Sobrevivientes por Poeta Miguel das Neves - Versão HTML

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Nota do autor

 

 

       Sobrevivente é uma ficção. Uma ilusão de um mundo do qual não estamos tão distante,. É um alerta, um aviso a todos aqueles que julgam que a terra é apenas um depósito de seus despojos. Sobreviventes não poupa ninguém e também não é uma apologia ao apocalipse de um planeta. Apenas uma historia sem heróis e sem nenhuma glória. O único herói desta historia é o próprio leitor de se conscientizar e passar para outros a mensagem que este humilde livro quer mostrar.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Um abraço.

Miguel Joaquim das Neves.

             Autor

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Dedicatória.

 

 

 

 

 

À Deus meu fiel amigo

Aos meus filhos Andreo Patrik

E Jean Christerson das Neves

Á Solange minha companheira

De luta e jornada.

Á todos aqueles que respeitam

E amam o meio ambiente e

Preservam a paz e o amor entre si.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Correção de texto:

 

Capa: Miguel Joaquim das Neves

Produção: Solange Esequiel

Fotos: Miguel Joaquim das Neves

Digitação: Francielle Valera Pinto

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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SOBREVIVENTES

 

 

 

 

 

 

 

Quando o fim

é o recomeço..

 

 

 

 

 

 

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—Hei Cristina você está legal?

Cristina em plena escuridão

Responde aos prantos.

—Legal,cara! Já pensou

o que vai se de nós,

não temos mais nada

nem família, nem amigos!

—Calma Cristina! Disse Frank abraçando-a.

—Não fique assim

e tente entender

que agora nós precisamos

ser fortes e fazer

com que esses seres

pequeninos cheguem

naquele planeta,

quem sabe lá

está a solução

para esse inferno

que estamos vivendo

 

       No ano de 2.050 o Brasil a Rússia o Japão e os Estados Unidos se uniram em um grandioso trabalho científicos espacial, que seria a tentativa de descobrir um planeta onde as condições climáticas fossem iguais aos da terra e tivesse condições de ser habitado por seres humanos.

       Foram escolhidos os melhores cientistas e pesquisadores, apôs vários testes foram aprovados apenas oito candidatos entre milhares de inscritos.

       Os requisitos para a seleção exigiam que os aprovados tivessem idade entre vinte e cinco a trinta e nove anos, ótimas condições físicas e um Q.I super elevado e dotado de uma coragem extraordinária.

       Destacou-se entre os brasileiros inscritos o jovem Roberto de Lima, de apenas vinte e oito anos capitão da força Aérea Brasileira, formado em Química e engenharia. Também a brasileira Cristina Rodrigues trinta e dois anos, cientista formada em Biologia e Química.

       Dos Russos foram escolhidos os Astronautas, ambos cientistas, Nicolas Wescovi vinte e sete anos e Mikail Kososki trinta anos, especialistas em energias nucleares.

       Do Japão Ianomoto Lee trinta e oito anos, técnico em projetos Aeroespaciais e Nagushi Sei  vinte e cinco anos cientista especializado em ambientalismo.

       Dos Estados Unidos Foram escolhidos: Frank Woston e Bart.Ken ambos de trinta e quatro anos formados em pesquisas espaciais.

       No dia em que foi feito o lançamento da nave espacial não houve nenhuma comemoração e nem divulgação, pois se tratava de um projeto secreto que não deveria ser anunciado em público, em questão de segurança para que as pessoas de todo o planeta não ficassem preocupadas em querer saber porque em questão de um espaço tão curto de tempo quatro países se uniram rapidamente para tentar achar no espaço um outro planeta semelhante ao da terra.

 

       O ano de 2.050 as pessoas tinha a mesma forma de viver, evoluíram muito no saber. Mas as qualidades intelectuais estavam rotuladas na mesmice, em fim, o homem repetia o que fez ontem  e o que fez hoje. As questões religiosas e políticas não mudaram quase em nada só as formas de buscar mais adeptos diversificaram. Enfim a terra continuava a mesma, apesar de sua natureza estar mais poluída e seus valores morais desgastados, o homem sempre se adaptou com o meio em que vive, e a maneira do homem agir e viver sempre se refletira no modo dele pensar, enfim na terra o homem era aquilo que pensava. A nave espacial era dotada de equipamentos ultramodernos e o seu espaço interior com capacidade de dar condições aos seus tripulantes ficarem nela por um tempo aproximado há quinze anos período em que buscariam na imensidão do Universo o tão sonhado projeto, da irmã gêmea terra. Onde o homem poderia quem sabe no futuro habita-la.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

—Terra! Terra! É a  nave (4 P) chamando! Responda! Era a voz do capitão Roberto de Lima tentando entrar em contato com a base da terra. Sendo que a denominação (4P) era o nome dos 4 Países  que estavam trabalhando na missão.

—Já faz  quatro anos que perdemos. contato! Disse o Russo Nicolas Wescovi.

 Todos compreendiam perfeitamente os idiomas dos outros, assim não tinham dificuldades de conversarem entre si.

—E agora o que iremos fazer? Perguntou o japonês Ianomoto Lee.

—Já se passaram dez anos, e já que perdemos contatos poderíamos regressar usando os computadores como censo de orientação, assim não precisaríamos das coordenadas da base da terra para pousar. Disse o americano Frank Woston.

—Eu estou de acorde! Respondeu Cristina Rodrigues. No que todos os oitos tripulantes concordaram.

—Não vejo a hora de encontrar meus amigos! Diz a cientista Cristina.

—É, faremos uma festa particular para comemorar o sucesso da nossa missão! Diz o russo Mikail.

       Tão logo a nave 4P se aproximava da atmosfera da terra os sensores de alerta vermelho começaram a piscar intensamente o japonês Nagushi foi até o painel de computadores e acessou o alarme para ver o que estava acontecendo e o  computador mostrou em seu monitor os seguintes dados “Alta Radiação, em toda  a atmosfera ar totalmente contaminado”. Aos poucos a nave 4P se aproximava da atmosfera e foi o russo Nicolas quem falou:

—Meu Deus do céu, vejam aquilo! É impossível! E todos atônitos ficaram a olhar a atmosfera que agora tinha enormes buracos como se fossem crateras em toda sua dimensão.

—A camada de Ozônio está quase que completamente destruída! Disse o japonês Nagushi.

—Imagino que a terra não nos trará muita alegria! Disse o cap. Roberto.

       A nave vai rompendo em meio a toda aquela catástrofe e a temperatura começa a elevar, os termômetros registram 95 graus. Cristina quando vê do alto as imagens sombrias da terra, exclama:

—Ou eu estou ficando louca ou parece que tudo embaixo de nós está destruído!

—Você não está louca não Cristina, é difícil acreditar, mas os olhos não mentem, e logo a gente vai ver de perto o que no gostaríamos de ver. disse Ianomoto Lee.

       A nave pousa no deserto na região amazônica e quando todos descem através dos rádios comunicadores o cap. Roberto diz:

—Ninguém tire os capacetes nem os uniformes, pois seremos contaminados, vamos procurar a base que não deve estar longe daqui!

       Todos se põem a caminhar no deserto árido e quente e o calor é insuportável, mas graças ao uniforme espacial de astronautas os oito pesquisadores, cientistas não sofrem o impacto direto do calor.

—Tomara que a base tenha agüentado, pois os oxigênios de nossos capacetes estão no fim! Diz Cristina.

—Quanto a isso fique tranqüila Cristina! Os uniformes funcionam como filtradores de ar. Diz Ianomoto Lee.

—Ainda bem! Responde Cristina. Apôs andarem alguns Kilometros logo avistam um amontoado de ruínas, velhas árvores cobertas de limo e todos se põem a procurar a base em meio aos escombros. Quando o japonês Nagushi fala pelo rádio.

—Achei pessoal! Venham dar uma mão aqui! 

Todos se colocam a tirar pedras, paus e logo encontram uma enorme porta de aço que dá acesso a uma entrada da base. O russo Nicolas acha no lado direito da porta um painel eletrônico que contem os códigos de como abrir a porta, então ele digita alguns números e a  porta se abre automaticamente e todos entram por um túnel completamente feito de puro aço e fibras de alta resistência. Apôs caminharem algum tempo logo estão em uma sala onde se vê um salão enorme cheio de cadeiras e um telão na parede e um projetor.

—Vamos ligar esse negócio! Quem sabe a gente vê alguma coisa que nos interessa! Diz o americano Bart Ken. Todos se acomodam  nas cadeiras é o capitão Roberto quem liga o projetor que ao ser ligado começa a produzir imagens horríveis de completas destruições de muitas cidades e uma voz em um gravador se faz ouvir nos alto falantes embutidos na sala.

       “Espero que quando regressarem á este planeta não desistam da missão a qual foram  emcubidos de fazer. Vocês estão ouvindo a voz do general Alberto Silva. Infelizmente os outros integrantes do comando da base já estão mortos”.

       Vou deixar o relatório para vocês, porque quando chegarem já não estarei mais aqui, pois prefiro morrer do que ficar isolado neste local. O ar aqui é puro por causa do processo de filtração moderno que inventamos. Então vocês podem ficar sem os uniformes somente aqui dentro.

Relatório Base espacial

Missão Nave 4P

Ano 2.150 século XXI

Comando Base coronel João Manuel-Br

Sub Comando tenente Coronel- Fran. Jones U.S.A

Chefes Gerais: Noiko Uxim-Japão

Mikail Meslaviski- Rússia

Equipe de Vôo:

Roberto de Lima

Cristina Rodrigues

Nicolas Wescovi

Mikail Kososki

Ianomoto Lee

Nagushi Sei

Frank Woston

Bart. Ken.

 

Projeto: Busca e Reconhecimento

 

Data:10/10/2150

Horário: 16:00 horas de Brasília.

Temperatura: 17 Graus

Ocorrências:

       Há anos atrás nosso planeta vinha sofrendo com o descaso dos seres humanos em não preservar seu meio ambiente. Aos poucos a poluição foi destruindo a camada de ozônio e o sol sem um filtro começou a causar males terríveis a esse planeta e como se não bastasse o homem progrediu demais tanto na genética, como nos transgênicos alterando de maneira inescrupulosa seu curso natural. Assim em pouco tempo as pesquisa se tornaram ambiciosas demais cegando os seres humanos para o grande perigo que corriam e para piorar a catástrofe que aconteceu, vários paises entraram em guerra tentando cada um subjugar ao outro por causa da grande crise financeira que os evoluía, e não demorou para que usassem armas nucleares, foi só questão de um só pais acionar uma bomba que os outros paises fizeram o mesmo.

       Quando isso aconteceu a terra já estava abalada e com suas forças de reação frágil demais, e com os efeitos das radiações atômicas veio tudo a ser destruído. Não existe mais rios nem plantações que se poça dar um nome pois com todos esses processos de destruição tudo se modificou, onde havia matas agora é só deserto. Alguns animais se modificaram geneticamente, alguns homens, não sabemos explicar, sofreram transformações horríveis em seus corpos, os recém nascidos se parecem com bichos se pensam nos sabemos não tivemos tempo e nem meio de pesquisar tais abominações.

       Não existe lugar seguro no planeta nos sabíamos que mais cedo ou mais tarde isso iria acontecer por isso que fizemos a seleção de pessoas capacitadas e bem treinadas para que tivessem êxito  nessa missão.

 

 

 

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       Por isso vocês vão achar nesta ala no setor 21 um laboratório onde encontrarão em uma câmera fria a experiência que levou anos e anos de muito e muitos estudos e que finalmente conseguimos selecionar espermatozóides e formamos dois embriões humanos que apesar de congelados os mesmos se desenvolve através de úteros mecânicos programados. Por isso cada embrião está dentro deste equipamento que se parece com estufa. E os futuros bebês voltam a vida assim que forem programados.

       Só que o mais importante é que esses futuros bebês sejam colocados em um planeta saudável e é por isso que vocês foram escolhidos, custe o que custar, vocês tem que salvar a espécie da extinção completa.

       Se vocês acharam o planeta nós agradecemos em nome da humanidade e esperamos que tenham sorte na missão.

       Vocês terão que montar uma outra base pois alguns equipamentos estão espalhados em outras cidades, há muitos seres humanos que sobreviveram a este holocausto. Alguns por serem militares e terem abrigos antibomba atômicas, só que se rebelaram entre si e andam vagando  por ai se matando entre eles mesmos.

       Os embriões serão conservados dentro destas (estufas) que vocês devem estar vendo, elas tem o diâmetro de uma criança de 12 anos e é o que realmente vai acontecer, que quando estes embriões chegarem a um planeta saudável permanecerão dentro dessas (estufas) alimentados por um processo científico e só acordarão quando tiverem 12 anos, então as estufas se abrirão e os mesmos estarão prontos para viver em um novo mundo.

       Mais detalhes de todas as pesquisas estão arquivadas nos laboratórios mas não é o caso de vocês souberem disso agora. Então montem um foguete e mande esses pequenos embriões por uma nave teleguiada ou faça o que acharem melhor, mas façam o possível. Boa sorte.

       Os  08 Cientistas agora sem os capacetes se olharam demoradamente e após um longo silencio foi Ianomoto Lee que falou:

—Bem pessoal, a missão nós teremos que levar até o fim, espero que todos compreendam que as chances são mínimas de sobrevivência, mas todos têm conhecimentos de montagem, então podemos montar um foguete e voltarmos ao espaço! Quem cortou a conversa foi o Russo Nicolas:

—Então montaremos dois foguetes o para os embriões com toda a tecnologia voltada para que eles sobrevivam, e o nosso foguete que bastara apenas estar nas condições de transportar seres adultos.

        Todos concordaram pois o mais importante era que conseguissem o objetivo principal de preservar a origem do ser humano ou a espécie humana.

       O Japonês Nagushi falou a todos:

—Já que vamos ter que sair daqui, em busca de acessórios, acho que poderíamos dividir as equipes em duas, assim fica rum japonês e um americano, não é por desconfiança, mas assim aconteça o que acontecer estarão sempre unidos.

—Por mim tudo bem! Disse Cristina- faremos nossa base aqui pois há alimentos para mais ou menos um ano nestes setores.

       Todos após explorarem os setores da base foram dormir em pequenas camas ali existentes, mas ninguém conseguiu, pensando como seria as suas vidas de agora para frente.

       Frank estava absolto em seus pensamentos quando ouviu soluços em outra cama e foi ate lá e perguntou:

—Hei Cristina, você esta legal? Cristina em plena escuridão responde aos prantos.

—Legal, cara! Já pensou o que vai ser de nos não temos mais nada, nem família nem amigos!

—Calma Cristina. Disse Frank abraçando-a –Não fique assim e tente entender que agora nós precisamos ser forte e fazer com que, estes seres pequeninos cheguem naquele planeta, quem sabe lá não está a solução para este inferno que estamos vivendo!

—Obrigado Frank! Eu vou tentar fazer o que poço para seguirmos em frente em nossa missão! Diz Cristina.

—Olha tente relaxar amanhã vai ser um dia cansativo, e você tem que mostrar a você mesma sua capacidade de enfrentar essa nova vida.

       No outro dia de manhã as equipes se separaram. Uma foi para o sul e a outra para o norte era composta por Cristina, Mikail, Ianomoto e Frank e a equipe que foi para o sul era Cap. Roberto, Nagushi, Nicolas e Bart e assim se aventuraram em meio às selvas de pedras, casas destruídas, prédios demolidos e quase ao meio dia a equipe que ia para o sul conseguiu chegar ate um velho deposito que embora demolido o cap.Roberto sabia que no subterrâneo deste achariam o que procuravam, abriram o que restou das portas e logo desceram ao subterrâneo e Nagushi disse:

—Bem achamos as peças e também este caminhão agora é só carregarmos tudo e dar o  fora daqui. E assim os 4 se Poe a recolher os materiais e logo em seguida conseguem colocar o caminhão em movimento e através de uma rampa saem daquele lugar e retornam para a base, no caminho de  volta Nagushi pergunta.

—Que cidade estranha! Nunca vi uma assim, estranha mesma!

—É simples isso aqui no passado foi uma enorme floresta a maior do mundo em ar puro. Disse cap.Roberto.

—Mas como virou assim? Perguntou Nicolas.

Bem! A evolução se tornou rápida e a  humanidade buscava um lugar puro para respirar melhor ar. Diz cap. Roberto

—Já sei, então resolveram vir morar aqui e como muitos homens onde pisa só causa destruição os mesmos acabaram com um grande aliado deles mesmos! Disse Bart.

—É mais ou menos isso! Sabia que nos tempos antigos havia milhares de índios nestas terras?

—Eu via alguma nos livros de historia na época da universidade. Disse Bart

—Cara! Tinha peixe que pesava mais de 20 kilos, a floresta de manha era ensurdecedor o barulho dos pássaros a cantar. Disse cap.Roberto.

—Olha, estamos chegando! Disse Nicolas.

       Assim que chegaram a velha base, já começam a  trabalhar na montagem do foguete, e as horas vão passando e nada  da outra equipe chegar. Bart se mostrando impaciente pergunta a cap. Roberto.

—Nossa como a outra equipe esta demorando! Será que aconteceu algo errado?

—Acho melhor a gente se preocupar com a montagem do 1ºfoguete depois a gente vai procurar os outros! Disse cap.Roberto. o russo Nicolas reclama:

—Mas um compatriota meu está lá e não voltou!

—Ora, deixe de besteira Nicolas! Disse Nagushi – Não existe mais  paises e eu  também  tenho um compatriota, agora vê se ajuda à gente a montar logo esse foguete.

 

 

 

 

 

 

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       A montagem do foguete demorou aproximadamente uma semana, pois as peças com as novas tecnologias eram de fácil manuseio e era só ler o manual que as peças iam se ajustando perfeitamente.

—Acho que ficou uma maravilha pessoal! Disse o cap. Roberto. Vamos torcer para que funcione. Então todos checaram o foguete em todos os setores principalmente na parte computadorizada pois era ali que estava as coordenadas que levaria o foguete rumo ao espaço.

—É!Disse Nicolas. Planeta que descobrimos em nossa expedição, vai servir como se fosse uma outra terra, pena que a gente não voltou antes, poderíamos, talvez levar alguns parentes.

—Poderíamos Nicolas! Disse cap. Roberto- Agora só resta a nós e vamos torcer para ás coisas saírem bem para a gente.

       Após verificarem todos os controles e ignições todos foram até a base e cap. Roberto em frente aos controles que faria com que o foguete alçasse voou, disse:

—Bem gente! Vamos colocar as estufas dentro do foguete e vamos torcer para que nada de errado.

       Assim depois de colocarem as estufas nos compartimentos apropriados, fizeram a contagem regressiva. 10-9-8-7-6-5-4-3-2-1 ........0

       A combustão do combustível fez com que  tremesse toda a terra ao redor e todos ficaram a olhar o foguete subindo ao céu, deixando um rastro de fumaça numa velocidade incrível vai desaparecendo em meio as negras nuvens.

—Beleza! Disse cap. Roberto.

—Tomara que chegue lá! disse Nicolas.

—Agora! Disse Nagushi.

Acho bom a gente descansar um pouco amanhã vamos em busca da outra equipe, então após comerem alguma refeição improvisada, todos foram dormir.

       De manha cedo o americano Bart já está acordado e chama os companheiros.

—Olha pessoal! Eu achei umas armas dentro da base, acho bom a gente levar, quem sabe a gente vai precisar, então cada um pegou uma sub metralhadora USI, colocaram o caminhão em movimento em direção ao norte em busca de seus companheiros.

       No volante cap. Roberto ia pensativo quando Bart lhe perguntou:

—O que você está tão pensativo, Roberto?

—Bem . disse Roberto. É que quando explorávamos aquele planeta, tive a sensação que éramos observados o tempo todo.

—Besteira! Amigo. Disse Bart . Deve ser coisa da solidão.

—Eu também pressente, que em todos os dias que ficamos lá essa mesma sensação. Disse Nagushi.

—Sei lá, disse cap. Roberto. Se tiver outros seres lá ou não, o que importa é que os embriões cheguem até lá e que nossa missão seja cumprida.

—Vejam! Gritou Nagushi. Lá na frente há fumaça deve haver gente por lá, acho bom escondermos o caminhão e seguirmos a pé! Deixando o caminhão escondido os  04 se põem a andar a pé em direção aos sinais de fumaça vistos por Nagushi. Não muito longe chegaram a um amontoado de pedras onde fora uma grande cidade e todos andando cautelosamente foram se aproximando do local

 

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       Foi Roberto que ia à frente do grupo quem disse num tom baixo:

—Vejam lá, naquela direção!

       E todos olharam e ficaram estarrecidos com o que viram, pois lá estavam seus 2 amigos Mikail e Cristina trabalhando na montagem de um foguete e em volta deles vários homens, todos armados suas roupas esfarrapadas o olhar demente como se o tempo não estivesse passando eram restos humanos que teimavam estar de pé.

—Onde será que está o Ianomoto e o Frank? Perguntou o cap.Roberto.

—Sei lá ! disse Nagushi. Mas não podemos fazer nada por Cristina e Mikail pois estes homens tiraram o uniforme e os capacetes deles e todos estão contaminados pela radiação!

—Mas precisamos do foguete; e não vou deixar meu compatriota aqui! Disse Nicolas.

—Escuta Nicolas! Falou Bart- Seu companheiro, assim como todos que estão sem uniformes estão todos contaminados, você tem que entender que restou só você!

—Acho que você tem razão! Concordou Nicolas.

—Olha! Foi bom a gente ter trazido as armas. Vamos invadir o acampamento deles e apoderarmos do foguete, vamos ter que desmonta-lo e leva-lo para a base pois com o material que te lá, conseguiremos fazer com que funcionem. E todos empunhando suas armas invadiram o acampamento detonando suas metralhadoras contra aqueles homens que pegos de surpresa não tiveram tempo de reagir e foram aniquilados rapidamente. E cap. Roberto chamando Cristina e Mikail perguntou a eles:

—A onde está o Ianomoto e o Frank? E Cristina tossindo muito responde:

—Caímos numa emboscada e torturaram os outros dois para  que contassem o que fazíamos aqui, eles não resistiram a tortura e morreram. Então eu e o Mikail para não recebermos o mesmo tratamento contamos a eles sobre o projeto.

—Bem! Disse Nagushi. Vamos voltar a nossa base e levar o foguete! Mikail falou com a voz muito frágil:

—Olha, eu sei que eu e a Cristina não poderemos ir com vocês, pois estamos contaminados, mas gostaríamos de ajudar!

—Tudo bem Mikail! Disse Nicolas.

—Vamos embora pessoal! Enquanto Nagushi foi buscar o caminhão e   os restantes ficaram a desmontar o foguete assim que o caminhão chegou todas as peças do foguete foi colocada na carroceria do mesmo e seguiram de volta a base.

—Conseguiram montar o outro foguete? Perguntou Cristina.

—Sim Cristina! E já mandamos o mesmo ao espaço.

—Ainda bem, tomara que aqueles embriões cheguem lá e se adaptem ao sistema daquele planeta disse Cristina.

—Engraçado! Disse Roberto

—O que é engraçado numa hora dessas? Perguntou Nagushi.

—Bem! Dois embriões um feminino e um masculino! Que será que foram os pais destas experiências.

—Você não leu os outros projetos e pesquisas? Perguntou Cristina.

—Não! Não tive acesso a essas informações! Disse Roberto.

—O que eu sei é que esses embriões foram selecionados e criados artificialmente em laboratórios! Disse Mikail.

—Mas são  humanos ou não? Quis saber Bart.

—Claro que são, só que suas formação foram acondicionada a um processo de alta revolução, dizem que serão dotados de energias superiores muito mais elevadas do que um homem comum.

—Será que não vão ser clones? Disse Nagushi.

—Não, não serão clones Nagushi!, serão dotados de uma inteligência fora do comum, enfim seres humanos capazes de ver além da nossa imaginação. Algo como um homem capaz de fazer (milhares) muitas atividades sem que não ache dificuldade em faze-las todas juntas.

Eu acho que seria simplesmente um ser humano natural, que desenvolvera suas aptidões sem que seja mecanizado nos sistemas que nós humanos seguimos. Disse Mikail.

       No caminho do volta a base Cristina explicou que aqueles homens que os tinham capturados eram em dois grupos e um daqueles grupos queria saber onde era a base e ela mentiu que era em certo lugar muito distante do local onde estava a base com as estufas para serem lançadas no foguete.

—Olha Cristina! Vamos montar o nosso foguete e vamos partir. Espero que você e o Mikail compreendam que não poderão ir com a gente. Pois vocês contaminariam o novo planeta! Disse Bart.

—Fazer o que! O negocio é ver a realidade como é pois como cientista a minha vida tem que ser vista como um ponto entre a ciência e o bem estar da humanidade.

       Logo que chegam começam a montar o2º foguete rapidamente, pois tinham medo que o grupo de homens que os procuravam descobrissem onde eles estavam e no sexto dia o foguete estava pronto, pois era mais moderno que o 1º e sua montagem foi bem mais rápida.

       Quando Mikail gritou:

—Vejam ! vejam lá na estrada ! estão chegando jipes, são os homens do outro grupo e eles estão vindo diretamente para cá!

—Esses loucos querem sair da terra, mesmo sabendo que estão contaminados. Disse cap. Roberto.

—E agora?  Perguntou Nicolas. Foi Mikail quem respondeu.

—Vocês 4 entrem no foguete! Eu vou pegar o caminhão e tentar impedir que esses homens cheguem ate aqui, enquanto a Cristina vai à base e aciona os controles para que vocês sejam lançados no espaço. Adeus gente. Foi bom os dias em que ficamos juntos.

       Os quatros correndo sem ao menos sobrar tempo para se despedir entram no foguete, enquanto Mikail sobe no caminhão liga o mesmo e em alta velocidade vai de encontro a aqueles homens que já estão muito próximos, na cabine do caminhão como um possesso Mikail acelera cada vez mais a fileira de jipes estão entrando numa curva estreita numa estrada íngreme, quando seus ocupantes percebe o caminhão descendo é tarde demais para desviar, só ouvem as risadas de Mikail ecoar e logo o impacto  brutal, labaredas enormes sobem ao céu a  explosão é tão forte que em pouco segundos tudo está transformado num amontoado de ferro velho e cinzas. Apenas um jipe retardatário conseguiu escapar, e em sua carroceria tem uma arma de grosso calibre; uma bazuca.

       Enquanto isso Cristina já está dentro da base e sem contagem regressiva aciona os controles que lançara o foguete, após ligar sai correndo até a porta para ver se o foguete vai subir e vê o mesmo ganhar movimento, o barulho é ensurdecedor na queima dos combustíveis e o foguete começa a subir. Cristina esta absolta olhando, lagrimas se confundem em seus pensamentos de alegria e tristeza. Então Cristina vê um movimento próximo onde estava o foguete e um grito agudo escapa de sua garganta numa forma de protesto e desespero, mas não adianta pois quem esta lá é o homem que vinha no jipe retardatário e o mesmo está com a bazuca mirando diretamente para o foguete em seguida aciona a poderosíssima arma, tudo neste instante em sua volta entra em erupção o foguete explode violentamente arrasando com sua queda tudo ao redor o homem é carbonizado em frações de segundo desaparecendo no ar. Cristina é arremessada para dentro da base e explosões de sucedem uma atrás da outra por causa de vários combustíveis existentes ali nas proximidades da base.

       Não restou nenhum sobrevivente no foguete a morte dos cientistas deixou somente a dúvida se os embriões chagaram no outro planeta e se lá eles encontrariam uma nova vida, um novo meio de viver.

      

 

 

 

 

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A chuva caia mansamente em toda aquela vegetação os pingos barriam nas folhas de um verde puro e transformados em gotinhas escoriam pelo tronco das arvores até o chão onde a relva acolhia os pingos num encontro digno da natureza unida na mais completa união, não muito além um rio imenso tomava quase toda a visão do horizonte, em suas margens peixes de todas empecíeis  nadavam tranqüilamente cada um mais bonito que o outro, animais vagavam entre as ramagens das florestas que era imensa em toda sua vastidão. Não muito distante do rio, numa cachoeira próxima de tamanho natural, eles estavam sentados no chão, todos nus, cabelos raspados. A chuva caia levemente sobre seus corpos, eles eram 16, entre homens e mulheres, nenhum dizia palavra alguma, nenhum movimento apenas o barulho da chuva e da cachoeira e do rio se podia ouvir. Então um deles piscou. Olhou ao redor e voltou a fechar os olhos novamente num sinal de impaciência. A chuva aos poucos foi cessando o arco íris se tornou lindo em toda sua plenitude e o sol se fez presente secando vagarosamente os corpos daqueles homens. Então cada um se levantou e saiu tomando a mesma direção, só dois ficaram na mesma posição que estavam. Logo ambos abriram os olhos e se fitaram demoradamente, um deles tinha a pele diferente o olhar diferente e as feições mais rudes um contraste com todos os outros dali. Então um deles falou:

—Porque não consigo me concentrar igual aos outros? Porque esse meu gênio busca pressa em vez da harmonia? O outro respondeu:

—A sua pressa é natural de todos que esperam a luz antes de acenderem um vela!

—Como assim?

—Simples, para que você compreenda vou contar um pouco sobre você e o nosso povo.

—Tudo bem! Eu sempre estou buscando saber mais de mim, mas não estou conseguindo entender este meu jeito de ser. O jovem de pele diferente se levanta e toma um caminho entre a vegetação sendo seguido de perto pelo outro que no caminho se Poe a lhe dizer.

—Á muito tempo atrás você chegou! Ficamos a observar o seu crescimento ate o dia em que você estivesse apto para viver entre nós, então assim que chegou a hora nos o recebemos e cuidamos de seu novo habitat e não lhe demos um nome ainda pois será você quem escolhera!

—Sim eu sei que vocês cuidaram de mim! Mas também sei que eu não vim sozinho! Quem é o outro que veio comigo e onde ele está?

—Ela  meu jovem! É uma moça agora! E não está aqui perto. Quando vocês chegaram, nós os separamos.

—Porque?

—Tudo não aconteceu por simples questão do acaso, já estava premeditado !

—Como assim?

       Ambos agora estavam chegando a uma região de rochedos enormes e após subirem alguns metros pararam a contemplar em meio as pedras e matas, cipós um nave velha outrora um foguete.

—Bem! Há milhões de anos luz, seres de outras galáxias passaram por outros planetas levando pesquisas, essas pesquisas foram colocadas em enormes laboratórios para evoluírem e crescerem.

—Você quer dizer que o lugar de onde eu vim era um laboratório gigante?

—Se você analisar Vera que tenho razão!

—Está bem e agora me diga e vocês aqui? Quem são vocês e o que eu tenho a ver com essa história, que tudo já estava planejado.

—Nós somos a geração a qual fomos providos da sabedoria e do conhecimento geral, somos mais avançados do que os da sua terra, quando chegamos aqui a milhares de anos a terra ainda não existia. Por isso fomos colocados aqui para que no grande dia as coisas que deverão modificar o universo acontecer, nós seremos o canteiro de uma nova geração.

—Tudo bem! E eu?