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Sou Bi...sensual e você? por Romeu R. de Lima - Versão HTML

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O Julgamento precoce pode alterar

o sentido da razão. (O Autor)

1

SOU BI...SENSUAL E VOCÊ?

Caros leitores, como vocês poderão observar o

relacionamento sexual dos seres humanos é

extravagante, atrevido e desconcertante.

(págs. 205 a 211).

2

Esse livro não tem a intenção de ferir, ofender ou

denegrir a religiosidade de quem quer que seja. Provocar

qualquer tipo de debate ou discussão ou, ainda, ofender a

moral e os costumes da sociedade como um todo.

Vale dizer que a livre expressão do pensamento é um

direito garantido pela nossa Carta Magna em seu artigo 5º que

consolida o pensamento liberal. E mais, o artigo 13 item I do

Pacto de São José de 1969 advindo da Convenção Americana

dos Direitos Humanos a qual o Brasil recepcionou em 1992

afirma: “Toda pessoa tem o direito à liberdade de pensamento

e expressão”. Esse direito inclui a liberdade de procurar,

receber e difundir informações e idéias de qualquer natureza,

sem considerações de fronteiras, verbalmente ou por escrito,

ou em forma impressa ou artística ou por qualquer outro meio

de sua escolha.

Romeu R. de Lima – O Autor

3

ISBN-13: 978-1499733877

REGISTRADO NA FUNDAÇÃO BIBLIOTECA

NACIONAL DE DIREITOS AUTORAIS SOB N° 450.615 -

LIVRO 846 – FOLHA 275 DE 27/JANEIRO/2009

SOU BI...SENSUAL E VOCÊ?

1 ª EDIÇÃO

2013

São Paulo

Romeu R. de Lima

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Sou Bi... Sensual e Você?

Portanto, sou completa.

Segundo alguns estudiosos:

A bissexualidade consiste na atração física, emocional

e espiritual por pessoas tanto do mesmo sexo quanto do oposto

e à identidade correspondente de cada um.

Bissexual é, portanto, o termo aplicado às pessoas que

se sentem atraídas por ambos os sexos, servindo de um quase

meio-termo entre o hetero e o homossexual. O número de

indivíduos que apresentam comportamentos e interesses de

teor bissexual é maior do que se suporia à primeira impressão,

devendo-se a pouca discussão desta situação essencialmente a

uma tendência geral para a polarização da análise da

sexualidade, tanto no meio acadêmico como, muito mais

marcadamente, no seio popular entre a heterossexualidade e a

homossexualidade.

5

''Biológica e culturalmente, nascemos homens e

mulheres, seres fisicamente diferentes e definidos aos olhos da

sociedade. Feitos um para o outro, homem e mulher seriam as

metades da mesma laranja. A sociedade ensina que homem

tem que se relacionar com mulher e vice-versa. Entretanto, o

comportamento de cada um vai se moldando ao longo do

tempo e sofre influências psicossociais. Resultado: nem oito

nem oitenta.

A explanação acima se faz necessária na medida em

que diversas são as correntes de entendimento a esse respeito.

Muito bem. Mas vamos aos fatos.

Com 36 anos, independente, situação financeira bem

definida, psicanalista e psicoterapeuta voltada para o

atendimento a pré-adolescentes, adolescentes e jovens, atendo

esporadicamente casais e adultos quando indicados por colegas

Sou casada com um arquiteto inteligente e compreensivo.

Temos dois filhos, a filhota com 12 anos e um rapagão com 14

anos.

Nascida em São Paulo, mais propriamente na região do

bairro do Bexiga, meus pais decidiram ir para a fazenda Nova

Itália, no interior do estado.

Apenas como registro, muitas foram as famílias

italianas convidadas pelo governo brasileiro para ocupar terras

para o desenvolvimento da lavoura no Brasil mediante

pagamento de bônus do tesouro nacional. Pelo que eu saiba

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poucas foram as que trocaram as tais cédulas representativas

do tesouro por dinheiro. Por outro lado, imagina-se que os

brasileiros não tinham aptidões suficientes para serem

reconhecidos pelo seu próprio governo. Senão, por que

convidar estrangeiros para cultivar a terra? Quem sabe os

porquês serão respondidos dias desses!

Perceba como acabamos nos enveredando pelos

caminhos cavernosos da administração pública e da política

quase que automaticamente.

E antes que isso aconteça e esse livro acabe se tornando

um péssimo informante sobre tais questões, voltemos ao seu

propósito, isto é, contar como me tornei bissexual, agradando

as gregas e aos troianos.

A família de italianos, proprietários da fazenda,

desenvolveu uma grande lavoura de café. O café era rentável e

muitos fazendeiros se dedicavam nessa lavoura. Paralelamente

eles, os italianos, cultivavam diversas hortaliças para seu

sustento bem como se dedicavam à avicultura, apicultura, as

suas vinhas e, especialmente, trouxeram seus costumes

culturais como a alegria de viver e cantar. É necessário

ressaltar que eles produziam excelente vinho caseiro.

Ao mudarmos para a fazenda com seu ar caipira e de

sossegadas pessoas, fomos instalados numa casa de madeira

sem muros, envolvida por uma cerca de bambu ornada por

chuchuzeiros e buchas. Sim, buchas daquelas de tomar banho.

7

Muitos de vocês não sabem que aquelas buchas compridas e

cheias de vazios são trepadeiras.

Meu pai, Paolo, filho de pais italianos, homem de

poucas falas, mas muito “legal”, conseguiu empreita num

pequeno pedaço de terra dos italianos “de a meia” como se

dizia por lá. Isto é, os proprietários da fazenda forneciam as

mudas ou sementes e o meu pai cuidava do cultivo e da

colheita ficando com cinqüenta por cento salvo das despesas.

A casa não era pequena. De forma retangular com uma

área livre no centro servindo de jardim, toda feita em madeira

envernizada, possuía três quartos de bom tamanho, com duas

janelas cada, dando uma para o lado externo e outra para o

jardim interno. Uma sala de jantar espaçosa e cozinha com

fogão a lenha bem compostos servia de preferencia à família.

Um forno de barro do lado de fora próximo à janela era

utilizado para os assados e o cozimento do pão. Se você

visualizou então percebeu que o meu quarto ficava ao lado do

quarto para visitas. O quarto dos meus pais e a sala ficavam do

outro lado do pátio interno, isto é, o meu quarto e o quarto de

visitas ficavam de frente para a sala e para o quarto dos meus

pais. A cozinha ficava num dos lados de frente para a despensa

que, por óbvio, ficava do outro lado do retângulo. O banheiro

ficava do lado de fora, pois não era costume ter banheiro

dentro das casas. Lembro a todos que naquela época usávamos

penico com tampa. O que tínhamos era uma banheira de

cimento dentro do quarto dos meus pais. Um poço coberto e

movido por sarilho servia para o serviço da casa. Ao lado um

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tanque duplo para lavar roupas, sendo que um servia para a

esfrega e lavagem propriamente dita e o outro para enxague.

Todavia a casa possuía água encanada e luz elétrica, pois a

fazenda possuía um gerador de energia que era ligado às 18h e

desligado às 22h somente.

Minha mãe, Cristina, filha de pai italiano e mãe gaúcha,

voltava-se aos cuidados com a casa. Costurava e cuidava de

alguma criação que começava a vingar e uma pequena horta.

Coisa pouca. Mas que daria para o sustento diário. Era uma

mulher de pequena estatura, bem torneada e viçosa.

Eu já iniciara os estudos na escola da própria fazenda e

era considerada uma bola aluna.

A fazenda, além da cultura do café, assunto

preponderante da sua subsistência, mantinha diversos animais

como, gado bovino, gado porcino, eqüinos, muares e gado

caprino. A galinhada corria solta pelos campos e terreiros.

Patos, gansos e marrecos era visão comum. Do gado bovino a

fazenda tinha a produção de queijo, leite e doces, e parte para

produção de carne e para comercialização.

Gostava de dar meus passeios pelos mangueirões e pelo

pasto. Acontece que eu tinha preferencial interesse pela

atividade sexual dos animais. Adorava ver os cães e outros

animais fazendo sexo. Nada demais nesse meu interesse.

Apenas curiosidade.

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Todavia, não posso deixar de contar que algumas vezes

vi um ou outro rapazote filho de colono “pegar” uma cabrita

ou uma bezerra. Uma vez, sem querer, vi o tratador da seva de

engorda fazer “coisas” que eu não entendia muito bem com as

mãos. Havia uma égua que, depois fiquei sabendo, era

barranqueira. Isto é, ela se deixava para ser acariciada na

“coisa” dela e um ou outro moleque se debruçava por trás e

ficava fazendo uns movimentos estranhos. Mas tudo aquilo só

chamava a minha atenção, não mexia comigo. Nada a ver.

Para mim a iniciação sexual aconteceu de forma

espontânea e diferente da dos matutos. Aconteceu como

acontece para a grande maioria das mocinhas.

Foi assim:

Certa vez, recebemos a visita da minha tia Neusa, irmã

da minha mãe, recentemente casada com Zé Roberto. Soube

depois que estavam em férias trabalhistas. Tinham pouca

idade. Formavam um belo casal. Como iriam passar uns dias

para aproveitar a “lua-de-mel”, ficaram instalados no quarto ao

lado do meu.

Foi um momento importante para mim, pois, morando

há alguns anos na fazenda, ainda não tivera a oportunidade de

conhecer a cidade mais próxima e, principalmente, alguma

cidade vizinha. Com eles a oportunidade surgiria, pensava eu.

A fazenda era muito bonita. A maioria das casas de

colonos era de tijolo a vista, piso com tacos e fôrro. Como já

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comentei a fazenda tinha água encanada e luz graças ao

gerador que os italianos haviam importado da Inglaterra. Os

colonos recém-chegados eram instalados em casas de madeira.

Depois de algum tempo na fazenda e conforme a saída de

algum colono das casas de alvenaria, os que estavam em casas

de madeira eram transferidos para as de tijolo. Nessa época

minha família já havia se instalado nas novas residências de

alvenaria, porém as divisórias internas eram de boa madeira.

Muito precoce para a minha idade, meus pequenos

seios já despontavam delineados e durinhos. Era cheinha e com

pernas roliças e bumbum saliente. Costumava me olhar no

espelho e gostava do que via. Já tinha pêlos em volta da minha

vagina que era cheinha e pequenina. Fiquei muito interessada

na “lua-de-mel” do jovem casal. Lá sabia eu do que se tratava.

E não demorou para que as “coisas” acontecessem.

Uma noite ouvi barulhos estranhos no quarto dos meus tios

que, como disse, ficava ao lado do meu. Curiosa, levantei-me e

aproximei meus ouvidos da madeira que separava nossos

quartos. Entendi logo o que estavam fazendo. Estavam

namorando. Sussurros, sons e movimentos chegavam aos meus

ouvidos. Seria a lua-de-mel com certeza.

Resolvi ficar de prontidão. Toda vez que percebesse

algum movimento no quarto deles eu iria olhar. Queria

observar bem e entender o que era, exatamente, a tal lua-de-

mel.

11

Durante o dia seguinte comecei a procurar um lugar

para olhar. A divisória de madeira poderia proporcionar um

meio de observação e, por conta disso, acabaria encontrando

um vão maior ou um buraco, pensava. E foi o dito e foi o feito.

Encontrei um cantinho entre o armário onde colocava minhas

roupas e a parede que servia direitinho para os meus

propósitos. Um buraquinho certinho que dava para ver a cama

inteirinha e um pouco mais.

Minha vida de “voyeur” começou ali. Toda vez que

percebia uma “buia” no quarto deles, lá corria eu para o

“espiômetro”. Eles ficavam sempre deitados, ora ele em cima

dela e ora ela sentada nele. Ah mas um dia eu pude ver

direitinho os dois. Quando meus tios foram para o quarto eu

não esperei para ouvir os barulhos, fui antes e fiquei postada

no meu canto espião. Então vi minha tia ficar em pé, tirar a

roupa e ficar peladinha, peladinha. Puxa como minha tia era

bonita. Meu tio chegou e começou a abraçá-la e passar as mãos

pelo seu corpo.

Ela não demorou em começar a tirar a roupa dele.

Começou pela camisa, depois a camiseta e logo depois tirou as

calças e a cueca. Foi aí que eu vi, pela primeira vez, o pênis.

Fiquei assustada. Tive vontade de sair correndo, mas a

curiosidade foi maior e minha vontade maior ainda.

Fiquei ali quietinha enquanto olhava minha tia afagar

aquela “coisa” dele e a beijá-lo. Notei que aquilo tudo mexia

com meu corpo. Eu, como disse anteriormente, era uma

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menina precoce e como diziam todos, muito sapeca. Continuei

olhando e vi quando meu tio deitou minha tia na cama e

começou a beijar o meio das pernas dela. Ela fazia

movimentos com o corpo e gemia muito. Ele levantava os

olhos de vez em quando parecendo me olhar, embora não o

fizesse, mas na posição onde eu ficava dava de frente para ele.

Nossa, senti meu corpo se aquecer e uma comichão corria

pelas minhas entranhas.

Se você pensar bem verá que até os acontecimentos

mais banais podem se transformar numa grande história.

Voltei para minha cama e meus pensamentos voaram.

Passei a mão pelo meu corpo macio e tenro e acabei tocando

nela. Sim, nela. A vagina. Coloquei minha mão no meio das

pernas e comecei a mexer. Não sabia bem o que estava

fazendo, mas continuei. Era muito gostoso. Senti que ela

estava molhadinha e aquela lubrificação deixava minha

pequena “coisinha” muito macia.

Claro que embora estivesse sentindo o que não sabia

explicar, surgiu uma vontade muito grande de conhecer mais

sobre aquelas “coisas” que meus tios estavam fazendo. Noite

após noite continuei assistindo os dois fazerem aquilo. Muitas

posições, muitas formas e muitas safadezas, digamos assim.

Estava, sem saber, tendo lições do ato sexual.

Meu tio costumava ajudar meu pai e minha tia

ajudava minha mãe. Mas, sempre que podiam, já que estavam

de férias, vagueavam pela fazenda ora sozinhos, ora comigo.

13

A minha maneira de olhar para eles mudou. Observava

os dois profundamente quando saíamos para passear pela

fazenda. Olhava o corpo dela e o dele e lembrava aqueles

momentos que passavam “namorando” no quarto.

Um dia, fomos para um sítio de uns amigos dos meus

familiares e meus tios foram também. Fomos de “jardineira” e

fui sentada no colo do meu tio ao lado da janela e minha tia do

lado do corredor. Não deu outra. Aproveitei a oportunidade e,

sem que minha tia percebesse, comecei a “esquecer” minha

mão esquerda no meio das pernas dele. Ele demorou um pouco

a perceber, mas, quando percebeu, se ajeitou e com a mão

esquerda começou, levemente, a “ajudar” a mexer nele. Senti,

por cima da calça, que o “negócio dele” cresceu. Tinha visto

inúmeras vezes pelo meu “espiômetro”. Agora, sentir na minha

mão, mesmo que por cima da calça, era uma loucura.

Fiquei ali, morrendo de medo, mas com uma vontade

danada de pegar “nele” de verdade. Minha intimidade ficou

toda molhada. Como estava de costas para minha tia, sentada

na perna direita dele, não dava para ela ver o que estava

acontecendo. Foi daí que ele, bem devagarzinho, começou a

enfiar a mão no meio das minhas pernas. Acontece que

naquela época não se usava calça comprida e ficava muito fácil

fazer as “brincadeirinhas”. Não agüentei e abri um pouco mais

as pernas. Ele começou a tocar a minha intimidade bem

devagarinho e, com muito jeito, afastou um pouco a minha

calcinha e tocou nela. Que sensação gostosa. Fiquei tremendo

no colo dele. Deixei-o tocar a vontade e, graças aos sacolejos

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do ônibus, a “brincadeira” passava despercebida. De repente,

senti um calafrio pela minha espinha e meu corpo tremeu.

Temi que minha tia percebesse alguma coisa. Ele sentiu

minha sensação e parou.

Estávamos chegando. Eu estava toda encabulada.

Quando a jardineira parou, saí depressa do colo dele e corri

para, digamos, tomar ar.

Chegamos por volta das dez horas da manhã. Apeamos,

aguardamos a carona enviada pelos donos do sitio que não

tardou a chegar. Eram amigos recentes do meu pai e o convite

fora feito para participarem dos festejos juninos. O povo do

interior nunca abandonava esses costumes.

Fomos levados até o sitio e fiquei encantada com o

lugar. Era muito bonito. A casa dos donos era feita com

madeiramento envernizado. Um gramado lindo se espalhava

em volta da residência e algumas frondosas árvores faziam

parte do quadro, postadas como guardas de segurança.

Dois cães se aproximaram com seus latidos, mas logo

se aquietaram e imediatamente troquei afagos com eles. O

proprietário, sua esposa e seus três filhos vieram nos receber.

Aparentavam quarenta e cinco anos e os filhos aparentavam

minha faixa de idade, a exceção de Flor que era menor. (soube

seu nome depois).

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Sucederam-se os cumprimentos e fomos convidados a

entrar. Nos acomodamos numa espaçosa cozinha típica do

interior. Uma mesa enorme com dois bancos de madeira,

disposta no centro servia para todos. É bom lembrar que no

interior é comum ser recebido na cozinha. Tudo se processa

ali. Tanto que a entrada mais usada é a da cozinha.

Eu, ainda preocupada com o que aconteceu na viagem,

e com muita vontade de fazer xixi, pedi para ir ao banheiro,

pois queria “ver” a minha calcinha e, claro, a minha

intimidade. O filho deles mostrou-me o banheiro e entrei quase

correndo. Tirei a calcinha. Ela estava molhada e exalava um

odor “diferente”. Não agüentei e cheirei. Era um cheiro meio

ácido e meio doce. Gostoso mesmo. Não resisti e lambi para

saber do “gosto”. Acabei por chupar a calcinha. Era de um

sabor inexplicável.

Fiz o que tinha de fazer colocando a calcinha assim

mesmo. Depois trocaria. O garoto me esperava a meia

distância. Observei-o meio encabulada pensando que ele

pudesse ter visto algo ou, graças ao meu medo, pensei que

estivesse demonstrando as “coisas”.

Não pude deixar de observar o casal. E, claro, minha

cabecinha de sapeca foi levada para aqueles pensamentos de

safadinha que sempre tinha e veio-me a mente a fatal pergunta:

“Será que eles eram como meus tios?”. “Será que os filhos

deles também tinham seus espiômetros como eu?”

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De repente tomei conta de que jamais havia passado

pelos meus pensamentos essas coisas sobre meus pais. Nada

mesmo. Interessante.

Enquanto conversavam pedi licença e fui dar uma volta

pelo espaçoso gramado. Os filhos me acompanharam e

começamos a conversar sobre o que fazíamos. Eles querendo

saber tudo sobre a fazenda onde morávamos e eu querendo

saber tudo sobre eles. Sentia a leve umidade da minha

calcinha.

Ao cair da tarde as luzes foram acesas. Fiquei boba. Foi

aí que observei que no sítio havia postes de luz. A eletricidade

era distribuída como nas cidades. Não precisavam de geradores

como lá na fazenda.

Falamos sobre escola, onde estudavam e se

trabalhavam para ajudar os pais. Eu me interessei muito pelo

rapaz. Era bem forte para a idade e aparentava ser decidido. A

irmã era mais quieta, mas notei que era mais observadora.

A menina era a menor dos três. Cabelos compridos,

enrolados, castanhos e jeitinho de atrevida. Era muito curiosa.

Rapidamente nos entendemos e fiquei muito interessada para

conhecer o sítio. Queria ver e saber de tudo. Como eram

tratados os animais, queria ver o riacho e tudo o mais.

Nossos pais nos chamaram e fiquei sabendo que eu e

meus tios ficaríamos uns dias a mais. Meus pais não poderiam

ficar dados os afazeres na fazenda. Foi uma alegria geral para

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mim e meus novos amigos. Teria tempo para conhecer e

aprender muita coisa.

Porém, para ficarmos mais dias precisávamos de

roupas. Meus tios e meus pais conversaram a respeito e

decidiram que meu tio retornaria para buscar algumas roupas e

produtos de higiene. Ao ficar sabendo prontamente pedi aos

meus pais que deixassem voltar com Zé Roberto. Assentei que

queria passear de jardineira outra vez.

Meus pais consentiram e o caseiro do sitio nos levou

até o ponto onde havíamos chegado.

Ah minha cabecinha rodou e rodou e rodou. Estava

sozinha com meu tio. Que pensamento danado.

A jardineira chegou. Ficamos nos últimos bancos e

fomos pra casa. Durante a viagem enquanto trocávamos

algumas palavras, meu tio me colocou no colo para que eu

pudesse ver a paisagem com mais facilidade. Era a deixa.

Sentei no seu colo de bom grado.

Tudo se repetiu. Parecia que já estávamos combinados.

Ele pegou minha mão e colocou na braguilha da calça. Já

estava duro. Pelo menos assim entendia. Deixei que ele fizesse

o que queria. Vagarosamente ele enfiou a mão esquerda pelas

minhas pernas semiabertas. Abriu-as mais ainda e começou a

acariciar minha vagina. Ah que delicia. Como era gostoso. Eu

apertava seu pinto por cima da calça com força. Os sacolejos

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da jardineira colaboravam para disfarçar, facilitando os nossos

movimentos.

Ele cuidava de observar os outros passageiros enquanto

eu, não estava nem aí. Deixava que ele me tocasse enquanto eu

o tocava. Para melhorar mais ainda, ele se ajeitou e tirou pra

fora. Fiquei encabulada, com medo, mas deixei que ele

dirigisse minha mão. Não tardou para sentir aquilo que havia

sentido novamente. Um arrepio tomou conta de mim e fiquei

meio mole. Notei que meu tio tirou a mão de mim depressa e

também tirou a minha mão “dele”. Acho que meu tio também

estava tendo um “negócio”.

Preciso dizer ao leitor que não tenho vontade alguma

de

descrever

os

ambientes

onde

ocorreram

esses

acontecimentos autobiográficos. Sei que é de boa lavra tal

descrição. Mas, em alguns momentos, a narrativa torna-se

monótona e cansativa. Todavia, se os acontecimentos que

culminaram com a minha formação se encaixarem em você

caro leitor (a), então minha modesta obra reforça a teoria de

que grande parte do aprendizado sexual se dá quando menos

se espera. De forma inesperada. Inusitada.

Claro que em alguns casos, e nunca na maioria, existe

a possibilidade de violência sexual, provocando traumas

psicológicos profundos. Porém, não é o meu caso e não é o da

grande maioria. Tudo ocorreu com meu consentimento e meu

desejo. Posso afirmar que nada há de estranho. Isso por que

conversei e troquei informações com inúmeras amigas e

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amigos que passaram por experiências parecidas, algumas

muito iguais. Eu jamais tive qualquer problema de

relacionamento e de comportamento social.

Portanto, o leitor (a) não deve ficar impressionado com

os fatos aqui relatados. Não há nada de novo. A Bíblia que o

diga. (E Anrão tomou por mulher a Joque-Bede, sua tia, e ela

gerou-lhe a Arão e a Moisés: Êxodo, 6, 20). E, mais ainda, os

colégios internos e os conventos são redutos de muito

aprendizado. (As Freiras Lésbicas, Rompendo o Silêncio, de

Rosemay Curb e Nancy Manahan – Editora Best Seller – ISBN

85-85091-27-4) Registre-se que casos que repercutiram ou

repercutem na mídia foram e são provocados por indivíduos

doentes e de comportamento antissocial que são, por último,

criminosos em série.

Para reforçar o que argumentei acima, basta lembrar

que o regime patriarcal que comanda grande parte dos povos

mantém suas mulheres sob rígido controle e domínio sexual.

(Lembremo-nos de Ló e suas filhas virgens que o

embebedaram para poder ter filhos com ele.) Teria sido o

inverso? O pai embebedou as filhas?

Bem, vamos continuar com meu tio.

Descemos próximos da nossa casa e fomos buscar o

material necessário para a estada no sitio dos amigos do meu

pai.

20

Não será necessário dizer que minha cabecinha estava a

toda. Cheia de expectativas. Provavelmente a dele também.

Entramos e fui correndo para o banheiro. Quase que

automaticamente tirei minha calcinha que estava duplamente

molhadinha e fiz xixi. Enquanto estava sentada cheirei

novamente e, não resistindo, tornei a chupá-la, pois tinha mais

líquido ainda. Era muito bom. Coloquei a calcinha no cesto de

lavar roupas. Ficara sem nada. Ao sair do banheiro meu tio já

estava juntando roupas para minha tia e para ele. Para os meus

pais só uma muda seria suficiente. Só ficariam mais um dia

para comemorar e brindar o início dos festejos.

Meio quieto ele me perguntou se queria ajuda para

escolher as minhas roupas. Concordei e disse que queria trocar

a que estava usando.

- Posso acompanhá-la?

- Pode sim tio.

Fui para o meu quarto enquanto ele terminava e

comecei a separar algumas roupas. Escolhi a que queria usar

naquela hora e comecei a tirar a que usava. Quando estava

levantando o vestido pela cabeça meu tio entrou. Sem calcinha,

meu corpo ficou a mostra.

Num movimento rápido baixei o vestido. Ele se sentou

na minha cama e ficou me olhando. Eu o olhei com certo ar de

reprovação.

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- Pode se trocar a vontade enquanto eu te ajudo a

guardas as roupas que você escolheu!

- Tá bom tio.

Voltei a tirar a roupa e fiquei nuazinha perto dele.

Ele foi juntando as roupas e se aproximando de mim.

Fiquei quietinha e continuei a me preparar para por a calcinha.

Foi quando ele se chegou mais perto e disse que eu tinha um

corpo muito bonito e tinha deixado ele com muita vontade de

mim.

Fiquei assustada. Minha cabecinha voou numa fração

de segundos para o espiômetro. Num único relance vi meus

tios trocarem carícias. Ele nu. Ela nua. Vi seu membro duro

sendo acariciado por ela. Vi ele beijando o corpo da minha tia.

Aquilo tudo me revirava por dentro. O que iria acontecer,

pensava eu.

Ele começou a me ajudar na troca das roupas. Com isso

ele foi passando a mão pelo meu corpo e acabei não resistindo

e me cheguei. Foi a deixa. Ele sussurrou para que eu me

deitasse. Fiquei ali, solta na cama. Ele se ajoelhou e começou a

passar a boca. Começou pela barriga. Ah que cócegas. Senti

que os pequenos bicos dos meus seios pareciam ficar durinhos.

Ele pôs a boca neles. Senti uma comichão e meu coração

disparou.

22

Minha mente trouxe, novamente, as “coisas” que ele e

Neuza faziam. Continuava assustada. Mas deixei que ele

continuasse. E continuou. Virou-me de bruços e beijou minhas

costas, minhas nádegas e minhas coxas. Sussurrava o quando

eu era gostosa e macia. Senti sua língua correndo para lá e para

cá.

De repente ele parou. Continuei de bruços e quieta. Ele

se levantou e começou a se mexer. O que estaria fazendo? Não

quis olhar. Não sabia o que fazer. Deixei que tudo acontecesse

como ele queria. Afinal, ele sabia o que estava fazendo.

Foi ai que ele pediu para que eu me virasse. Virei-me e

vi. Ele estava nu. Fiquei com medo. Pela primeira vez via

aquele “negócio” duro tão de perto. Já vira muitas vezes pelo

buraquinho do meu quarto. Assim como já tinha visto minha

tia muitas vezes. Parei. Meus olhos o olharam inteirinho. O

que iria fazer?

Ele me acalmou, pegou uma das minhas mãos e fechou-

a em volta “dele” . Começou a mexer para frente e para traz.

Eu queria ver e não queria ver ao mesmo tempo. Ele dirigia

minha mão. Colocou em baixo e me fez acariciar seu “saco”.

Deixei e gostei.

Foi quando ele se ajoelhou novamente, abriu minhas

coxas e começou a brincar com a minha “coisa”. Que gostoso.

Ele fazia devagar enquanto sussurrava olhando para mim

dizendo o quanto eu era bonita e a minha “coisinha” também

era. Não demorou em começar a beijá-la. Colocou a língua e

23

começou lambe-la. Aquilo me deixou completamente confusa.

Um pouco de temor tomou conta de mim. Meu corpo começou

a vibrar e eu comecei a sentir coisas estranhas e gostosas.

Deixei e deixei e deixei. Estava muito gostoso. Depois

de algum tempo ele parou. Deitou-se do meu lado e colocou

minha mão no seu membro. Com sua ajuda ele começou a

fazer um vai e vem. No começo até que fiquei com medo de

pegar, mas peguei. No fundo estava louca para fazer o que

Neuza fazia pra ele.

Naquele vai e vem aprendi logo o que devia fazer. E

fiz. Não precisava mais da mão dele. Continuei e percebi que

ele começou a gemer. Seu pênis parecia ter ficado mais duro.

Ele começou a passar a mão na minha vagina e, em seguida,

com um frenesi imenso, soltou um líquido branco e quente

pelas minhas mãos. Tirei-a rápido. Não sabia o que era. Ele

pegou minha mão novamente e fez com que eu acariciasse seu

membro. Acariciei. Estava liso, lambuzado e macio. Começou

a ficar mole.

Ele me abraçou beijando-me no rosto e se levantou.

Estava tudo calmo. Fiquei paradinha e peladinha na cama. Ele

me olhou, deu mais um beijo na minha vagina toda molhada e

disse que ia para o banheiro. Fui também. Tomamos banho

juntos. Ele me enxugou. Eu deixei enquanto olhava para o seu

“coiso”. Achei lindo. Ele gostou. Eu gostei.

Trocamo-nos e partimos.

24

Além de não querer descrever os lugares dos

acontecimentos como se fosse para um trabalho escolar,

também não desejo me aprofundar sobre as personagens

indiretamente envolvidas nesse relato. Poucos nomes,

profissões, onde moram meus tios e o que fazem não são