Soneto do corno choroso por Manuel Maria Barbosa du Bocage  - Versão HTML

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Soneto do Corno Choroso

Bocage

Se o grão serralho do Sophi potente,

Ou do Sultão feroz, que rege a Trácia,

Mil Vênus de Geórgia, oh! da Circássia

Nuas prestasse ao meu desejo ardente:

Se negros brutos, que parecem gente,

Ministros fossem de lasciva audácia,

Inda assim do ciúme a pertinácia

No peito me nutria ardor pungente:

Erraste em produzir-me, oh! Natureza,

Num país onde todos fodem tudo,

Onde leis não conhece a porra tesa!

Cioso afeto, afeto carrancudo!

Zelar moças na Europa é árdua empresa,

Entre nós ser amante é ser cornudo.

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