Soneto da amada gabada por Manuel Maria Barbosa du Bocage  - Versão HTML

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Soneto da Amada Gabada

Bocage

Se tu visses, Josino, a minha amada,

Havias de louvar o meu bom gosto;

Pois seu nevado, rubicundo rosto,

Às mais formosas não inveja nada:

Na sua boca Vénus faz morada:

Nos olhos Cupido as setas posto;

Nas mamas faz Lascívia o seu encosto,

Nela enfim tudo encanta, tudo agrada:

Se a Ásia visse coisa tão bonita

Talvez lhe levantasse algum pagode

A gente, que na foda se exercita!

Beleza mais completa haver não pode:

Pois mesmo o cono seu, quando palpita,

Parece estar dizendo: "Fode, fode!"

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