registrados por escrito a fim de serem transmitidos, geração após geração,

aos amantes. Todos eles utilizam belas metáforas e uma linguagem poética de sutileza

erótica pouco comum.

Assim, é possível ler em um texto tântrico escrito há milênios na Índia uma referência

ao sexo oral, que o descreve como sugar o “néctar da lua”, um dos nomes do fluxo

vaginal; afirma que o homem se nutre de vida ao fazê-lo, pois recebe a energia da Shakti

– deusa –, sendo elevado a uma categoria sublime e divina. Os nomes das diversas

posições em que os corpos se colocam durante o coito também são muito poéticos,

geralmente extraídos da natureza.

O Shunga japonês, que significa “desenhos primaveris”, contém, assim como os

manuais eróticos chineses, desenhos explícitos de pessoas fazendo amor em todo tipo de

posições e lugares.

Talvez a cultura chinesa seja a que com mais arte literária contribuiu para o erotismo:

o yang, ou princípio masculino, é comparado ao fogo, volátil e breve em sua duração, e o

yin, feminino, à água, que se desloca lentamente, mas é inesgotável como o mar.

Os dois principais textos do tantrismo hindu são o Kama Sutra, escrito entre os séculos III e V, e o

Ananga Ranga, do século XVI. Eles ensinam aos amantes desde jogos preliminares até formas de

beijar ou posições para praticar o coito, e contêm sugestões destinadas a evitar que a rotina se

instale entre eles e a manter sempre viva a energia sexual.

O pênis, em muitas ocasiões, é denominado “martelo” ou “talo de jade”, e a vulva,

“porta de jade”; por sua vez, o orifício vaginal é o “anel de cinábrio”, e o clitóris, “grão de

arroz”. E, ainda, o bloqueio da ejaculação para prolongar o prazer – o que todos os

manuais de sexualidade tântrica recomendam para elevar a energia sexual masculina – é

conhecido como “retenção da semente”.

O pênis, em muitas ocasiões, é denominado “martelo” ou “talo de jade”, e a vulva, “porta de jade”.

O Tao também encontrou formas muito inspiradas para nomear os momentos e as

formas de relação sexual: “explosão das nuvens” é um dos nomes do orgasmo; “bambu

próximo do altar” é o falo prestes a penetrar a vagina; “pássaros voando sobre um mar

escuro”, uma posição amorosa.

São incontáveis os testemunhos ocidentais sobre a satisfação sexual e a comunicação

especial que a prática do sexo tântrico estabelece entre os amantes, e um casal pode

reproduzir os jogos propostos por seus tratados amorosos. Porém, o melhor dessa

filosofia é a importância que confere à busca e consequente descoberta de um caminho

singular para cada indivíduo ou casal, o que sugere usar a fundo a criatividade para

inventar regras próprias no jogo erótico.

Outra questão importante é a que se refere à saúde sexual e psicológica. Muitos casais

que utilizam as técnicas tântricas afirmam que elas os ajudaram a resolver certas

disfunções ou transtornos que prejudicavam a relação.

A ENERGIA NO TANTRA

Posto que todas as vertentes que confluem no tantrismo consideram os reinos vegetal,

mineral e animal – incluindo neste último os seres humanos –, assim como o universo e a

natureza como as partes e o todo de um complexo sistema energético, as mesmas fontes

afirmam que durante a prática da sexualidade também se libera e se troca energia.

Essas noções não são estranhas ao pensamento e à ciência ocidentais, visto que está

absolutamente provado que cada vez que se empreende uma ação – qualquer que seja –

libera-se determinada quantidade de energia. Todas as pessoas possuem dentro de si

cargas energéticas de diversos tipos para responder adequadamente em cada caso.

Porém, entre a concepção tântrica e a ideia que se tem do sexo no Ocidente existe

uma diferença muito relevante, bem como acerca do papel que a energia adquire durante

o intercâmbio erótico.

Para o tantra, a meta do contato sexual não é a ejaculação ou o orgasmo, e sim o

prazer prolongado ao máximo, considerando-se que com a emissão de sêmen o homem

perde grande parte de sua carga. Porém, pelo caráter singular que se atribui à

capacidade sexual feminina, ela não só não perde capacidade energética ao desfrutar de

muitos e frequentes orgasmos, como nutre e recarrega, com isso a energia masculina.

Outra importante diferença estabelecida pelo sexo tântrico é que por ambos os sexos

conterem os dois polos da energia – positivo e negativo – em diferentes proporções,

como é óbvio, durante suas relações eróticas eles podem manifestar seus aspectos

femininos, e elas, seus aspectos masculinos. Desse modo, o jogo é altamente gratificante

e criativo por sua característica de complementaridade, oposição e troca.

A energia erótica é singularmente poderosa e durante o contato sexual faz com que se

perceba uma corrente intensa que percorre o corpo inteiramente, embriagando-o de

sensações físicas e emocionais, e cuja máxima expressão é similar a uma explosão – com

frequência se fala de “descarga”, o que também está associado ao tema –, que se

experimenta ao chegar ao clímax da sensualidade.

A poderosa Kundalini

A energia Kundalini, que costuma ser ilustrada por uma serpente – algo revelador,

visto que esse animal representa ao mesmo tempo a sexualidade e a sabedoria –, é a

suprema forma de energia ou a essência do energético; protagoniza as relações sexuais

tântricas, elevando tudo aquilo que é percebido pelos sentidos a uma experiência muito

mais vasta e profunda, que transcende os parceiros e não habita somente o corpo, mas

inclui a esfera espiritual, ou seja, um plano superior ou mais elevado. Essa explicação só

é válida para a forma de comunicação ocidental, pois no Oriente não há divisão entre os

planos material e espiritual, entre corpo e alma.

Doutrinas como a ioga, o tantra, o budismo e o taoísmo, entre outras, concordam em

afirmar que a carga psicossexual Kundalini é invisível e incomensurável e que permanece

adormecida, enroscada na zona perineal do corpo humano; mas, ao despertar, a

serpente desenrola seu corpo e começa a subir, levada pelo fluido da espinha dorsal,

atravessando a coluna vertebral, passando por todos os vórtices de concentração

energética do corpo, até chegar àquele que está localizado no cérebro, para alimentar

esse órgão e reger sua atividade. Ali, sua última meta, a Kundalini possibilitará a união

dos princípios masculino e feminino, representados no hinduísmo pelo deus Shiva e pela

deusa Shakti, respectivamente, e se dará o êxtase, coincidindo com o orgasmo.

O sexo tântrico é acessível a todas as pessoas quando adaptado a seu estilo de vida e ao ritmo de

sua atividade sexual. Ao praticá-lo, ampliam-se as possibilidades eróticas e os casais sentem que

crescem internamente, ganhando em equilíbrio e autoestima, além de desfrutar, sem culpa nem

remorso, da festa oferecida por sua sensibilidade.

O que são chacras?

Segundo o conceito do sexo tântrico, existem vórtices energéticos, ou núcleos de

concentração de energia, denominados chacras – palavra que em sânscrito significa

rodas, círculos ou discos –, distribuídos por todo o corpo humano. Os textos tântricos

afirmam que durante o intercâmbio sexual há mobilização e circulação de energia dentro

do organismo, e que é possível senti-la e aproveitá-la. Ou seja, é uma corrente que nasce

com a excitação sexual e pode ser dirigida e canalizada.

Um aspecto interessante sobre esse conceito, do ponto de vista da sexualidade, é que

esses pontos coincidem com o que se conhece como zonas erógenas. Isso equivale a

definir a superfície inteira da pele como um território potencialmente erótico, sem que as

sensações prazerosas fiquem limitadas somente aos órgãos genitais. De modo que se

conhecer fisicamente, explorando as possibilidades pessoais de prazer, estimulando e

abrindo esses centros de erotização, ampliará de forma incomensurável o universo do

prazer sensual.

O percurso traçado pela Kundalini, segundo o tantrismo, em seus deslocamentos da

região inferior até atingir a superior, atravessa e nutre os sete chacras espalhados pelo

corpo. Por essa razão, é importante saber onde e como eles estão situados, para

aumentar o prazer, quais são as áreas regidas pela energia particular concentrada em

cada um deles e, eventualmente, descobrir algumas zonas cujo potencial erótico não é

inteiramente conhecido pelos amantes ocidentais.

Os textos tântricos afirmam que durante o intercâmbio sexual há mobilização e circulação de energia dentro do organismo.

A influência dos chacras

O primeiro chacra está situado na base da coluna vertebral, à altura do períneo, e sua

influência se estende ao reto e à virilha, dando espontaneidade e independência. O

segundo fica à altura da pelve, profundamente associado aos genitais, e por isso é o que

regula a energia sexual. Acima do umbigo encontra-se o terceiro, cuja característica

principal é revitalizar o indivíduo. O quarto chacra coincide com o coração e é o emissor e

receptor dos sentimentos e emoções. Em quinto lugar encontra-se o chacra laríngeo, que

impulsiona a comunicação, e o sexto, chamado também de terceiro olho, fica entre as

sobrancelhas e possibilita a consciência do próprio ser. No topo da cabeça fica o chacra

coronário, ou luz suprema, que ao ser percorrido pela energia erótica é capaz de levar ao

êxtase.

O chacra situado na testa, ou o terceiro olho, é o ponto de residência de Shiva, uma

divindade que representa o princípio masculino. Quando a Kundalini alcança esse ponto

energético, libera-o e o conduz até o chacra coronário, onde vive a deusa Shakti, ou

princípio feminino, que pertence a uma categoria especial ou superior aos seis restantes.

Quando os dois se reúnem ocorre o grande encontro cósmico, e a felicidade que se

alcança é de caráter divino. É o êxtase denominado samadhi, ou iluminação, segundo o

tantra, produzido porque homem e mulher recuperam sua condição andrógina original.

Porém, independentemente dos conceitos dessa doutrina, o samadhi pode ser lido com

olhos ocidentais como uma linda metáfora sobre o que se sente ao atingir o clímax: uma

fusão intensa entre dois corpos que praticamente se transformam em um só.

No Ocidente está difundida a ideia de que o ponto-chave do amor se encontra nos genitais; mas,

segundo o tantra, fica no centro do esterno, coincidindo com o chacra cardíaco. Ao estimulá-lo,

percebe-se o nascimento de uma corrente de energia impressionante, que parte da coluna vertebral e

se estende a todos os pontos de sensibilidade erógena do corpo.

O trajeto da energia

Despertar a energia Kundalini é um objetivo tanto da Kundalini ioga como da prática

do sexo tântrico. No primeiro caso, o propósito é que a energia se dirija até o chacra

coronário, que coincide com o cérebro, para que corpo e espírito – ou seja, as esferas

material e espiritual, normalmente opostas no ser humano – se fundam e se produza,

assim, uma expansão da consciência até atingir a experiência mística do êxtase.

O tantra, por sua vez, busca despertá-la para que a divindade masculina Shiva se

reúna com a deusa Shakti – união que equivale a um gerador de energia – e assim se

desfrute de um clímax de proporções tão intensas quanto insuspeitadas.

Para isso, as duas filosofias propõem técnicas para desbloquear os nadis, palavra

sânscrita que significa rios, que são os canais pelos quais a Kundalini circulará quando

tiver sido despertada, pois a serpente representativa dessa energia permanece

adormecida em seu chacra de origem e enrolada em volta dele três vezes e meia. E só

poderá despertar por completo quando atravessar três importantes nós que encontrará

ao subir.

Despertar a energia Kundalini é um objetivo tanto da Kundalini ioga como da prática do sexo tântrico.

O primeiro nó, chamado de Brahma, encontra-se no chacra básico, onde começa o

caminho. O segun-do, chamado de Vishnu, no chacra cardíaco, e o tercei-ro, ou nó de

Shiva, coincide com o chacra do terceiro olho, que fica na testa.

As três correntes de energia se unem formando um nó nos chacras mencionados, e

configuram um reino da natureza.

No que concerne à sexualidade, à medida que a consciência adentra o primeiro deles,

nasce uma nova percepção do mundo material por meio dos sentidos, chegando-se um

alto estado de concentração em todos os estímulos. Ao penetrar o segundo nó,

estimulando o chacra umbilical, surge um poder revitalizante que acende a paixão.

Quando a Kundalini chega ao terceiro nó, situado à altura do sexto chacra, encontra-se

no ponto exato no qual se entrelaçam todos os rios energéticos do corpo, ou nadis, e

onde também confluem os três principais, denominados ida, pingala e shushumna, na

língua original. Quando este se abre, a respiração se equilibra e coloca as pessoas além

do sentido do tempo e do espaço reais.

Cada chacra é associado a uma divindade do hinduísmo e tem uma representação gráfica

característica, além de estar relacionado com um animal, uma flor, uma figura geométrica e uma cor

que o identificam. Além disso, a cada um corresponde um elemento natural, como fogo, água, ar,

etc., uma estação do ano e uma letra do alfabeto sânscrito.

Depois que a Kundalini atravessa o terceiro nó, a serpente já está totalmente

desenrolada e ereta; é quando a energia se harmoniza em todos os chacras e a luz do

conhecimento se une a ela. Quando isso ocorre, o ser humano sente como se vivesse ao

mesmo tempo no passado, presente e futuro, ou estivesse além da noção temporal da

realidade em que vive. E, ainda, transcende seu ego e desenvolve uma consciência

superior, sendo capaz de sentir um amor universal e um estado de felicidade suprema. O

último estágio do desenvolvimento dessa energia é a iluminação.

Os nadis

Um nadi é um canal fino como um fio de cabelo. No corpo energético há 72 mil nadis

pelos quais circula a energia vital que a medicina aiurvédica chama de prana, do mesmo

modo que pelo corpo físico circula o sangue pela rede arterial e venosa. Esses canais são

denominados meridianos na medicina tradicional chinesa. Os nadis principais são três. O

canal da lua, ou ida nadi, fica do lado esquerdo do corpo energético. Na filosofia

hinduísta, oferece a capacidade de sentir as emoções em seu mais alto grau de pureza,

permitindo chegar ao gozo intenso e experimentar amor puro e compaixão pelo próximo,

além de criatividade. Esse canal também representa a qualidade feminina, tanto em

homens quanto em mulheres. Quando sua energia é insuficiente ou está bloqueada,

ocorrem dificuldades de índole afetiva e desinteresse sexual.

Pelo lado direito corre o pingala nadi, ou canal do sol. É o que confere poder mental e

racionalidade; atribui capacidade de aprendizagem e reforça as próprias habilidades para

superar conflitos. Tanto nos homens quanto nas mulheres é o aspecto masculino. Quando

está bloqueado, surgem problemas de egocentrismo e desinteresse pelos outros.

Por último, o shushumna nadi é o canal que ocupa o lugar central do corpo energético

e harmoniza os dois anteriores. Sua ação aquece o canal da lua e esfria o canal do sol.

Quando esses dois canais estão em equilíbrio, o ser humano desfruta de um estado de

serenidade que impede as oscilações psicológicas que conduzem da depressão intensa à

euforia desmedida, da hiperatividade incessante à letargia indiferente, mantendo sempre

uma via intermediária e de resposta conforme os estímulos.

O shushumna nadi é o canal que ocupa o lugar central do corpo energético e harmoniza os dois outros canais. Sua ação

aquece o canal da lua e esfria o canal do sol.

Os corpos energéticos

Segundo as teorias energéticas orientais, cada indivíduo tem sete corpos sobrepostos

entre si. Transcendendo o primeiro, ou corpo físico, os seis restantes – também

chamados de corpos sutis – vão se configurando por vibrações ou ondas cada vez mais

velozes, e isso faz com que a matéria seja cada vez mais fina ou sutil.

O corpo físico é mais denso e visível para todas as pessoas. Seu desenvolvimento

começa com o nascimento e culmina aos sete anos. Nessa etapa, na maioria dos casos,

seu estado natural é saudável e flexível; com o passar do tempo, e principalmente em

idades avançadas, quando não recebeu os cuidados necessários, deteriora-se e torna-se

rígido.

Acima dele encontramos o segundo corpo, denominado energético. Contém os 72 mil

canais – nadis, em sânscrito – pelos quais corre a energia, entre eles os três principais, e

tem como função manter a energia vital que nutre o corpo físico.

O terceiro é o corpo emocional ou astral, onde habitam as emoções ou sentimentos

que regem sua atividade. Os sete chacras estão situados nele e constituem a base

psíquica do indivíduo. Cada chacra tem uma conexão direta com as glândulas orgânicas

do corpo físico. Ainda, cada um é responsável pelos diversos desejos ou necessidades,

sejam materiais, sexuais, alimentares, emocionais, criativos, produz a capacidade

intuitiva, intelectual, e, por último, é de onde surge a aspiração máxima, de tipo

espiritual.

Cada chacra tem uma conexão direta com as glândulas orgânicas do corpo físico.

A insatisfação de algum ou vários desses aspectos cria um desequilíbrio entre os

chacras, pois, diante de um desejo frustrado, um deles se bloqueia e, portanto, o outro

fica sobrecarregado para compensar sua desvitalização energética, que desarmoniza o

conjunto.

O quarto corpo é o mental e contém as ideias, o raciocínio, o pensamento, o intelecto e

as crenças. A memória do passado ou a projeção do futuro também estão nesse plano

energético.

Do mesmo modo que os chacras devem emitir sua energia sem obstruções e de forma

harmoniosa para que o segundo corpo – energético – nutra corretamente o primeiro, ou

corpo físico, é fundamental que entre o terceiro e o quarto corpo, emocional e mental,

respectivamente, reine a harmonia. Do contrário, se as emoções estiverem em conflito

com as ideias ou as crenças, haverá dor ou insatisfação.

Com a prática tântrica, restabelece-se o correto fluxo da carga energética, restaura-se

a harmonia e reequilibra-se psiquicamente as emoções e as ideias. Quando a mente foi

moldada segundo preconceitos e sentimentos de culpa, o mundo emotivo e espiritual se

vê submetido à dor; mas o tantra possibilita acalmar a mente e relaxar o corpo para que

a emoção se libere, aumentando a energia vital.

Em um plano superior

Aos primeiros quatro corpos energéticos somam-se outros três, que se encontram em

uma dimensão diferente ou mais elevada da consciência, motivo pelo qual se

desenvolvem mais lentamente, desde que nada impeça o seu surgimento e que o

indivíduo consiga ter acesso a eles. De fato, devem ser criados com base no equilíbrio e

na saúde dos anteriores.

O quinto corpo, chamado espiritual, é um plano de percepção. O espírito nasce quando

reina o equilíbrio entre o terceiro e o quarto corpo; isto é, quando há harmonia entre o

que uma pessoa sente e o que pensa. Por meio da prática tântrica e do exercício da

meditação o espírito vai se abrindo, dotando os seres humanos de percepções e

faculdades além da realidade cotidiana. Esse corpo também se revela durante o sono por

meio de imagens oníricas e da linguagem simbólica.

O sexto é o corpo cósmico, localizado em uma dimensão muito elevada e que pode

permanecer em estado potencial ao longo de toda a vida, sem que se desenvolva ou se

tenha acesso a ele. Mas quando se consegue atingi-lo, chega-se à unidade com tudo que

existe na natureza. Desaparece a noção espaço-temporal, e o ser humano vibra em

uníssono com o universo, em uma mesma frequência.

Por último, o sétimo corpo, ou nirvânico, é o nível máximo ao qual, segundo a tradição

oriental, o ser humano pode aspirar espiritualmente, e fica além do eu ordinário. É a

consciência infinita, a iluminação e a projeção da alma até se fundir com a eternidade.

O corpo cósmico se encontra em uma dimensão muito elevada e pode permanecer em estado potencial durante toda a

vida.

REFINANDO O EROTISMO

A energia sexual denominada Kundalini, que se liberta durante a relação sexual,

conduzida pelo desejo, percorre os diversos pontos energéticos do corpo, ou chacras.

Quando começa seu itinerário no chacra básico, em sentido ascendente, é uma força

impressionante, tão poderosa quanto selvagem, tal como o instinto sexual que a guia.

Não obstante, durante seu trajeto rumo ao chacra coronário, vai se depurando à medida

que desperta reações intensas e ao mesmo tempo sutis, para que homens e mulheres

experimentem uma vivência inédita e compartilhada.

Entregar-se livremente, deixar-se conduzir pela Kundalini sem preconceitos e sem

objetivos prévios transforma a sexualidade tântrica em uma experiência única, de

indescritível riqueza sensitiva e de gozo sem limites, que todas as pessoas podem

desfrutar, qualquer que seja o lugar onde vivam e o estilo de vida que tenham.

De fato, no Ocidente, muitos casais praticam sexo tântrico sem que seja necessário

adotar nenhuma religião ou doutrina que acompanhe ou presida suas relações eróticas;