Soneto do prazer efêmero por Manuel Maria Barbosa du Bocage  - Versão HTML

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Soneto do Prazer Efêmero

Bocage

Dizem que o rei cruel do Averno imundo

Tem entre as pernas caralhaz lanceta,

Para meter do cu na aberta greta

A quem não foder bem cá neste mundo:

Tremei, humanos, deste mal profundo,

Deixai essas lições, sabida peta,

Foda-se a salvo, coma-se a punheta:

Este prazer da vida mais jucundo.

Se pois guardar devemos castidade,

Para que nos deu Deus porras leiteiras,

Senão para foder com liberdade?

Fodam-se, pois, casadas e solteiras,

E seja isto já; que é curta a idade,

E as horas do prazer voam ligeiras!

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