Soneto da puta novata por Manuel Maria Barbosa du Bocage  - Versão HTML

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Soneto da Puta Novata

Bocage

Dizendo que a costura não dá nada,

Que não sabe servir quem foi senhora,

A impulsos da paixão fornicadora

Sobe d'alcoviteira a moça a escada.

Seus desejos lhe pinta a malfadada,

E a tabaquanta velha sedutora

Diz-lhe: "Veio menina, em bela hora,

Que essas, que aí tenho, já não ganham nada".

Matricula-se aqui a tal pateta,

Em punhetas e fodas se industria,

Enquanto a mestra lhe não rifa a greta:

Chega, por fim, o fornicário dia;

E em pouco a menina de muleta

Passeia do hospital na enfermaria.

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