Soneto do lascivo pezinho por Manuel Maria Barbosa du Bocage  - Versão HTML

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Soneto do Lascivo Pezinho

Bocage

Soneto localizado em um caderno onde poemas de Bocage e de Pedro José Constâncio estavam misturados, não tendo se chegado em nenhuma conclusão definitiva sobre a autoria do mesmo.

Dormia a sono solto a minha amada,

Quando eu pé ante pé no quarto entrava:

E ao ver a linda moça, que arreitava,

Sinto a porra de gosto alvoroçada:

Ora do rosto eu vejo a nevada

Pudibunda bochecha, que encantava;

Outrora nas maminhas demorava

Sôfrega, ardente vista embasbacada:

Porém vendo sair dentre o vestido

Um lascivo pezinho torneado,

Bispo-lhe as pernas e fiquei perdido:

Vai senão quando, o meu caralho amado

Bem como Enéias acordava Dido,

Salta-lhe ao pêlo, pro seguir seu fado.

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