Sociedades Secretas e Magia por Mariano Soltys - Versão HTML

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Sociedades Secretas e Magia

 

 

 

 

 

 

Mariano Soltys

Cataloga��o

 

 

 

 

 

 

 

 

 

SOLTYS, Mariano. Sociedades Secretas e Magia: M�stica e Ocultismo. S�o Paulo: Dracaena, 2013.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Pref�cio

 

 

����������� Aqui nessa obra proponho mais uma vez um enfoque avan�ado das Sociedades Secretas, mais pelos seus estudos e doutrinas. Come�o por ensinamentos m�sticos do rosacrucianismo, depois falo da moral da magia, com suas doutrinas de virtudes e demais conceitos, como a quest�o do talism� e da alquimia. Tamb�m falo de temas mais espec�ficos, como algumas Sociedades Secretas, a Sociedade Teos�fica, a Gnose, a Ma�onaria, a Rosacruz e outras, bem como aquelas que tratam mais de magia em espec�fico, como a Astrum Argentum e a Ordo Templi Orientis, com defini��es espec�ficas e como deve ser o caminho da inicia��o, suas cobran�as, a vida mesma da senda ocultista ou m�stica. Doutrinas como a cabala e numerologia est�o bem presentes, bem como segredos do ocultismo tradicional, no que tange a fen�menos espirituais. Ademais, aqui h� muito das doutrinas das vias de �m�o esquerda�, do conhecimento da via obscura, como doutrinas luciferianas, ainda pouco divulgadas. Sociedades Secretas e Magia � uma obra �nica e para quem deseja ir al�m e ser iluminado nos conhecimentos mais secretos. Boa leitura.

 

 

Sum�rio

 

 

Reflex�es M�sticas .................................................... 06

 

Magia e Moral............................................................. 47

De onde viemos e para onde vamos................... 50

Virtudes celestes e moral..................................... 53

N�meros m�gickos............................................... 56

Assinatura simb�lica no corpo............................ 59

Poss�veis adapta��es do talism�........................ 62

Magnetismo moral................................................ 66

Alquimia moral..................................................... 69

 

Temas Ocultistas...................................................... 73

Bruxaria................................................................... 74

Teosofia................................................................... 77

Dem�nios................................................................ 79

Bom e mau agouro................................................. 81

Medita��o............................................................... 82

Mito......................................................................... 83

Hermetismo.......................................................... 86

Sistemas de magia................................................ 88

Ma�onaria.............................................................. 90

Rosacruz................................................................ 92

Exerc�cios m�sticos e espirituais........................ 94

M�todos de defesa m�gicka............................... 98

Bafom� � um hier�glifo....................................... 101

Inicia��o e comprometimento............................ 103

O di�rio m�gicko................................................. 107

O m�stico e iniciado atual................................... 113

Gnose: um conhecimento superior................... 118

Drag�o, serpente e kundalini............................. 122

Esp�rito Santo........................................................ 124

 

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Reflex�es M�sticas

Pensamentos rosacruzes

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A origem de tudo est� no C�smico, que opera atrav�s de leis, inclusive estando Este sujeito as suas pr�prias leis. Est� em todo o lugar, � energia de vida e Dele que surge o Esp�rito que sustenta a mat�ria.

 

Δ

 

Parece que sempre entendi a vida como uma parcela de exist�ncia maior, da� de no in�cio acreditar na ressurrei��o, depois em conjunto a reencarna��o de personalidades-alma. N�o vejo as doutrinas de reencarna��o e ressurrei��o como indissoci�veis. Uma, a reencarna��o � justamente a prepara��o para a outra, a ressurrei��o.

 

Δ

 

H� uma energia, a que os orientais compreendem melhor, sendo fonte e manuten��o da vitalidade e da sa�de. Sons vocais e certas posturas corporais, bem como toques espec�ficos no corpo ajudam a fluir essa energia.

 

Δ

 

Muitas vezes o Todo est� presente mesmo que preconceitos sociais O afaste de certas pessoas, pela forma como se julga certos valores morais, ou mesmo pelos costumes de certa �poca hist�rica.

 

Δ

 

Devemos nos precaver de ao aplicar leis positivadas em c�digos humanos, de forma a ter sempre em conta as leis naturais e c�smicas que nos governam desde sempre e para a nossa evolu��o espiritual, para assim trilharmos de forma mais harmoniosa a escola da vida.

 

Δ

 

No discurso que faz a opini�o popular vemos que nem sempre h� um compromisso com o progresso e a verdade, sendo muitas vezes erros e promessas vazios edificados a fim de garantir o poder temporal e apenas material, de forma vital�cia e em troca de favores que n�o se baseiam na �tica. A lei da sobreviv�ncia assim faz a ast�cia sua melhor arma na pol�tica separada de prop�sitos evolutivos e espirituais.

Δ

 

Em muitos livros h� a sabedoria leg�tima, apesar de termos mais sintonia com a B�blia. Contudo, n�o se pode alegar superioridade de um livro sagrado a outro, sem ao menos conhecer todos e a Unidade da palavra dos m�sticos e iluminados de todos os tempos, uma vez que estes sempre estiveram al�m de qualquer tempo, o qual � arbitr�rio. Achar que o mundo ou tudo o que existe � apenas o que conhecemos em nossa consci�ncia tridimensional limita o nosso contato com a Consci�ncia C�smica, e com a perman�ncia dessas verdades que transcendem os livros.

 

Δ

 

O m�stico deve ver algo divino onde o materialista n�o v�, sob pena de ser mais um que concebe a realidade total como a mat�ria e algo limitado a neur�nios e a um corpo f�sico perec�vel e sentidos ilus�rios. Tem para tanto de buscar a for�a superior e espiritual, que � eterna e imut�vel.

 

Δ

 

Lembro que quando era crian�a era comum saber contar at� dez, ou em brincadeiras isso ser exigido para participar. Nesse passo, tal verdade dos inocentes era tudo o que os pitag�ricos buscavam conhecer, pois contar at� dez � traduzir o Divino. N�o � a toa que Yeheshua, O Grande Arquiteto do Universo (Jesus o Cristo) disse que para entrar no Reino dos C�us se deve antes se tornar semelhante ao pequenino (semelhante a crian�a).

 

Δ

 

� anti-cient�fico e at� imoral falar de algo que n�o se conhece profundamente. Assim se procede atualmente em rela��o �s sociedades de inicia��o, muitas que sempre trabalharam pelo bem da humanidade e pelo Divino, que s�o acusadas dos maiores absurdos, impropriamente. Julgadas sem qualquer fundamento de conspira��o mundial ou demon�acas, sem qualquer prova. N�o que n�o existam tais ordens de forma ainda mais secreta, mas n�o se deve de forma alguma confundir as lojas brancas a que conhecemos com aquelas que se desviam do caminho. Separar o joio do trigo � necess�rio, e grande parte do material que conhecemos vem de fontes de segunda m�o e origin�rias de fic��es e romances absurdos, cujos autores admitem at� as inven��es.

 

Δ

 

Percebo que na interpreta��o de certos s�mbolos tradicionais ligados aos mist�rios ou mesmo presentes em religi�es muito antigas, usa-se de termos mesquinhos e leva-se a interpreta��o err�nea de dualismo, onde a diferen�a � vista como maligna e sem fun��o ou equil�brio. Para tanto, figuras como o hexagrama e o pentagrama perderam em muito seu significado original, e ainda foram injustamente acusados de diab�licos e coisas do g�nero, mesmo um s�mbolo eg�pcio como o �olho que tudo v� � sugerido como propriedade de uma ou outra ordem, quando � eg�pcio e apenas significa onipresen�a de Deus. A treva medieval, a ignor�ncia persiste e d� seus passos de regress�o na mente dos mais fan�ticos e conspiradores de plant�o.

 

Δ

 

De todo o material s�rio de ocultismo que se pode pesquisar, a maioria se trata de coisas positivas e boas, para a evolu��o do ser humano e da humanidade. Somente fundamentalistas, em diversos segmentos religiosos, e quem mesmo desconhece a antiga sabedoria (muita dela presente na B�blia e outros livros sagrados), poderia separ�-la das suas vis�es ou mesmo do que ensinavam os mestres, os quais parecem em todo o mundo dizer algo parecido, e o m�stico sempre encontra um ponto comum e equilibra as diferen�as naturais, sem contudo deixar de crer no que cr�.

 

Δ

 

� medida que o ser humano se tornou mais tolerante e compreendeu outros modos de ver o mundo, tamb�m deixou de seguir dogmatismos antes seguidos cegamente, procurando mais um contato direto com a sua busca espiritual, sendo o m�stico algu�m que se contenta mesmo por experimentar, n�o por apenas ouvir falar. Cada escola tem os seus princ�pios, por�m em comum h� a busca do bem maior e da ilumina��o.

 

Δ

 

Certos segredos existem mesmo como poder ou supera��o em rela��o a limita��es corporais, e o faquir e outros s�o exemplos. Por�m a nossa vida moderna e capitalista se distancia tanto desta entrega, ou da entrega do santo ou �sadu�, que buscamos apenas formas simples de acreditar ou crer, acontecendo milagres que podem mesmo passar despercebidos, ou poderes que mesmo despertos ficam no inconsciente de nossa compreens�o.

 

Δ

 

Vivemos no mundo, apesar de muitos de n�s nos vermos um tanto solit�rios. Talvez a nossa bioenergia de espiritualistas e busca de conhecimentos esot�ricos nos coloque em contato com pessoas do mesmo plano vibracional, que s�o raras, n�o devendo isso provocar preocupa��o. Mesmo se um jovem m�stico entrar em uma �balada�, ele percebe que os sons e as cores ali contidos tem seu significado oculto, assim como toda a natureza e acontecimentos s�o para ele ensinamentos de uma ordem elevada. A solid�o aparente vem no deserto da sabedoria, premiada um dia com o o�sis da experi�ncia m�stica.

 

Δ

 

Conhe�o diversas ci�ncias antigas e ocultas, algumas at� oraculares. Contudo, desde a minha primeira obra sobre a moral (Axiologia), entendi apenas poss�vel prever o destino, que difere do futuro, e isso pela vontade do C�smico. � como trilhar um caminho planejado e mudar de plano na metade do trajeto, ou mesmo desistir de trilh�-lo. Vejo assim com desconfian�a qualquer previs�o para o futuro de forma fatalista, sem possibilidade de mudan�a, por ter eu mesmo superado na inf�ncia essa fatalidade e descoberto depois um acontecimento tr�gico que foi retirado do meu �destino�, atrav�s de certos tra�os de quiromancia.

 

Δ

Estou come�ando a acreditar que ao longo da vida seguimos filosofias diferentes, de modo que as buscamos na medida de necessidades espec�ficas e por certos interesses pessoais, e que isso muitas vezes nos afasta daquela senda que era nossa miss�o c�smica, e mesmo do nosso Eu verdadeiro, superior ao devir de uma �nica exist�ncia e mesmo as tend�ncias de suas idades. Logo, a mesma pessoa que se ilude com a dimens�o material e com tempo e espa�o, nas fases como inf�ncia, juventude, envelhecimento e formas de pensar de acordo com necessidades para prop�sitos materialistas e muitas vezes at� ego�stas, em geral.

 

Δ

 

A boa sa�de n�o nos toma muita aten��o, mas quando ela falta-nos, voltamos ao mundo espiritual e meditamos mais, afastando-nos do materialismo costumeiro do mundo capitalista e de h�bitos, nem sempre morais ou saud�veis. Devemos perceber acima disso que leis maiores operam e que n�o � em rela��o a uma �nica exist�ncia que sofremos algo, n�o sendo igualmente castigo, mas um aprendizado, quando se sofre de algo.

 

Δ

 

H� quem diga que a mat�ria n�o existe, e talvez devemos compreender isso com outro sentido. Outrossim, temos nessa dimens�o algo que ainda nos importa para a evolu��o da nossa personalidade-alma, ou sua manifesta��o material, pois do contr�rio retornar�amos ao C�smico. � Nous que guia todas essas coisas. Claro que o m�stico tem sua vida voltada mais para o espiritual, muitas vezes negligenciando seu corpo ou bens materiais, mas deve saber de suas obriga��es de vida nesse plano de consci�ncia objetiva, para de forma complementar se direcionar a planos subconscientes e at� de Consci�ncia C�smica.

 

Δ

 

A doce companhia do amor nos faz sentir que em alguma fase existencial poderemos viver de constante estado de gra�a e ilumina��o, e que isso ainda n�o foi descoberto pela ci�ncia. Noutro tempo �ramos ainda completos, possuindo androginia e que ap�s sermos divididos em macho e f�mea, buscamos essa unidade em relacionamentos e em n�s mesmos. O amor faz de n�s pessoas melhores, e � triste que algu�m pense n�o existir algum sentimento desse modo sublime.

 

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O saber ordin�rio de uma pessoa experiente se revela das li��es que a mesma tirou de sua pr�pria vida, de sua hist�ria pessoal, permanecendo uma moral que devem os jovens se portar como obedientes e tomando como exemplo esse saber dos anci�es. Mas h� certas almas de anci�os, e estas nascem mestres j� desde muito jovens, n�o se comparando ao saber ordin�rio, mas a algo extraordin�rio e que pode revelar a encarna��o de um mestre espiritual para miss�o espec�fica e impessoal.

 

Δ

 

Uma vida reservada talvez custe muito cara em compara��o ao mundo profano, mas se direcionada ao estudo e ao aprendizado sobre os saberes mais elevados da humanidade, pode valer algo, mesmo que sem popularidade ou experi�ncias afetivas. Em verdade parece que isso n�o se escolhe, mas algo superior leva a essa senda, talvez j� escrito no livro da vida, e na mem�ria ak�sica.

 

Δ

 

A dor para um mestre � superada, do mesmo modo como ele supera muitas coisas que para outros s�o irresist�veis, v�cios e maus h�bitos, bem como inclina��es semi-instintivas, mas sofre como todos os outros, resistindo de uma forma particular as vicissitudes da vida. Como ningu�m, ele percebe a origem desse sofrer e aceita passar por essa prova e aprendizado, no que pode ser j� seu �ltimo carma.

 

Δ

 

Vejo que mesmo de forma sens�vel consigo perceber lampejos de uma mem�ria da natureza, muito manifestada em sonhos, sabendo de fatos de uma exist�ncia passada ou mesmo futura, j� tra�ando um poss�vel caminho de modo que minha personalidade presente, que faz parte de um Ser maior (Alma). Certas vontades ser�o realizadas mesmo que talvez n�o nesse momento, o que tornar� a possibilidade algo certo e indubit�vel.

 

Δ

 

Nossos pensamentos t�m sua vida pr�pria, eles n�o s�o sem vida, ou sem materialidade. Quem j� n�o percebeu que uma aspira��o antiga hoje se v� realizada e age com indiferen�a sobre isso? O m�stico medita coisas que entende realizadas de acordo com a vontade do C�smico e que podem perfeitamente se realizar, tendo em vista que n�o � para seu objetivo particular ou egoico.��

 

Δ

 

Uma for�a oculta pareceu me fazer sempre escrever coisas sobre sabedoria e fico com um vazio no meu ser ao n�o o fazer. Em um momento de isolamento ou mesmo pela vida que levo, sem tanta �curti��o�, sei que tenho de buscar um objetivo, uma vez que a vacuidade n�o agrada o que almejo. Alivio assim qualquer tristeza quando tenho um caderno para escrever ou meu laptop � m�o, como se os algarismos fossem algo m�gico que surgisse a minha frente. Ent�o escrevo sobre a influ�ncia da intui��o de algo superior, sou instrumento de uma for�a poderos�ssima, origem de um destino que espera o melhor para a humanidade.

 

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O melhor sorriso � aquele que temos sozinhos e que n�o tem um motivo aparente, como o brilho de um Sol que se reflete em nosso rosto, semelhante a uma experi�ncia indiz�vel revelando a ess�ncia da pr�pria vida, um momento especial. � um sorriso interior que faz todos os �rg�os do corpo felizes e a sa�de equilibra.

 

Δ

 

Percebo que ao nos alimentarmos junto a pessoas queridas, o alimento � melhor digerido, o tempero tem um sabor mais satisfativo, podemos comer coisas que de outro modo n�o nos cairiam bem. H� certamente uma alquimia de troca bioenerg�tica que nos alimenta mais do que o corpo material, talvez nos fazendo bem igualmente a alma. Alimentamo-nos de vibra��es mentais.

 

Δ

 

A m�sica opera uma grande obra energ�tica, podendo levar algu�m a rebeldia, trag�dia, �dio ou pelo contr�rio, a um bem como a cura, a boa a��o, a tranquilidade e a uni�o m�stica. N�o � � toa que pitag�ricos falavam da m�sica das esferas, revelando esse lado misterioso das vibra��es sonoras. Tamb�m Plat�o n�o era muito a favor de m�sica de certos instrumentos, como a flauta, pois entendia que levava a sensualidade, n�o condizente com as virtudes mais elevadas. Mesmo a felicidade pode nos acompanhar ao ouvir uma m�sica popular ou cant�-la, at� pelo simples ato de assoviar. O m�stico deve aprender a usar esse poder e a recitar sempre seus mantras ou c�nticos.

 

Δ

 

O arqu�tipo que cada um de n�s reflete talvez revele a miss�o que temos nesse mundo. Acredito que h� uma grande import�ncia para que eu sobrevivesse a um parto complicado, ou mesmo em fases complicadas da vida, onde as oportunidades eram avessas e certa monotonia ou mesmo melancolia me envolveram. Mas restava sempre a minha busca e uma ess�ncia elevada em meu ser. Trocaria muito do que sou para ser mais simples, quisesse estar mais sintonizado a sociedade, por�m uma vez iniciada a obra espiritual, me vejo obrigado a cumpri-la. J� com dezenove anos escrevia uma obra rigorosa sobre moral, lia cl�ssicos da filosofia, obras de ocultismo, possuindo uma responsabilidade �mpar. Hoje com 30 anos eu possuo 14 livros publicados,e n�o paro, a n�o ser que a m�o de Deus me fa�a mudar, pela diversa oportunidade.

 

Δ

 

O poder da ora��o ou medita��o em favor de algu�m� sempre louv�vel, e mesmo � grande dist�ncia entendo importante prestar aux�lio a quem se deseja para a cura. A pr�pria ci�ncia vem reconhecendo o apoio da f� no aux�lio a recupera��o de doen�as, em hospitais. Nas camadas mais sutis da exist�ncia pode haver esse entrela�amento purificador, curativo de mentes. Tamb�m j� fiz parte de um grupo de ora��o, junto a Sociedade das Ci�ncias Antigas, Martinista, que se destinava a tratar as doen�as de v�rias pessoas, sem as conhecer.

 

Δ

 

Certas cat�strofes parecem refletir um carma coletivo, e em algumas cidades isso � percept�vel, tendo em vista seus costumes imorais que apenas um tempo depois se reflete nas mesmas. O exagero parece n�o ser louv�vel e o equil�brio tem de ser respeitado, como as leis naturais e mesmo civis, n�o sendo a embriaguez e o adult�rio formas de catarse muito seguras.

 

Δ

 

A busca da espiritualidade independente da religi�o leva as pessoas a um modo de justificar uma possibilidade de exist�ncia melhor e mais livre do que se tivessem em caminhos estritamente dogm�ticos. N�o devem abandonar necessidades b�sicas, de sua vontade pessoal ou mesmo sexualidade. Isso parece ser uma quest�o mais de op��o pessoal e necessidades individuais, e a natureza de cada um lhe levar� para suas escolhas. Devemos perceber que temos auxiliares invis�veis e tamb�m inimigos, e mesmo as leis c�smicas merecem nossa aten��o, e as obras materiais tamb�m s�o importantes.

 

Δ

 

Muitas vezes tenho sonhos onde me vejo pleno, como uma proje��o do meu eu a outras dimens�es, tendo disso consci�ncia e controle, e mesmo compreendendo altera��es de uma outra realidade, onde certas coisas podem ser feitas que aqui n�o.A intui��o disso fica em mim, de modo que sei que h� algo que comprova a exist�ncia da personalidade-alma, de algo que viva independente da vida material e seu ve�culo corporal.

 

Δ

 

Aprender com o tempo e que o pr�prio tempo � uma ilus�o, nos leva a perceber que o que contamos do passado est� de certa forma j� inexistente, tomando outra forma de acordo com a relev�ncia no tratamento a que damos ao fato lembrado. Apesar de um fato ser muito ef�mero a uma pessoa, pode ser marcante a outra. Devemos fazer um exerc�cio para lembrar coisas boas, uma vez que parecem as ruins povoar a nossa mente com mais intensidade.

 

Δ

 

A luz deve sempre estar de uma certa forma presente em nossas vidas, seja por uma vela, l�mpada, figura, janela etc, de modo que em um momento de medita��o possamos ter esse acesso ancestral e subconsciente, uma vez que foi talvez a fogueira o ponto de origem desse ponto para o nosso contato e harmonia com o C�smico.

 

Δ

 

O mesmo fato que era para n�s negativo pode em certo momento da nossa exist�ncia ser positivo, revelando que o que importava � o modo como o trat�vamos o problema e n�o o problema em si. Alimentamos algo que � exterior a n�s e n�o eterno, e que est� em uma inferioridade existencial, se comparado a nossa personalidade-alma, e tal entidade exterior se torna vamp�rica. Um simples pensamento de tristeza ou humilha��o pode nos levar a ru�na, n�o pelo fato que ensejou, mas pela autossugest�o negativa a que move o psicossom�tico que produz um mal maior, at� doen�a ou fatalidade.

 

Δ

 

Espelhos e fotografias n�o refletem o que realmente somos em ess�ncia, apenas mostram as formas que temos como uma elevada simbologia, uma linguagem de fisionomia, acess�vel a alguns estudiosos. Observei que nem sempre a beleza como padr�o � um ideal a moral ou aos valores �ticos, revelando tend�ncias muitas vezes at� contr�rias. Devemos ter uma consci�ncia sempre elevada do ser-para-si-mesmo, sob pena de por algum erro virmos a nos admirarmos com espanto ou at� nos auto-destruirmos, sem compreender o devir que s�o as exist�ncias e a insustentabilidade de certa beleza de superf�cie ou feiura, aos olhos dos profanos.

 

Δ

 

Observando a natureza, at� os mais pequeninos fen�menos, como as formigas a andar pelo ch�o, os besouros virados, borboletas no jardim, o voar dos p�ssaros, as flores amarelas, tudo o que h� de maravilhoso que nos envolve e que temos por despercebido em nossa vida moderna de excesso de trabalho e ocupa��es. Sempre, para tanto, tento tirar grandes li��es desses s�mbolos naturais inseridos na realidade, sendo que nada � em v�o no nosso caminho, um trajeto t�o sagrado e que sempre nos revela a Provid�ncia. Longe do mundo moderno e suas atra��es passageiras, o m�stico pode mesmo dentro da sociedade onde est� inserido, perceber as vibra��es e acontecimentos, a aura de vida de todas as coisas, e que o C�smico est� por todo o lado.

 

Δ

 

H� uma energia de vida que alimenta os seres viventes, e a mat�ria n�o nasce por si mesma, n�o se mant�m sem a ajuda dessa energia de vida, desse motor im�vel. Pode um carro andar sem combust�vel? Devemos assim perceber que a pr�pria vida n�o surge do nada, como algo que espontaneamente surge de si mesmo. H� a necessidade dessa energia vital, que certamente vem do C�smico e das faixas mais sutis de exist�ncia, apesar de por fim se manifestar na vida material.

 

Δ

 

Existem for�as invis�veis e inteligentes que direcionam as nossas vidas, para uns atrav�s de caminhos duvidosos e para outros ao benef�cio da humanidade. Buscamos esse �ltimo caminho. Por�m, mesmo procurando-se outro caminho, o mais c�tico logo perceber� que n�o conseguir� ou ter� oportunidade para a mudan�a, ou mesmo ser� dif�cil de seguir outro m0do de vida. A virtude dos astros, conforme os antigos ou o que hoje poder�amos relacionar com o mapa gen�tico, faz de n�s muito do que somos, muitas de nossas tend�ncias, e muitos t�m uma vida muito dedicada ao bem do C�smico, parecendo aos outros sacrif�cio ou desperd�cio de vida.

 

Δ

 

A vontade parece ser uma lei pessoal para cada indiv�duo. Superando limita��es pessoais, ou sua gen�tica, muitos saem de um destino aparentemente tra�ado e fadado ao fracasso. Em pa�ses chamados em desenvolvimento, vemos muitos exemplos engrandecedores de pessoas que apesar de nascerem em uma situa��o dif�cil, superam a mesma e est�o at� ajudando seus irm�os em um exemplo digno de fraternidade. Eu mesmo ao nascer n�o gerei esperan�a para algumas pessoas, por�m pelo amor de meus pais e aux�lio de for�as superiores superei aquela limita��o do in�cio. Sejamos assim todos n�s, vencedores, segundo a vontade do C�smico, da qual alimentamos nossa pr�pria vontade realizadora, pois � a vontade Dele atrav�s de n�s.

 

Δ

 

Nesse mundo encontramos o que nos assemelha, na medida em que a oportunidade � plantada em solo f�rtil. Desde por padr�o bioenerg�tico, at� os assuntos tratados em di�logos, fazem com que tenhamos o doce junto a algu�m. Por outro lado, mesmo para objetivos malignos, a quadrilha muitas vezes est� formada e o crime � mera repeti��o de atos, instintos j� ancestrais que se materializam. Aprender a moral de tudo isso faz com que descubramos a realiza��o da conduta do m�stico, a busca que altera j� todo o destino, uma vez que n�o � integralmente desse mundo. A pr�pria vibra��o de cada um � o padr�o do que escolher� como amigos e companhias.

 

Δ

 

Certamente se h� uma lei natural que corrige algum erro de uma pessoa, n�o seria justo que fosse unicamente nessa presente exist�ncia de sua personalidade-alma. Sem uma sobreviv�ncia de um princ�pio mental, que � maior que os meros neur�nios, n�o � poss�vel viver a experi�ncia existencial, principalmente em exemplos de crian�as que encontram a transi��o ou falecimento sem ter a devida experi�ncia de vida, e mesmo h� aquelas natimortas, que j� nascem com �bito, mortas.

 

Δ

 

A Tradi��o colocou no tri�ngulo um mist�rio que ronda os diversos reinos e dimens�es, em um ir e vir c�clico, envolto na unidade que por fim resulta. O ser humano � triplo em sua constitui��o, assim algo dele � sempre espelho de outros mundos ou planos dimensionais. Certamente essa luz nos domina no mist�rio da perpetua��o, ademais, onde as duas colunas se unem em equil�brio. Enfim, � a lei do tri�ngulo revelada em n�s mesmos.

 

Δ

 

Hoje, perceber que a paci�ncia e a persist�ncia s�o caracter�sticas do s�bio, que ap�s muitas dificuldades ou vicissitudes, mesmo sacrif�cios e altru�smo, tende a colher cedo ou tarde o fruto maduro da vida, de sua aspira��o, de sua Cria��o Mental. N�o � assim essa obra c�smica nenhum passo em v�o, uma vez que tudo nesse universo gera a sua consequ�ncia. O que corresponde exatamente ao resultado do que fazemos, talvez mesmo sem sabermos, por�m algo certamente opera numa ordem e para o melhor, dentro da Lei C�smica.

 

Δ

 

Tamb�m ou�o sobre um endeusamento da raz�o e fico a refletir sobre aquilo que � tido como extraordin�rio ou fora da raz�o, que mais pode ser intu�do. � a intui��o em verdade a grande chave de acesso ao nosso iniciado a ser naquele aspecto oculto do que apenas se sabe por uma ilumina��o. Como se pode superar o ego ou a consci�ncia ordin�ria e materialista, usando apenas da raz�o? Certamente � a intui��o que nos dar� as melhores respostas para superar o usual e as limita��es materiais.

 

Δ

 

A fraternidade das pessoas � levada pelo pr�prio C�smico. Mesmo que nos tentemos isolar de todos, a consci�ncia da unidade, cedo ou tarde prevalecer�, e teremos a no��o que todos somos um, estamos por fim em uma mesma Alma. Desde os prim�rdios, o homem tenta se unir para ter for�a e ca�ar, para sua pr�pria sobreviv�ncia. Com uma certa egr�gora, fica claro que as pessoas ficam envolvidas pelo que acreditam, tendo assim tamb�m mais resist�ncia espiritual na vida, quando unidas.

 

Δ

 

Somos de certa forma construtores na sociedade onde vivemos. N�o raro ouvimos pessoas de idade mais madura, contarem fatos que resultam naquele ambiente onde convivemos. Assim Deus constr�i o que supera a nossa mais pr�xima percep��o, numa verdadeira cria��o pelo pensamento. N�s ainda somos limitados, e precisamos al�m de pensar, agirmos com nossos ve�culos de consci�ncia, seja com o corpo denso, seja com os outros, como de desejos ou vital. Supera��es s�o assim mesmo poss�veis, e at� quem n�o tem forma��o acad�mica em arquitetura ou engenharia, realizou grandes obras com sua vontade, as quais beiram a perfei��o. Mais uma prova das vidas sucessivas e da lei do mentalismo. Constru�mos mais do que imaginamos e imaginamos construindo, e muitas obras restam para a posteridade.

Δ

 

Aqueles que procuram a inimizade, que criticam, que procuram a diferen�a como discrimina��o, alimentam a guerra. Quem n�o leva em conta a opini�o alheia, ou apenas leva a sua em considera��o, alimenta a guerra. Quem tem o entendimento de julgar severamente os outros por algum erro, alimenta a guerra. Quem mente e engana alimenta a guerra. Quem causa sofrimento ao outro, alimenta a guerra.

 

Δ

 

A nossa personalidade-alma por vezes quase se deixa enganar pelas dificuldades materiais ou mesmo fragilidade corporal, de sa�de, por�m inalter�vel permanece, vibrando com o C�smico. Longe de me convencer com a dificuldade, fico com a consci�ncia de que inalter�vel devo permanecer e com o m�nimo de influ�ncia da ilus�o do mundo material e exterior, apesar de interagir nesse plano dimensional e evoluir por suas experi�ncias.

 

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Respeitando a Lei C�smica, que rege o ciclo de sete, h� de se colocar uma peculiaridade quanto essa minha miss�o c�smica. O gosto por filosofia que afeta normalmente apenas na maturidade uma pessoa, aconteceu em mim por sinal aos dezoito at� 21 anos. Apesar de um certo sacrif�cio do tempo na leitura, lembro que certos grandes mestres tiveram algo de precoce em seu desenvolvimento moral, talvez por guardar A Palavra de sua Era. Sei que algo de especial tenho a fazer nesse templo que � a vida. Outros ciclos de sete me marcaram, como aos 28, quanto tive um desenvolvimento intelectual e criatividade admir�vel. Isso me auxilia at� hoje na senda m�stica.

 

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O objetivo da vida para o profano parece ser as conquistas materiais e financeiras, bem como os cuidados com seus v�cios e mesmo sua apar�ncia para seguir a moda. Contudo, com desenvolvimento de sua consci�ncia mental, intuitiva e espiritual, v� que buscar algo a mais em sua exist�ncia, como compreender as leis que regem a vida, a origem da vida, o seu potencial latente entre outras coisas, � fundamental. Quando iniciado em uma senda m�stica, v� t�o logo que o caminho a seguir est� de acordo com uma �tica em sintonia com o C�smico, e em harmonia com a Grande Fraternidade Branca, perdendo cada vez mais o individualismo, sendo cada vez mais fraternal e amoroso, e refletindo ainda a Lei do Tri�ngulo. Com novos meios buscar� assim luz, vida e amor em sua exist�ncia plena e com dom�nio da vida.

 

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O momento da transi��o sempre foi a morte de muitos conhecimentos m�sticos e de mist�rios. Por diversas religi�es conhecemos alegorias para o plano do mundo vindouro. As diversas personalidades a que possu�mos atrav�s das encarna��es, fazem com que achemos esse ser o fim da nossa exist�ncia. Contudo, o elevado estado de transpersonalidade, bem como a ressurrei��o, a �ltima marca crist�, judaica e mesmo eg�pcia, tamb�m se faz necess�ria. Talvez isso se d� por um ve�culo n�o t�o rude, o corpo de carne, mas um corpo glorioso, mais pr�ximo da personalidade-alma. Ademais, pela Cria��o Mental se pode nesse estado compilar a sabedoria de diversos mestres, para assim a exist�ncia coroar o iluminado nessa eternidade. A dissolu��o da morte em um ve�culo como o denso, ou mesmo o casc�o astral, s�o apenas descartes de faixas de consci�ncia n�o mais necess�rias a evolu��o.

 

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A Alma j� est� pronta, e, talvez seja a consci�ncia dessa Alma que precise evoluir atrav�s do ve�culo carnal, a fim de que n�o caia no abismo de seu orgulho. Mas nem as corre��es do pecado a interferem, nem ao menos os exerc�cios espirituais, como a medita��o. Contudo, atrav�s do ve�culo carnal h� uma miss�o que auxilia numa evolu��o coletiva, onde o mundo possui certo padr�o vibracional um tanto semelhante. A evolu��o ent�o est� onde cada um tem a consci�ncia de sua alma, por seu eu interior. Em prova pela mat�ria, a Alma possui sua imutabilidade. � como se ao subir uma escada, n�s apenas conhec�ssemos os primeiros degraus. Contudo, a escada inteira est� l�, mas somos n�s que ainda n�o temos a capacidade de subir.

 

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A forma do ser microc�smico � pentagram�tica, agindo esse em diversos planos de exist�ncia. Por�m, h� seres inteligentes e autoconscientes que atuam em apenas um. E h� outros que tem sua forma animal mesclada a humana, como certos dem�nios. Ademais, tamb�m h� criaturas artificiais com formato n�o human�ide, sem quatro membros, troco e cabe�a, podendo ser uma esfera, por exemplo. Os sete planetas m�gicos podem ser chamados de seres. Mas h� no astral toda a sorte de forma para seres inteligentes. Em diversos planos a nossa compreens�o pode ficar limitada antes de conhec�-los. Seres evolu�dos talvez n�o necessitem de uma forma material, estes sendo grandes mestres que guiam a humanidade. Criaturas artificiais ainda podem ser produzidas magickamente. Mesmo um inocente religioso ao orar a certo �santo� pode fazer desse um ser independente e com certo poder e autoconhecimento, habitando o astral. Mesmo um inocente religioso ao orar a certo �santo� pode fazer com essa forma-pensamento ganhe vida pr�pria, e que essa seja uma entidade com certa vida, autoconsciente. Mas o padr�o de seres que conhecemos � pentagram�tico e humanoide, sejam terrestres, extraterrestres, artificiais ou energ�ticos.

 

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Muitas vezes, desde cedo o m�stico percebe que � bem diferente do comum na humanidade, evitando o mal alheio e seu sofrimento. Por outro lado, ele � quem sofre na cruz da mat�ria relatando a doutrina de uma era vindoura. Ele � sorriso da esperan�a em meio �s l�grimas do mundo. Contudo, todos superam as suas expectativas, imaginando um horizonte mais colorido, um jardim n�o destru�do. O tempo � prop�cio para a medita��o, na solid�o que acompanha geralmente o m�stico. J� conheci pessoas que s�o um tanto s�s por causa da senda, mas que por um momento voltaram � vida comum, haja vista a ilus�o do Senhor do umbral voltar cada vez mais forte, � medida que avan�a em seus graus. � um caminho para os fortes, que parecem �s vezes fracos ou sofrem de algum mal aparente, mas que na Alma s�o invulner�veis. � a marca do iniciado j� ter superado suas indigna��es mais primitivas, os seus drag�es particulares, esp�ritos maus. Mais graus podem surgir e ord�lios, como at� levarem a tristeza ou at� a beira da morte, o que prova a profundidade e a seriedade da senda, seja ela qual for. De qualquer modo, digno � aquele que � uma estrela nesse c�u.

 

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Somos senhores do nosso destino na medida em que escolhemos por livre arb�trio e cometemos erros ou acertos, naquilo que acaba resultando em compensa��es como falta ou favorecimento na vida. Felicidade ou tristeza � resultado de uma �rvore que se plantou h� muito tempo, talvez na noite dos tempos. Por vidas e experi�ncias podemos assim progredir na evolu��o espiritual, muitas vezes trope�ando nos erros. De certo modo, uma vida reflete muitas vezes apenas a ilus�o dos sentidos objetivos, n�o se apercebendo o ser na sua consci�ncia a finalidade do C�smico. Para tanto, a fim de superar sua ignor�ncia, teria de pelo menos caminhar no sentido do progresso, do contr�rio seria uma v�tima cega de seus atos err�neos. Mesmo pensamentos ou palavras s�o fatais na sua inten��o, resultando em toda a sorte de dificuldades, doen�as, inimizades, dores ou qualquer infelicidade. Quem est� na senda pode at� ter alguma infelicidade resultada de uma falta de tempo ao entretenimento, mas � certo que semeia a mais perfeita felicidade do encontro com a Consci�ncia C�smica e a Paz Profunda.

 

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Sinto vontade de fazer tanto bem, de curar as pessoas, de semear sorrisos que n�o se cansem de sorrir. Florescer um mundo de inoc�ncia quase de uma crian�a, onde n�o mais v� a sombra negra do ego�smo. Devemos meditar no C�smico e agradecer a Deus de nosso cora��o, para que aque�a cada vez mais e brilhe com feixe de luz em todas as dire��es. Que os Mestres C�smicos me guiem nessa miss�o que n�o � minha, mas nossa, e que leve a evolu��o da consci�ncia at� a paz. Que eu seja um luzeiro ao mundo, que cumpra minha miss�o c�smica. Nasci e sobrevivi para ser algu�m especial, revelando que as pessoas com quem falo e convivo, bem como meus leitores, s�o tamb�m especiais. Deus me guiar� nessa obra e ser� ainda longa a jornada.

 

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A minha aura verde est� brilhando aos olhares mais profundos. Se a Alma me v� a partir da minha ess�ncia, que se reflete secretamente e que mostra meu cora��o amolecido. Um m�stico deve buscar ser o melhor de si, n�o para si, mas para todos. Deste modo, ama seus inimigos e perdoa qualquer falta. Envie um presente a quem n�o o quer bem. De todo o modo, tenho compreendido que o caminho do cora��o me coloca em sintonia com as leis c�smicas. A ora��o pode oferecer presentes, mesmo que n�o se tenha dinheiro para os comprar. N�o se comporta o m�stico como a maioria, se vingando, pois a vingan�a � um veneno at� para o vingador. O calor toma o meu corpo e vence a barreira do pessimismo e vibra��o inferior, atrai a companhia dos anjos, a fragr�ncia das flores agrad�veis.

 

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Sempre � bom lembrar a uma pessoa enferma, seja qual for a sua enfermidade, que n�o existe doen�a incur�vel para Deus. A Intelig�ncia C�smica pode perfeitamente na escola da vida a que participas, traduzir na linguagem de determinado mal apenas uma certa li��o, uma vez que resulta da transgress�o de alguma lei c�smica ou natural. Mas apesar dos tratamentos humanos serem limitados, vai contra o Eu Interior achar-se liquidado por um mal que corrompe apenas um de seus muitos ve�culos de consci�ncia, n�o da Alma. Esta, n�o sendo afetada por isso, apenas busca tirar li��o da experi�ncia. O enfermo mesmo assim anda muitas vezes cego por ser �desenganado� pela medicina oficial, e com a ilus�o dos seus sentidos f�sicos e do mundo fenom�nico, resultando ainda maior desequil�brio e prejudicando a cura. Enfim, doen�a � desequil�brio.

 

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Os Mestres C�smicos est�o pr�ximos, nos inspirando e guiando. Hoje mesmo notei certa transforma��o no meu proceder e algo que me afasta do mundo profano. N�o estou ainda liberto, mas vendo que em contato com outros buscadores, o di�logo e a inspira��o comum existem em uma egr�gora de iniciados. Talvez mais ampla que em simples ordem ou filosofia acad�mica, essa se dedica a uma Grande Obra espiritual. H� quem converse com os anjos, e n�s que apenas por intui��o e inspira��o notamos a presen�a dos Mestres, que s�o outros, antes humanos evolu�dos e iluminados, de que continuar no reto caminho n�o � desvantagem, como possa parecer aos outros. Ao materialista e c�tico pode parecer estranho a dar o que possui aos outros sem cobrar, ou que perdoe d�vidas, ame os inimigos e lhes d� presentes. Mas ao m�stico e ao justo isso � o real valor, na li��o de Hermes e Pit�goras, bem como outros, e esse valor � algo que n�o enferruja ou se corroeu com o tempo. Eles j� sabem disso, os Mestres, mas ainda pouco aprendemos com eles.

 

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Atrav�s de compensa��es nas exist�ncias podemos compensar nossos erros. Chame isso de carma, expia��o, castigo, miss�o ou outro nome, vemos que de forma alguma devemos usar um ponto de vista unidimensional, de acordo apenas com nossos ilus�rios sentidos do corpo f�sico ou denso, ou apenas da atual exist�ncia da persona ou falso eu. O eu interior pode nos oferecer melhores respostas atrav�s de nossa intui��o, mesmo que por uma tentativa de analogia. As respostas as grandes indaga��es talvez estejam bem mais longe do que um momento da inf�ncia da personalidade-alma, como querem alguns. Mas necessitamos compreender que uma doen�a fatal, uma paralisia, perda de ente querido, ou mesmo qualquer mal na vida seriam sem sentido, ou uma imperfei��o. N�o existe imperfei��o. Tudo parece ser guiado por uma Consci�ncia Superior, mesmo n�s mesmos. N�o h� castigo, mas h� aprendizado e simples compensa��o por violar leis e seu resultado autom�tico. Para a sintonia maior com o C�smico se deve superar a ilus�o dos sentidos objetivos, buscar o sexto sentido. A alma pode assim ser objeto da consci�ncia, em sua beleza e harmonia.

 

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Deus � luz, vida e amor. Por certo as Suas leis est�o pr�ximas de n�s, nos levando a perceber que o mundo n�o � sem ordem, ou que podemos evoluir. A ilumina��o talvez n�o esteja t�o inacess�vel e acessando a egr�gora de paz profunda, come�a a conquista na senda. A experi�ncia m�stica surge, os olhos para quem os t�m para ver. E o C�smico est� em tudo, ele percebe todas as coisas. Sempre dentro de nosso cora��o encontramos a verdade sobre Deus.

 

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Essas frases a que escrevo s�o antes partes de meus pensamentos e reminisc�ncias, elas existem antes de existir. Assim � a felicidade, a prosperidade, as pessoas que conhe�o. Sou a semente que � lan�ada no C�smico e que � materializada na realidade. O pensamento � a casa onde moramos, � a vida que possu�mos. Depois voltamos da realidade com as coisas prontas, e, muitas vezes n�o lembramos que semeamos tudo pela lei do mentalismo. A emo��o positiva e a harmonia est�o no que atra�mos de bom, pela lei da polaridade. Ocorre que por vezes ocorre o contr�rio e n�o percebemos o mecanismo de nosso subconsciente. Atra�mos o que somos, n�o o que fingimos ser, e tamb�m somos arquitetos da nossa realidade.

 

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A evolu��o humana certamente j� percorreu um bom caminho no seu corpo denso, no seu ve�culo mais passageiro. De certo modo, o pr�ximo est�gio evolutivo � de contato com as for�as invis�veis, seja por percep��o extrassensorial, ou mesmo pelos sonhos. Os mestres invis�veis nos guiam para esse caminho, onde o ve�culo mais sutil, et�rico, um corpo glorioso a usar em pr�ximo est�gio. J� aquele que n�o quiser encarnar, ter� de frequentar um certo plano de consci�ncia. O sonho foi j� em profecias muitas vezes um bom meio de contato com o subconsciente e com a Consci�ncia C�smica. Por�m um passo est� cada vez mais pr�ximo de progredir em estado de vig�lia, seja por mediunidade, premoni��o, telepatia e outras formas de fen�menos paranormais.

 

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O poder temporal tem sempre a sua dimens�o passageira e c�clica, terminando na ru�na. Os seus esp�ritos raciais estiveram no auge e em certo momento veio a ru�na, seja por guerras ou por cataclismo. Isso se deve pela falta de fraternidade. No reino dos c�us n�o mais haver� necessidade dessa muta��o, dessa ru�na. Por�m, antes desse lugar maravilhoso, � necess�rio ao mundo caminhar a maior toler�ncia e igualdade de tratamento, ao longo dos sete mundos e sete ciclos de exist�ncia. Nossos imp�rios se arru�nam feito est�tuas de barro, e Cristo C�smico supera as diferen�as raciais, mesmo ensinando isso ao encarnar em Jesus. Um tempo de luz, vida e amor est� por vir, mas talvez n�o seja desse mundo.

 

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� recomend�vel que se fa�a diariamente uma rememora��o de fatos que ocorreram no dia, uma vez que em est�gio post mortem especifico se toma grande parte do tempo com essa tarefa, o que certas tradi��es chamam de purgat�rio. Assim logo ap�s a transi��o normalmente ocorre essa reprise de fatos da vida, o que provoca uma demora para que se cumpram novas miss�es e se trave novas exist�ncias. As experi�ncias materiais t�m sua import�ncia na evolu��o da personalidade-alma para o arrependimento de erros e da ignor�ncia, que � o maior mal entre os males. Assim o mestre interior pode se guiar atrav�s da evolu��o da consci�ncia e certas experi�ncias s�o importantes, a fim de auxiliar a humanidade em seu caminho evolutivo, e mesmo o pr�prio ser no encontro que tem e harmonia com a Grande Fraternidade Branca. O exerc�cio de relembrar fatos do dia pode ser feito antes de dormir, e far� com que os dias em per�odo de avalia��o no astral ou espiritual se veja reduzido em seu tempo, possibilitando assim novas miss�es c�smicas.

 

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Devemos bem tratar as criaturas de Deus. O C�smico certamente pela lei da compensa��o, se n�o respeitarmos as criaturas. Como h� o esp�rito-grupo que protege cada coletividade animal, colaboramos quando estamos em paz e interagimos com eles. A domestica��o faz desses seres d�ceis e colabora com sua evolu��o rumo � individualidade, para que fa�am depois parte do que se tornar� a humanidade. Todo um equil�brio desses seres mostra a presen�a da Consci�ncia C�smica, que os alimenta e organiza. Assim vemos nesses seres a base do homem, n�o apenas no s�mio, mas em todas as esp�cies, at� r�pteis e outros. Al�m da evolu��o material, houve uma evolu��o espiritual, da m�nada at� o mineral, o vegetal, o animal e finalmente o humano. Devemos assim muito amar esses seres e evitar provocar seu sofrimento e apenas os usar para o necess�rio.