Tratado descritivo do Brasil em 1587 por Gabriel Soares de Sousa - Versão HTML

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GABRIEL SOARES DE SOUSA

Tratado Descritivo do Brasil

em 1587

S U M Á R I O

Apresentação

Gabriel Soares de Sousa e o Tratado descritivo

do Brasil

Ao Instituto Histórico do Brasil ....................................... 11

Aditamento ........................................................................ 15

Tratado descritivo do Brasil em 1587 ............................... 25

Índice da obra e dos comentários de Gabriel

Soares, arranjado pelo comentador ........................ 27

Primeira Parte — Roteiro geral com largas infor

mações de toda a costa do Brasil ................................ 39

Segunda Parte — Memorial e declaração das grandezas da

Bahia de Todos os Santos, de sua fertilidade e das notáveis

partes que tem 127

Breves comentários à precedente obra de Gabriel

Soares: Introdução ........................................................... 353

Comentários ...................................................................... 355

Ao

Instituto Histórico do Brasil

Senhores:

Sabeis como a presente obra de Gabriel Soares, talvez a mais

admirável de quantas em português produziu o século quinhentista,

prestou valiosos auxílios aos escritos do padre Casal e dos

contemporâneos Southey, Martius e Denis, que dela fazem menção com

elogios não equívocos.

Sabeis também como as Reflexões Criticas que sobre essa obra

escrevi foram as primícias que ofereci às letras, por intermédio da

Academia das Ciências de Lisboa que se dignou, ao acolhê-las no corpo

de suas memórias, contar-me nos do seu grê-mio. Sabeis como aquela

obra corria espúria pseudónima e corrompida no título e na data, quando

as Reflexões Críticas lhe restituíram genuinidade de doutrina e

legitimidade de autor e de título, e lhe fixaram a verdadeira idade.

Sabereis, finalmente, como nada tenho poupado para restaurar a obra,

que por si constitui um monumento levantado pelo colono Gabriel

Soares à civilização, colonização, letras e ciências do Brasil em 1587.

Essa restauração dei-a por enquanto por acabada; e desde que o Sr.

Ferdinand Denis a inculcou ao público europeu, com expressões tão

lisonjeiras para um de vossos consócios, creio que devemos

corresponder a elas provando nossos bons desejos, embora a realidade

do trabalho não vá talvez corresponder à expectiva do ilustre escritor

francês quando disse: "Ce beau livre (...) a été l'object d'une (...)

(permiti-me, Senhores, calar o epíteto com que me quis favorecer) ( ...)

dissertation de M. Adolfo de Varnhagen. Le (...) écrivain que nous

venons de nommer a soumis les divers manuscrits de Gabriel Soares à un

sérieux examen il a vu même celui de Paris, et il est le seul qui puisse

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Gabriel Soares de Sousa

donner aujourd'hui une édition correcte de cet admirable traité, si

précieux pour l'empire du Brésil."

Sem me desvanecer com as expressões lisonjeiras que acabo de

transcrever do benévolo e elegante escritor, não deixo de me reconhecer

um tanto habilitado a fazer-vos a proposta que hoje vos faço de

imprimirdes o códice que vos ofereço.

Não há dúvida, Senhores, que foi o desejo de ver o exemplar da

Biblioteca de Paris o que mais me levou a essa capital do mundo

literário em 1847. Não há dúvida que, além deste códice, tive eu ocasião

de examinar uns vinte mais. Vi três na Biblioteca Eborense, mais três na

Portuense e outros na das Necessidades em Lisboa. Vi mais dois

exemplares existentes em Madri; outro mais que pertenceu ao convento

da congregação das Missões e três da Academia de Lisboa, um dos

quais serviu para o prelo, outro se guarda no seu arquivo, e o terceiro na

livraria conventual de Jesus. Igualmente vi três cópias de menos valor

que há no Rio de Janeiro (uma das quais chegou a estar licenciada para a

impressão); a avulsa da coleção de Pinheiro na Torre do Tombo, e uma

que em Neuwied me mostrou o velho príncipe Maximiliano, a quem na

Bahia fora dada de presente. Em Inglaterra deve seguramente existir,

pelo menos, o códice que possuiu Southey; mas foram inúteis as buscas

que aí fiz após ele, e no Museu Britânico nem sequer encontrei notícia

de algum exemplar.

Nenhum daqueles códices, porém, é — a meu ver — o original; e

baldados foram todos meus esforços para descobrir este, seguindo as

indicações de Nicolau Antônio, de Barbosa, de Leon Pinelo e de seu

adicionador Barcia. Na Biblioteca de Cristóvão de Moura, hoje existente

em Valência e pertencente ao Príncipe Pio, posso assegurar-vos que não

existe ele, pois que, graças à bondosa amizade deste cavalheiro, me foi

permitido desenganar-me por meu próprio exame. A livraria do conde

de Vila-Umbrosa guarda-se incomunicável na ilha de Malhorca, e não

há probabilidade de que quando nela se ache ainda o códice que

menciona Barcia, possa ele ser o original. A do conde de Vimieiro foi

consumida pelas chamas, as quais pode muito bem ser que devorassem

os cadernos originais do punho do nosso colono.

Graças, porém, às muitas cópias que nos restam — a uma das de

Evora, sobretudo — creio poder dar no exemplar que vos ofereço o

monumento de Gabriel Soares tão correto quanto se poderia esperar sem

o original, enquanto o trabalho de outros e a discussão não o

aperfeiçoem ainda mais, como terá de suceder.

Acerca do autor talvez que o tempo fará descobrir na Bahia mais

notícias. Era filho de Portugal, passou à Bahia em 1570, fez-

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Tratado descritivo do Brasil em 1587

se senhor-de-engenho e proprietário de roças e fazendas em um sítio

entre o Jaguaribe e o Jequiriçá. Voltando à península, diri-giu-se a

Madri, onde estava no 1.° de março de 1587, em que ofertou seu livro a

Cristóvão de Moura, por meio da seguinte carta:

"Obrigado de minha curiosidade, fiz, por espaço de 17 anos que

residi no Estado do Brasil, muitas lembranças por escrito do que me

pareceu digno de notar, as quais tirei a limpo nesta corte em este

caderno, enquanto a dilação de meus requerimentos me deu para isso

lugar; ao que me dispus entendendo convir ao serviço de El-Rei Nosso

Senhor, e compadecendo-me da pouca notícia que nestes reinos se tem

das grandezas e estranhezas desta província, no que anteparei algumas

vezes, movido do conhecimento de mim mesmo, e entendendo que as

obras que se escrevem têm mais valor que o da reputação dos autores

delas."Como minha tenção não foi escrever história que deleitasse com

estilo e boa linguagem, não espero tirar louvor desta escritura e breve

relação (em que se contém o que pude alcançar da cosmografia e

descrição deste Estado), que a V. S. ofereço; e me fará mercê aceitá-la,

como está merecendo a vontade com que a ofereço; passando pelos

desconcertos dela, pois a confiança disso me fez suave o trabalho e

tempo que em a escrever gastei; de cuja substância se podem fazer

muitas lembranças à S. M. para que folgue de as ter deste seu Estado, a

que V. S. faça dar a valia que lhe é devida; para que os moradores dele

roguem a Nosso Senhor guarde a mui ilustre pessoa de V. S. e lhe acres-

cente a vida por muitos anos. Em Madri o 1.° de março de 1587, Gabriel

Soares de Sousa."

Para melhor inteligência das doutrinas do livro acompanho esta

cópia dos comentos que vão no fim. Preferi este sistema ao das notas

marginais inferiores, que talvez seriam para o leitor de mais

comodidade, porque não quis interromper com a minha mesquinha

prosa essas páginas venerandas de um escritor quinhentista. Abstive-me

também da tarefa, aliás enfadonha, para o leitor, de acompanhar o texto

com variantes que tenho por não-legítimas.

Esta obra, doze anos depois, já existia em Portugal ou por cópia ou

em original; e em 1599 a cita e copia Pedro de Mariz na segunda edição

de seus Diálogos. Mais tarde, copiou dela Fr. Vicente de Salvador, e,

por conseguinte, o seu confrade Fr. Antônio Jaboatão. Simão de

Vasconcelos aproveitou do capítulo 40 da l.a parte as suas Notícias 51 a

55, e do capítulo 70 a Notícia 66.

Assim, se vós o resolverdes, vai finalmente correr mundo, de um

modo condigno, a obra de um escritor de nota. Apesar dos

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Gabriel Soares de Sousa

grandes dotes do autor, que o escrito descobre, apesar de ser a obra tida

em conta, como justificam as muitas cópias que dela se tiraram, mais de

dois séculos correram sem que houvesse quem se decidisse a imprimi-la

na íntegra. As mesmas cópias por desgraça foram tão mal tiradas, que

disso proveio que o nome do autor ficasse esgarrado, o título se trocasse

e até na data se cometessem enganos!

Pesa-nos ver nos tristes azares deste livro mais um desgraçado

exemplo das injustiças ou antes das infelicidades humanas. Se esta obra

se houvesse impresso pouco depois de escrita, estaria hoje tão popular o

nome de Soares como o de Barros. O nosso autor é singelo, quase

primitivo no estilo, mas era grande observador, e, ao ler o seu livro, vos

custa a descobrir se ele, com estudos regulares, seria melhor geógrafo

que historiador, melhor botânico que corógrafo, melhor etnógrafo que

zoólogo.

Em 1825 realizou a tarefa da primeira edição completa a Academia

de Lisboa; mas o códice de que teve de valer-se foi infelizmente pouco

fiel, e o revisor não entendido na nomenclatura das coisas da nossa terra.

Ainda assim muito devemos a essa primeira edição; ela deu

publicamente importância ao trabalho de Soares, e sem ela não teríamos

tido ocasião de fazer sobre a obra os estudos que hoje nos fornecem a

edição que proponho a qual, mais que a mim, a deveis à corporação

vossa co-irmã, a Academia Real das Ciências de Lisboa.

F. A. DE VARNHAGEN

Madri, 1.° de março de 1851.

Tratado Descritivo do

Brasil em 1587

Í N D I C E

da obra e dos comentários de GABRIEL

SOARES arranjado pelo comentador

P R I M E I R A P A R T E ROTEIRO

GERAL DA COSTA BRASÍLICA

pág.

COM.

PÁG.

DO COM.

Proêmio .........................................................................................................

39

CAPÍTULOS:

1. Primeiros descobridores da província do Brasil e como está

arrumada ............................................................................................

41

1

355

2. Repartição que fizeram os reis católicos com el-rei D.

João III de Portugal ......................................................................

42

2

355

S. Donde começa a correr a costa do Brasil ..............................

43

3

355

4.Do rio Amazonas .............................................................................. 44

4

355

5.Costa do Amazonas até o Maranhão ................................................ 45

5

356

6.Do Maranhão até o rio Grande ............................................................... 46

6

356

7.Do rio Grande até o Maranhão ............................................................. 47

7

356

8.Do Jagoarive até o cabo de S. Roque ................................................. 49

8

356

9.Do cabo de São Roque até o porto dos Búzios .................................. 49

9

356

10. Do porto dos Búzios até a baía da Traição, e como João

de Barros mandou povoar a sua capitania ............................................

51

10

356

11.Da baía da Traição até Paraíba ...................................................... 52

11

356

12.Como se tornou a cometer a povoação da Paraíba ....

53

12

356

13.Vida e costumes do gentio potiguar ..................................................... 54

13

356

14.Do rio da Paraíba até Itamaracá, quem foi o primeiro

capitão ................................................................................................

55

14

356

15.Do rio de Igaruçu até Pernambuco ........................................................ 56

15

357

16.Da vila de Olinda e da grandeza de seu termo, e quem

foi o primeiro povoador dela ............................................................

57

16

357

17.Do porto de Olinda até o cabo de Santo Agostinho ________________

59

17

357

18.Do cabo e rio de Ipojuca até o rio de São Francisco ..

59

18

357

19.Quem são os caetés .......................................................................... 61

19

357

20.Da grandeza do rio de São Francisco ............................................ 63

20

357

21.Do rio de São Francisco até o de Sergipe .............................................. 65

21 -

357

index-9_1.png

PÁ.G.

COM.

PÁG.

DO COM.

22.Do rio Sergipe até o rio Real ...................................................

67

22

357

23.Do rio Real e de seus merecimentos .........................................

67

23

358

24.Do rio Real até o rio de Itapicuru .........................................

69

24

358

25.Do Itapicuru até Tatuapara .....................................................

70

25

358

26.De Tatuapara até o rio de Joanne ..............................................

71

26

358

27.Do rio de Joanne até a Bahia ....................................................

72

27

358

28.Como Francisco Pereira Coutinho foi povoar a Bahia e

os trabalhos que nisso teve ...................................................

73

28

358

29.Da ponta do Padrão até o rio Camamu .................................... 75

29

358

30.Do rio de Camamu até os Ilhéus ................................................ 76

30

358

31.Como se começou a povoar a capitania dos Ilhéus ....

77

31

358

32.Quem são os aimorés................................................................. 78

32

358

33.Do rio dos Ilhéus até o rio Grande............................................... 80

33

358

34.Do rio Grande até o de Santa Cruz ................................ 82

34

?59

35.Do rio de Santa Cruz até o de Porto Seguro ........................ 83

35

359

36.Quem povoou a capitania de Pôrto Seguro ............................... 34

36

359

37.De Porto Seguro até o rio das Caravelas ................................... 85

37

359

38.Do rio das Caravelas até Cricaré ............................................... 86

38

359

39.Quem são os tupiniquins ............................................................ 87

39

359

40.Do Cricaré até o rio Doce .................................................. 88

40

359

41.Do rio Doce até o do Espírito Santo .................................. 90

41

360

42.Capitania do Espirito Santo a Vasco Fernandes Coutinho,

que a foi povoar em pessoa ................................................. 91

42

360

43.Do Espírito Santo até o cabo de São Tomé ........................... 93

43

360

44.Como Pedro de Góis foi povoar a sua capitania de Paraíba

ou de São Tomé .................................................................. 94

44

360

'45. Quem são os goitacases ...................................................... 95

45

360

46.Quem são os papanases........................................................... 96

46

360

47.Do cabo de São Tomé até o cabo Frio ........................................ 97

47

360

48.Reconcavos do cabo Frio ....................................................... 98

48

360

49.Do cabo Frio até o Rio de Janeiro ............................................ 99

49

361

50.Entrada do Rio de Janeiro e as ilhas que tem defronte

100

50

361

51.Baia do Rio de Janeiro da ponta do Pão de Açúcar para

dentro ...................................................................................... 100

51

361

52.Dita da ponta da cidade para dentro .......................................... 102

52

361

53.Governador Mem de Sá no Rio de Janeiro ................................ 104

53

361

54.Povoação desta cidade ............................................................... 105

54

361

55.Como foi governador do Rio de Janeiro Antônio Salema

106

55

361

56.Conclui-se com o Rio de Janeiro com a tornada de Salvador Correia

107

56......................................................................................361

57.Costa do Rio de Janeiro até São Vicente ................................. 108

57

361

58.Quem é o gentio tamoio ........................................................ 109

58

361

59.Barra e povoações da capitania de São Vicente ........................ 100

59

362

60.De quem é a capitania de São Vicente ...................................... 111

60

362

61.Capitania de Santo Amaro .................................................... 113

61

362

62.Fertilidade da terra de São Vicente .......................................... 114

62

362

63.Quem são os guaianases ?......................................................... 115

63

362

64.Costa do rio de Santo Amaro até a Cananéia ........................... 116

64

362

65.De Cananéia até o rio de São Francisco ................................... 116

65

362

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Í n d i c e

PÁG.

COM.

PÁG.

DO COM.

66. Do rio de São Francisco até o de Itapucuru .....................................

117

66

362

67. De Itapucuru até o rio dos Patos ........................................................ 118

67

362

68. Costumes dos carijós .......................................................................... 119

68

362

69. Costa do rio dos Patos até o da Alagoa ............................................... 119

69

362

70. Do porto da Alagoa até o rio de Martim Afonso ............................ 120

70

362

71. Do rio de Martim Afonso até o porto de São Pedro ...

121

71

363

72.Como corre a costa do rio de São Pedro até o cabo de

Santa Maria ......................................................................,...............

122

72

S63

73. Do cabo de Santa Maria até ao rio da Prata .................................

123

73

363

74. Ponta do rio da Prata, da banda do sul, até além da

baia de São Matias .......................................................................

124

74

363

S E G U N D A P A R T E

MEMORIAL E DECLARAÇÃO DAS GRANDEZAS

DA BAHIA

TÍTULO I — História da colonização da Bahia

1 Armada de Tomé de Sousa ......................................................... 127

75 363

2. Quem foi Tomé de Sousa ..................................................................

128

76 363

S. Edificação da cidade do Salvador ..................................................

129

77 363

4. Nova armada em favor da colonização ........................................... 130

78 363

5. Governo de Duarte da Costa .......................................................... 131

79 363

TÍTULO 2 — Descrição topográfica da Bahia

6. Clima da Bahia: curso dos ventos na costa e das águas

nas monções ....................................................................................... 132

80 363

7. Cidade do Salvador .............................................................................. 133

81 363

8. Sítio da cidade ..................................................................................... 135

82 363

9. Como corre esta da Sé por diante ...................................................... 136

83 364

10. Como se segue por este rumo até o cabo ....................................... 137

84 364

11.Como corre a mesma da banda da praça para a banda

do sul...................................................................................................... 137

85 364

12. Outras partes que a cidade tem para se notar ............................... 138

86 364

13.Como se tratam os moradores do Salvador e algumas

qualidades suas ................................................................................. 139

87 364

14. Como se pode defender a Bahia com mais facilidade ..

140

88 364

TÍTULO 3 — Da enseada da Bahia, suas ilhas,

recôncavos, ribeiros e engenhos

15. Grandes qualidades que tem a Bahia ................................................. 141

89 364

16. Barras que tem e como está arrumada a ilha de Itaparica

142

90 365

17. Como se navega para entrar na baia .................................................. 143

91 365

18. Tamanho do mar da bafa e de algumas ilhas .................................... 144

92 365

19. Terra da Bahia, da cidade até a ponta de Tapagipe, e

suas ilhas ............................................................................................. 145

93 365

index-11_1.png

PÁG.

COM.

PÁG.

DO COM

20.Engenhos de açúcar de Pirajá ....................................................... 146

94

365

21.Fazendas que há da barra de Pirajá até o rio de Matoim

147

95

365

22.Tamanho do rio de Matoim e engenhos que tem ................................ 148

96

365

23.Feição da terra da boca de Matoim até o esteiro de Ma-

taripe e mais engenhos ...................................................................... 149

97

365

24. Da terra da boca do esteiro do Mataripe até a ponta

de Marapé e dos engenhos que em si tem ........................................ 151

98

365

25.Rio de Seregipe e terra dele à boca do Paraguaçu _________________ 152

99

366

26.Grandeza do rio Paraguaçu e seus engenhos .................................... 154

100

366

27.Terra do rio de Paraguaçu tocante à capitania de

D. Álvaro.............................................................................................. 155

101

366

28. Como corre a terra do rio de Paraguaçu ao longo do

mar da Bahia até a bôca do Jaguaripe e por este rio

acima .................................................................................................. 156

102

366

29.Tamanho e formosura do rio Irajuí e seus recôncavos ..

158

103

366

30.Da boca da barra de Jaguaripe até Juquirijape e daí

até o rio Una .................................................................................... 159

104

366

31. Do rio Una até Tinharé e da ilha de Taparica, com

outras ilhas ............................................................................................ 160

105

366

32.Quantas igrejas, engenhos e embarcações tem a Bahia

162

106

366

33.Fertilidade da Bahia e como se nela dá o gado ...................................... 163

107

366

TÍTULO 4 — Da agricultura da Bahia

34.Algumas árvores da Espanha e como se criam ................................. 165

108

366

35.Doutros frutos estranhos .................................................................... 168

109

366

36.Das sementes de Espanha que se d5o na Bahia ............................ 169

110

367

37.Da mandioca ........................................................................................... 172

111

367

38.Das raízes da mandioca e do para que servem .................................. 174

112

367

39.Qu3o terrível é a água da mandioca ............................................ 175

113

367

40.Da farinha que se faz da mandioca ................................................... 176

114

367

41.Do muito para que prestam as raízes da carimã ______________ 177

115

367

42.Da farinha-de-guerra e como se faz da carimã .................................. 178

116

368

43.Dos aipins ........................................................................................... 179

117

368

44.Alguns mantimentos de raízes que se criam debaixo da

terra .................................................................................................... 180

118

368

45.Do milho ................................................................................................ 182

119

368

46.Legumes ............................................................................................. 183

120

368

47.Dos amendoins (mandobis) ................................................................ 184

121

368

48.Quantas castas de pimenta há ............................................................... 185

122

368

49.Dos cajus e cajuís .................................................................................. 186

123

369

50.Das pacobeiras e bananeiras .............................................................. 188

124

370

51.Dos mamões e jaracatiás ..................................................................... 189

125

370

TÍTULO 5 — Das árvores e plantas indígenas que dão

fruto que se come

52.De algumas árvores que dão frutos ...................................................... 190

126

370

53.Da árvore dos umbus ............................................................................. 192

127

370

54.De algumas árvores de frutos afastadas do mar: sapucaia,

piquiá, macugê, jenipapo, etc. ,............................................................. 192

128

S70

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Í n d i c e

PÁG. COM.

PÁG.

DO COM.

55. Em que se contêm muitas castas de palmeiras, que dão

fruto ................................................................................................... 197 129

370

56.Ervas que dão fruto ........................................................................... 199 130

870

57.Dos ananases ......................................................................................... 200 131

371

TÍTULO 6 — Das árvores medicinais

58. Das árvores de virtude ..................................................................

202

132

371

59. Da embaíba e caraobuçu e caraobamirim .......................................

203

133

371

60. Da árvore da almécega e de outras árvores de virtude

204

134

371

TÍTULO 7 — Das ervas medicinais

61. Das ervas de virtude: tabaco, etc..................................................

206

135

371

62. Como se cria o algodão e de sua virtude e de outros arbustos

207

136..................................................................................................371

63. Virtudes de outras ervas menores ....................................................

209

137

372

TÍTULO 8 — Das árvores reais e paus de lei

64. Do vinhático e cedro ...........................................................................

211

138

372

65. Do pequi e de outras madeiras reais ................................................

212

139

372

66- Em que se acaba a informação das árvores reais .......................

213

140

372

TÍTULO 9 — Das árvores meãs com diferentes propriedades, dos cipós

e folhas úteis

67. Da camaçari e guanandi .............................................................

215

141

373

68. Das árvores que dão a embira .................................................

216

142

373

69. De algumas árvores muito duras ....................................................

217

143

373

70. Arvores que se dão ao longo do mar .....................................

218

144

373

71. De algumas árvores moles .................................................................

219

145

373

72. Algumas árvores de cheiro ...............................................................

220

146

373

73. Arvores de que se fazem remos e hastes de lanças ....

221

147

374

74. Algumas árvores que têm ruim cheiro ...........................................

222

148

374

75. Arvores que dão frutos silvestres, que se não comem ..

223

149

374

76. Dos cipós e para o que servem ............................................................

224

150

374

77. Folhas proveitosas que se criam no mato .........................................

225

151

374

TÍTULO 10 — Das aves

78. Da águia, emas, etc..........................................................................

226

152

374

79. Do macucaguá, mutum, galinha-do-mato, etc..................................

227

153

374

80. Dos canindés, araras e tucanos ......................................................

228

154

374

81. Das aves que se criam nos rios e lagoas de água doce

229

155

374

82. Das aves que se parecem com perdizes, rolas e pombas

230

156

375

83. Diversidade de papagaios que há , , , , , , , ,.....................,.................

231

157

375

index-13_1.png

PÁG.

COM.

PÁG .

DO COM

84. Algumas aves da água salgada ............................................. 232

158

375

85. Aves de rapina ........................................................................ 233

159

375

86. Algumas aves noturnas ........................................................... 234

160

375

87. Alguns pássaros de diversas cores e costumes .................... 235

161

375

88. De alguns passarinhos que cantam ....................................... 237

162

376

89. De outros pássaros diversos ..................................................... 237

163

376

TÍTULO 11 — Da entomologia brasílica

90. Alguns insetos com asas ........................................................ 239

164

376

91. Das abelhas .............................................................................. 240

165

376

92. Das vespas e moscas ................................................................ 241

166

376

93. Dos mosquitos, grilos, besouros e broca ............................. 242

167

376

TÍTULO 12 — Dos mamíferos terrestres e anfíbios

94. Das antas ................................................................................... 243

168

376

95. Do Jaguaretê ............................................................................ 244

169

S77

96. Tigres e alimárias daninhas ...................................................... 245

170

377

97. Dos veados ............................................................................... 246

171

377

98. Alimárias que se mantêm de rapina .................................. 247

172

377

99. Estranheza do jaguarecaca ...................................................... 248

173

377

100. Dos porcos-do-mato ................................................................ 249

174

377

101. Dos porcos e outros bichos que se criam na água doce

250

175

377

102. Dos tatus ................................................................................. 251

176

377

103. Das pacas e cutias .................................................................. 252

177

377

104. Dos bugios .............................................................................. 253

178

377

105. Diversidade dos ratos que se comem....................................... 254

179

377

106. Dos cágados ............................................................................. 255

180

378

107. Do bicho que se chama preguiça ......................................... 256

181

378

108. De outros animais diversos ................................................ 257

182

378

TÍTULO 13 — Da herpetogratia e dos batráquios e vários outros

109. Da cobra jibóia ......................................................................... 258

183