Um grão de areia por Breno Ricardo - Versão HTML

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Breno H. S. Ricardo

UM GRÃO DE AREIA

1ª edição

Belo Horizonte

Breno Henrique da Silva Ricardo

2012

ad majorem Dei gloriam

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Sumário

A pasta e o poeta II.......................................................................................................888888888888888

PARTE |Um Sorriso|

Abertura (Sorriso)...............................................................................................1111111100000000

Amores................................................................................................................ 1111111111111111

Jéssica, amiga AMIGA Poesia à grã inspiração......................................................1111111122222222

Giuliana, amada dama........................................................................................1111111133333333

Poem for the Paula, with love!............................................................................1111111144444444

Amizade...............................................................................................................111111115555555

5

...Aos amigos AMIGOS......................................................................................1111111166666666

Igreja de igrejinhas…..........................................................................................1111111177777777

O meu sol............................................................................................................1111111188888888

Por que tu existes, Atlântico?..............................................................................1111111199999999

Eu sou o Atlântico que diz:................................................................................2222222200000000

Gatinha do ônibus...............................................................................................2222222211111111

A perda do que não se teve................................................................................2222222222222222

Meu amor imaginário.........................................................................................2222222233333333

Nostálgica nostalgia II.......................................................................................2222222244444444

PARTE Mudar o mundo!

Abertura (Sem título).........................................................................................2222222266666666

Grãos..................................................................................................................2222222277777777

Lembrete: Ao grão de areia mais importante do mundo! ............................................ 2222222299999999

Desabafo.............................................................................................................333333330000000

Ele........................................................................................................................333333331111111

1

Mudar o mundo..................................................................................................3333333322222222

Repúdio à ociosidade.........................................................................................3333333333333333

A arte de exigir!..................................................................................................3333333344444444

NEO....................................................................................................................333333335555555

Tristeza pelo fim da beleza.................................................................................3333333366666666

Eu, soldado numa guerra Relato de um infante torturador........................................3333333377777777

E agora silêncio, E agora paz Desabafo de um infante..............................................33333338888888 .

Idealismo............................................................................................................3333333399999999

Suicídio...............................................................................................................4444444411111111

Negação ao suicídio...........................................................................................4444444422222222

Diário da Morte..................................................................................................4444444433333333

Choro do cidadão...............................................................................................4444444444444444

Pegadas do Triste Cidadão.....................................................................................4444444466666666

Fechamento (Sem título) Ass.: O Triste Cidadão...................................................4444444477777777

PARTE terceira

Prodigalidade......................................................................................................4444444499999999

Eme ponto. M de medo, M de vergonha... ................................................................5555555500000000

As ficções: tristezas e tribulações Pois após o termo há o começo.......................... 5555555522222222

A morte...............................................................................................................5555555533333333

Prov. ação. Tent O pedregulho no caminho, o tijolo do meu castelo, o ensinamento da minha vitória, Glória! ..................................................................................................................5555555544444444

VIVER...............................................................................................................5555555566666666

Divisor de águas..................................................................................................555555577777777

Paradoxo....................................................................................................................5 5555555588888888

Sem título............................................................................................................5555555599999999

A.M.D.G......................................................................................................................666666660000000

0

Vitória!................................................................................................................6666666611111111

Desabafo II.........................................................................................................6666666622222222

A pasta e o poeta II

O sonho,

O virtual,

Hoje pousado à escrivaninha

É mais que real.

Enquanto escrevo,

Vejo a realidade física

E palpável

Que durante tempos

Esteve encarcerada

Na tela de um computador.

Falo do meu primeiro livro.

O milésimo que planejei

O terceiro que grafei

O primeiro que deixou

A irrealidade do sonho.

Conseguiu se completar

E com grande travessia

O objetivo um alcançar.

Assim como há números após o um

Há objetivos após a primeira impressão.

Sei que ajudado serei

E a vitória que Deus me dará

Dedicada já está: ao meu Rei.

De acordo com a sua vontade

Até aqui cheguei.

De acordo com a mesma

Meu caminho

(Que é feito de sonhos)

Seguirei

Sempre em frente, em frente

Seguirei.

8

PARTE

|Um Sorriso|

Sorriso =)

Se posso com minhas

singelas e repetidas palavras,

fazer-te

sorrir,

certamente

as escreverei a ti.

O pagamento

que terei

será deliciar

o meu olhar

sobre teus lindos alvos dentes.

Isso para mim já são presentes!

10

Amores.

Queria que meu travesseiro

Fosse seu peito nu

No qual me deitaria

E você me acariciaria.

Em longos minutos mudos,

Assim ficaríamos

Até que falássemos de amor

No deleite de nossos beijos.

E nos desnudaríamos

Um ao outro com volúpia.

Nos daríamos a Eros

E transcenderíamos em nossos sonhos.

Tocaríamos o céu.

Depois iríamos chorar o fim,

Desejar o impossível,

Nos separar

E o presente iria em passado transformar

Até que viesse o louco anseio

E eu não suportasse me segurar.

Soltar-me-ia.

De novo e de novo.

Até o desconhecido dia

Em que finda-se o outrora infinito.

Eu não lhe amo como amava.

Eu lhe amo mais.

Com o amor AMOR

Que reservo aos meus amigos.

Sorria amor, pois é tempo de alegria,

Noss'alma está com Cristo.

Eternamente!

11

Jéssica, amiga AMIGA

Poesia à grã inspiração

Vieste tu, em meio a legião,

envolta nas asas dos anjos

celestes, até o meu lado.

Estávamos distantes. A

confiança aproximou-nos.

Tua compaixão, obrigado.

Teus sorrisos, muchas gracias.

Amo-te especialmente.

Confio-te grandiosamente.

Meus anseios e segredos, os

detalhes vergonhosos de uma

vida de vergonhas,

compartilho contigo, as chaves

desses.

Quão formosa és, desde teu

coração, até teu corpo.

Extraordinário, como

sobrepõem-se tuas qualidades

aos teus defeitos.

Jéssica, amiga AMIGA. Parte

da minha seleta e amada

tertúlia. Quero agradecer-te e

agradar-te com esta poesia que

carinhosamente escrevo-te a ti

para juntos rirmos. Tu, da

alegria de ser profunda

inspiração. Eu, das delícias de

partilhar daquela, contigo.

Amo-te hoje e amar-te-ei

enquanto banhar-nos com seu

brilho, o sol. Enquanto

resplandecer dos céus sobre a

humanidade, a Luz do mundo.

12

Giuliana, amada dama!

És cândida mulher.

Não somente criada

Mas por Deus esculpida.

Idilicamente, deu-te vida.

E tu nos presenteia

Com tua presença,

Com teu riso,

Com teu carinho

E idilismo.

Giuliana, amada dama.

Amada formosa,

Amiga graciosa.

Possuis inteligência admirável

Digna de aplauso!

De teus finos lábios rosados,

Fluem como águas numa nascente

Termos e sorrisos

Que a mim contagiam,

Provocam risos.

Alegria é contigo estar

Na penitenciária do aprender.

Força e fé

De que entre tristeza,

Júbilo pode haver.

Louvo a Deus

Pelo teu existir,

Pelo teu ser!

13

Poem for the Paula,

with love!

A dona destes belos fios de ouro

Inspira-me a um poema grafar.

Se com ele eu puder alegrá-la

Feliz eu vou estar.

O que dela dizer?

Antes escrever

De seu sorriso encantador?

Elogiar-lhe a beleza

Que é obséquio

Aos olhos de quem vê?

Oh, e sua pele!

Pétalas de margarida

Alva como a neve.

Escarlate como o carmesim,

Quando alguém faz-lhe rir.

Obrigado Deus

Por, perceptivelmente,

Com enorme inspiração

Formá-la e autorizar-me jubilar

Ao com ela conviver diariamente

Naquela odiosa instituição do saber.

A quem dou esse simples poema

Peço perdão pela simplicidade

Mas quero que saiba:

O escrevi com sinceridade

Provinda do fundo do coração!

14

Amizade

DEBAIXO de sete chaves

Guardada está a nossa amizade.

A crescente amizade

Que a distância separa,

Mas não dissipa.

Amizades que demoraram ser construídas.

E também aquelas que em dias,

Em horas, em minutos,

Tornaram difíceis de serem destruídas.

Amigos queridos, amigos amados.

Amigos que por uns outros

Sejam, talvez, odiados.

A memória e o amor

São infinitamente maiores

Que a distância e a dor.

E tão grande na sua pequenez,

São a minha esperança

E a minha fé que me fazem

Crer que Deus

Misericordioso como é,

Não há de permitir

Que a saudade

Consuma meu corpo e a minha alma.

Ele me manterá firme,

De pé, até que no tempo certo

Eu vos visite

Ou até que vós tenhais meios

Para vir me visitar.

E quando esse sonho se realizar

Um abraço apertado quero vos dar.

Quero vos beijar e assim

Expressar em pouco tempo

O que senti por longas décadas

E em mim guardei,

Pois nem as montanhas,

Nem os mares que nos separavam

Eu atravessei!

Que sejam breves as minhas décadas de espera,

pois quero logo vos ver queridos amigos: Ana,

Diogo e Adriana!

15

...Aos amigos AMIGOS

Por amor AMOR

À minha tertúlia

Insisto em jogar-lhes

Do evangelho, uma fagulha.

Queria vê-los incendiar

Não no fogo do eterno sofrer

Contudo, no fogo do verdadeiro viver.

Queria vê-los

Louvar e agradecer

A Jesus, o Redentor

A salvação que esse os fez ter.

E pelas estradas da esperança vou.

Crendo que o meu Senhor

Os obsequiará

Com o mesmo perfeito obséquio

Com o qual, há anos, me obsequiou.

16

Igreja de igrejinhas.

Amada minha,

Brilhante estrela sobre palmeiras.

A quem olha entre outras,

Vê mais uma entre muitas.

A quem entra e participa,

Excepcional e inesquecível.

IBANED,

Igreja de igrejinhas.

Família é para mim

E dessa jamais quero desunir.

Aí, Cristo reconheci.

Aí, Ele veio habitar em mim.

Unicamente pela fé.

Louvem, louvem

Ao Senhor Javé!

Em louvor falando:

Quantas oportunidades

Tive e tenho tido

De consigo adorar

Nosso Senhor,

Desde pouco tempo

Em que aí entrei.

É desconhecida de vocês

A grandiosidade da importância

Do caloroso acolhimento

Com o qual fui acolhido.

Nomes queria citar

Mas para injustiças evitar,

Prefiro não fazê-lo.

Quem o fez sabe.

E a você, o meu muito obrigado!

17

O meu sol

A minha alegria volúvel

Vai-se para trás dos montes.

Canso-me de perdê-la

Toda tarde em que se vai o sol.

Você, garota, é o meu sol

Mas me alegra agora

Me entristece mais tarde

Felicita-me na aurora

Afligiu-me outrora.

Rio-me quando lhe vejo.

Como seria eu, feliz,

Se fosse cego?

Queria um amor superior

E permanente

Algo ascendente

Que não fosse todo dia

Nem me fizesse chorar.

Queria um amor bíblico,

Virtuosa perfeição

Como Cantares de Salomão

Que não é louco de paixão

E limitado à visão

Como Dalila e Sansão.

E no aglomerado

Destas pobres rimas

Queria encontrar-lhe.

Porém, vaidosa é

Que nem o sol:

Alvorece, apaga o brilho das outras estrelas,

Encanta-me, inspira-me

E vai desdenhoso, quando quer ir

Deixando-me aqui, egoísta,

A escrever da minha triste solidão.

18

Por que tu existes, Atlântico?

SE algumas dezenas

De quilômetros de montanhas

Faziam-me chorar

Sete Lagoas de lágrimas,

Hoje, milhares de quilômetros de água salgada,

Fazem-me lacrimejar

Inúmeros Lagos, de Portugal.

Choro por querer

Pessoalmente te ver, mas não poder

Não poder...

Mas creio, ainda,

Que tudo mudará.

Há séculos,

O Atlântico era maior do que é hoje.

Eram muito mais olhos

Que choravam a distância.

A distância que era quase

Impossível de ser vencida.

E tudo mudou.

O homem conseguiu diminuir o mundo.

O longe de hoje, é um longe alcançável.

Graças ao presente que Deus nos deu.

Uma inteligência capaz de construir.

Capaz também de destruir as próprias construções,

Mas...

Antes que eu mude de assunto:

É isso. E ponto.

19

Eu sou o Atlântico que diz:

“TEU Deus criou-me,

E me fez de forma que eu separasse

A América da Europa.

Muito de mim

São lágrimas europeias.

Muito de mim

São lágrimas americanas.

Sou um verdadeiro oceano de tristezas.

Perdoe-me, mas eu não tenho culpa.

E também não culpe teu Deus

Que com tanto carinho criou-me.

E habitat de belos animais

E vegetais tornou-me.

Eu sou o Atlântico

Que agora te diz:

Cuidado!

Jamais sobreponha tuas meras opiniões

À perfeita sabedoria Divina

Isso pode fazer com que tu te percas do Caminho.

Portanto, as coisas são assim:

Deus criou-me a mim e a ti.

Eu possuo minhas utilidades

E tu possuis as tuas.

E tu ainda

Tens uma grande vantagem sobre mim

E ela se chama

Obséquio da inteligência.

Que Deus deu apenas a vós humanos.

Usai-o, pois, para dominar-me

E, de acordo com a permissão de Deus,

Atravessar-me

E alcançar a esse que tu consideras teu amigo.

Não querendo fazer brotar em ti

A semente da dúvida,

Mas já brotando-a:

Será que...?”

20

Gatinha do ônibus

Como escrever a beleza que vejo?

Queria pintar-te, mas não posso.

É falto em mim esse dom

Limito-me, então, a escrever-te

Que é o dom que possuo.

Teus olhos iluminados

Parecem ansiosos por algo.

Tua madeixa simples

Recai sobre teu ombro

E achega-se carinhosamente

Sobre teu seio direito.

Indiozinha pareces

De pele morena e cabelos negros.

E teu olhar

Atento ao caminho

Lá fora se vai.

Teus pensamentos

Parecem noutro lugar.

És linda

E aprazível foi ver-te hoje.

Espero através deste mero registro

Relembrar-me de ti

Já que pode não se reprisar a minha sorte.

Queria ver-te por entre esses versos

Gatinha do ônibus.

Quero tornar-te inesquecível

Como quero...

21

A perda do que não se teve

Amaldiçoem! A-mal-di-ço-em

O dia desta avenida

Onde perdi

(Talvez até o fim do infinito)

A querida inspiração.

Desde que me permiti

Nela inspirar

Sabia que iria perdê-la

Mas insisti e inspirei-me

E agora saboreio

O amargo da angústia

De agora tê-la

Apenas num papel mal escrito

Pois mesmo que minhas palavras

Fossem poeticamente esplendorosas

Não expressariam o esplendor

Que viram, os meus olhos.

Saudade

Vontade

Palavra

Beleza

Teus olhos, pressa

Os meus, tristeza.

Porém, assim é a vida

E se eu novamente avistar-te

Quero munir-me de coragem,

Papel e caneta,

Para transcrever estes versos

E a ti entregá-los, afinal são teus.

E são o dinheiro

Que te dou pela minha audácia

De fazer de ti minha inspiração

Sem ter tua autorização.

22

Meu amor imaginário

Estou curtindo

Em tempo curto

O nosso amor

Adolescente-adulto.

Eu queria

Contigo estar.

Hoje e sempre

Me deleitar

Ao te olhar e te segurar

Nos meus curtos braços

E curtir o amor

Com que tu me amas

E há tempos me amou.

Essa curta curtição

É que faz pulsar

Meu coração,

Que pulsa rápido e feliz

Essa paixão de chafariz,

Que se renova

Na mesmice das mesmas águas,

Como nos renovamos

Nos mesmos amores.

Sou real, o eu lírico.

És fictícia

(Ou apenas desconhecida)

O meu amor

A quem eu amo

Sem nem saber

Da tua existência,

Mas mesmo assim crendo nela.

Amor, venha logo,

Não demores,

Eu te quero e te desejo.

No hoje aqui presente

E no amanhã,

O futuro que olho

Sem nem sempre poder ver.

Então,

O que irá acontecer?

Você virá?

Ou terei eu, que ir até você?

23

Nostálgica nostalgia II

Eras inimiga de mim

Até que encorajei-me

E te conheci.

Eras a loucura

Do meu querido louco

Até que eu também enlouqueci.

Bebi de ti.

E tu me saciaste

Não como pura água

Mas como tinto vinho.

E que saudade...

Dos pretéritos dias

Em que refletia-se

Em nossos dentes,

Do sol, o brilho.

Quando sentíamos

Temor do futuro

Nos abraçávamos, nos entendíamos,

Sorríamos e o presente vivíamos.

Dolorosa nostalgia

Faz-me cair em melancolia.

A expulso, porém ela não vai.

Castigo, então, as folhas de papel,

Jogando sobre elas meus sentimentos.

Eles não se esvaem,

Contudo, tomo deles proveito.

Assim:

O passado é a enciclopédia da vida.

Vivo, portanto, sem ti,

Insistindo instruir-me

Do que vivi

Pelas estradas onde passei.

Apenas vence a memória,

A amnésia.

Somente apaga o amor,

O fim da vida.

Amar-te-ei

Até que se finde

O para sempre!

24

PARTE

Mudar o mundo!

Para todos os lados

Quero correr,

Quero gritar,

Quero dizer.

Boas-novas

Quero compartilhar

Com você.

Somente podem me parar

Deus e a morte.

Mais nada

Poderá me estacionar.

Quero a Terra esperançar

Como faz a chuva

À terra molhar,

Após o tempo de seca passar.

As meras rimas que faço

É para que em seu coração

Causem estardalhaço

E lhe façam crer

Em Cristo

E no potencial que ele deu a você

Para mudar o mundo!

26

Grãos

Grãos numerosos,

Da faixa dos bilhões.

Grãos construidores

Mas causadores de grandes destruições.

Eles fazem amizades,

Destroem cidades...

São cheios de vida

E às vezes conseguem sê-lo

Mesmo em dias de lida.

Tão idênticos e desiguais...

Na sua insignificância de ser

Criam deidades hipócritas

Para serem seus pais

E vazam seus próprios olhos

Para não verem

Os braços abertos do Pai.

Somos humanos-grãos de areia

E como ela,

Só possuímos utilidade

Quando somos abundantes.

Do contrário nada, nada somos

E para nada prestamos.

Sejamos, portanto,

Unidos em tudo.

União produz força:

As letras unidas e organizadas

Formam palavras.

Essas, conciliadas, versos se tornam.

Mas separadas, desorganizadas,

Se muito são,

Chamo-as de nada, então.

Que nossos pulmões

Respirem sempre

O lhano ar

Destes termos conjuntos

Que abaixo vou citar:

27

“humanos somos,

frequentemente erramos.

Se a Deus amamos

Ele nos ama.

Se a Deus odiamos

Ele nos ama.”

Deus é O Infinito Amor

E não deixará de sê-lo

Porque praticamos erros.

Se amamos

Ou deixamos de amar,

Jeová o mesmo Deus sempre será.

Por isso, com fé,

Podemos nele confiar.

Com quem podemos nos aliançar

Para vencer, senão com Cristo?

Nós grãos, sós, nada somos

Juntos, algo fazemos,

Mas em Cristo tudo podemos.

(Até mesmo habitar o palácio do Rei).

Porém,

Como é possível

Se aliar com alguém de quem desconfiamos?

Creiamos, pois, nele e úteis seremos

Pois estaremos unidos, então,

Com A perfeita Perfeição.

28

Lembrete:

Ao grão de areia mais importante do mundo!

Lembre-se:

Tu és pequeno,

Mas com a tua pequenez

Podes o mundo mudar de uma vez.

Desde que nisso creias

E por isso trabalhes.

Vá!

Saia de imediato

Deste gaiolim

De egoísmo, infestado!

E reconheça a tua importância.

(Cuidado, apenas, para não caíres

Na obscuridade da fatuidade).

E deixe este complexo de insignificância!

Deus te formou.

De tal maneira te amou

Que Seu Único Filho enviou

Para que esse, por ti morresse -

e por mim e por nós.

Deus é perfeito

E tu, Sua semelhança.

Se liberte do gaiolim,

Una-se a outros pequeninos

Para que resplandeça

À humanidade,

O alvor de tua utilidade.

De ti necessitamos,

Da tua importância...

Fuja logo deste abismo de ignorância!

29

Desabafo

Aproveitar-me-ei

Das maravilhas que vejo

Enquanto ainda as vejo

Porque daqui a pouco

Não mais as verei.

Inspiro-me no sol

Que se vai sem realmente ir.

Pois enfim sabemos:

Somos nós quem vamos.

Poderia compará-lo

A algo que diga respeito

A bem ou mal-estar d'alma

Já que disso, há tempos,

Desejo escrever.

Porém pra quê repetir

O que já se fez?

E é visto por vós que leis,

Quão reprisadas

São as comparações que faço

Para dizer de diferentes temas.

Vós podeis não enjoar-se

E até prefiro que assim seja.

Mas eu, o poeta,

Tosquenejo ao ler algumas poesias minhas.

Sinceridade há nos desabafos.

Independentemente

Dos alheios humanos,

Sejais sinceros,

Desabafeis sem recear.

É a recomendação que vos dou

Ao tentar transformar

O bucólico início deste poema

Em algo que preste.

Pois é vivo o poema

E livremente mutável,

Como é o ser humano.

30

Ele

Lá vai ele

De encontro a mim

De encontro a tudo

De encontro a todos

Lá vai ele

Lá vai nele

Sua sujeira, seu fedor

Seu sorriso,

Sua despreocupação com seu odor

Lá vai nele

E com ele

Seu fardo sujo, pesado

E cheio de nada

Afinal, não é ele de riquezas, desprovido?

E mesmo assim

Angustiado, diferente,

Satisfeito,

Lá vai ele chocando-se à nossa insatisfação

Lá vai ele pela rua:

Um pobre rico a seus passos caminhar...

31

Mudar o mundo.

Na rosa caída,

Esmagada,

A morte do sonho de liberdade.

Quando renascerá

A vontade da humanidade

De desapodrecer a sociedade?

Quando vamos usar o poder

Em prol de todos.

E deixar de apenas a nós mesmos favorecer?

De que adianta tanto ter

E tão pouco ser?

Somos frágeis humanos,

Entretanto por que exigimos

Tanto dos outros?

Compreendamos a fragilidade alheia

Olhando a nossa própria.

Haverá novas rosas de esperança.

É possível que haja amor

Em meio a tanta dor.

Não espere a iniciativa do outro.

Inicie você mesmo

E o faça para o bem de todos.

O real beneficiado do bem

É aquele que o faz.

Mas não por si,

Porém por outrem.

Use seus talentos

E sua inteligência.

Em todo lugar

Para o mundo MUDAR!

32

Repúdio à ociosidade

O que temos feito

Para que o mundo torne-se perfeito?

Negado a gentileza, adorado a avareza,

Perdido a união, tornado o individualismo

Nossa canção.

Aqui estou eu,

Que reclamo e nada faço.

Como brota de mim

Contra mim, doloroso asco!

Porém queria mudar a Terra,

A vida minha, a tertúlia,

A humanidade.

Queria fazê-los refletir,

O que eles têm feito

Para que diferencie

O nosso presente

Do nosso porvir,

Aliás, de que adianta dele recitar,

Sendo que ele parece

Nunca aqui chegar?

O futuro é agora

Porque o hoje é o amanhã de ontem.

O que você quer fazer,

Faça hoje, pois você aqui não é eterno.

A morte pode estar à porta

A lhe esperar.

Carpe diem ad majorem Dei gloriam*,

A cada nascer e perecer solar

Realize seus sonhos,

Independente de qualquer coisa

Não deixe de tentar,

Nem para posteriormente começar

O que pode no momento ser consumado!

Aplauso à ação, repúdio à ociosidade!

__________

*Expressão em latim que significa “Aproveite o dia para a maior glória de Deus”.

33

A arte de exigir!

Certo é reclamar.

Seus deveres cumprir

Seus direitos conhecer

E a execução deles exigir.

Não importa quem você seja

Ou onde você esteja...

Seja quem for que lhe tolher seus direitos

Não tenha medo de reivindicar.

Apesar da impunidade

E da falta à verdade

Que permeia as terras brasileiras

Tudo isso só mudará

Se você pegar suas armas e lutar!

34

NEO

O bem, com seus defeitos,

Renovou-se nos anos 70.

Mais defeituoso tornou-se.

Infelicidade, as três letras

Antecessoras ao pentecostalismo.

O neo mais falso e triste que já vi.

NEO

O bem, com seus defeitos,

Renovou-se nos anos 70.

Mais defeituoso tornou-se.

Infelicidade, as três letras

Antecessoras ao pentecostalismo.

O neo mais falso e triste que já vi.

NEO

O bem, com seus defeitos,

Renovou-se nos anos 70.

Mais defeituoso tornou-se.

Infelicidade, as três letras

Antecessoras ao pentecostalismo.

O neo mais falso e triste que já vi.

35

Tristeza pelo fim da beleza

Tirarei proveito desta pouca natureza que me resta

e apreciarei o verde cinzento das folhas; respirarei

o oxigênio que ainda resta no ar; e escreverei disso

para que os viventes dos vindouros séculos possam

ao menos imaginar as belezas que criou Deus e

desfez o homem.

Falta-nos piedade, pois se ela abundasse não

deitaríamos o belo, mas muito dele está caído e se

vai caindo o restante.

Torrentes desabam de meus olhos. Choro e choro,

portanto.

36

Eu, soldado numa guerra

Relato de um infante torturador

Ouço gritos: ai!

Ouço gritos: ai!

Gritos: aaai!

Agora silêncio.

Não há quem grite.

Reprimiu a elite a si mesma.

Não há confiança.

Mata-se a qualquer um

Eu mesmo podia morrer.

Aqui inexiste piedade.

Falta em mim coragem

Sou um covarde, piedade!

Me vejo na arma que me tira o poder

Todos que enxergam

Morrem, fogem

Para não ver!

Amo rosas. Odeio armas.

Amo paz. Odeio guerra.

Amo amor. Odeio ódio.

Inocentemente fui preso

Na armadilha do futuro.

Ele para mim não foi realização de sonhos

Porém utopia deles.

E armado guerreio e odeio sem querer.

Dilemático dilema

Deste poema é tema.

Quem poderá resolvê-lo?

O porvir?

O sonhar?

Nisso crer...

Ilusão.

A esperança de mim foi-se.

Quem me esperançará?

A morte que liberta da dureza da vida?

Sou, então, embaixador da liberdade

Pois ainda ouço gritos: ai!

Ouço gritos: ai!

Gritos: aaai!

37

E agora silêncio, E agora paz

Desabafo de um infante

A reprise do silêncio

Fez-me repousar a mente

E penso agora

Como fui um demente

Deixei a covardia

Briguei

Expulsaram-me da infantaria

Me esconderei

Era eu assassino

O mundo mudei

Não mais o sou

Melhor serei

Quanto mal fiz

Envergonho-me de mim

Quanto bem farei

Limpar-me-ei do passado carmesim

Aprendi ontem

Que a verdade liberta

Que a morte aprisiona

E que com a verdade a vitória é certa

Agora sou elite reprimida

Fugirei até que a farda

Seja amor em vida

Não poder e ignorância em plena abundância.

38

Idealismo

Idealismo?

Idealismo onde?

Idealismo?

Idealismo o quê?

Idealismo?

Juventude...

Idealismo?

Coisa velha.

Perdeu-se de nossas almas

A paixão pelo coletivo.

O lutar em prol de algo,

O viver em prol de algo.

Temos vidas “feitas”

Vidas pequenas,

Vidas vazias.

Vidas tristes

E falecidas.

Sobram motivos

Mas o individualismo venceu:

Melhor sobreviver

Com a ausência de motivos

Para continuar a lutar.

Queria em lágrimas me debulhar

Mas prefiro compreender

As pessoas como elas são.

Ou ao menos como elas tentam parecer ser.

Estamos insatisfeitos,

Porém manipulados

Por todos e por nós mesmos.

E, então, preferimos sentar

E assistir o acontecer

E felicitar-se ao ver

As hipocrisias da tevê.

Enquanto havia ditadura

Havia luta.

Hoje lutar por quê?

Tem bolsa família,

Tem viaduto,

Tem escola quebrada

E hospital clamando por saúde.

39

Ninguém resolve nada mesmo.

Não adianta lutar.

Melhor me preocupar

Com o próximo capítulo da novela.

Talvez aqueles dois fiquem juntos.

A minha vida fica igual

Sem ideal,

Faltando apenas um passo para o suicídio.

Mas talvez aqueles dois fiquem juntos.

40

Suicídio

Muitos: que sono!

Outros, ninados foram.

Todos dormiram

E dormiram eternamente.

Fugiram do sofrimento

Da vida (ou morte?)

Que aqui trilhavam.

Restou-lhes, coitados,

O sacrifício falho.

Suicídio do corpo

E d'alma também.

Querer morrer

Livrar-se da dificuldade de ser.

Fraqueza pelo perder

Motivos para viver.

Isso é o findar.

E como o termo é o começo,

Infinito sofrer, e é

Grande o desprezo.

Nome: danação.

Motivo: a falta de motivação.

41

Negação ao suicídio

A cada dia em que ressuscita-se o sol,

Banha de leves calores, a humanidade

E esperança esta.

Enquanto ele existir,

Existe vida.

E enquanto há vida,

Há lutas.

E há coragem e vitórias.

Se não há, deveria haver.

Sei que é difícil

Porém também sei que é possível.

Encorajemo-nos a viver.

É mais feliz o vivo que o falecido.

Pois ao falecido

Não é dado o dom de sentir.

Portanto,

Não há prazer na morte.

42

Diário da Morte.

07 de junho de 2006

Uma voz, ontem, clamou por mim.

Não suportei, fui, atendi.

Chegando, entrei sem bater,

Quis assustar aquele ser.

Porém se eu fosse viva,

Se tivesse coração,

Infartaria ante a emoção:

O que vi foi um zumbi.

Vivo de corpo, e d'alma já morto!

43

C

h

o

r

o

do cidadão

Sonho ilhar meus sentimentos.

Simplesmente hiberná-los

Num inverno antártico.

Não mais senti-los.

Talvez isso me alegre.

De meus compromissos

Quero fugir.

Dessa cidade cinza, sair.

Deixar as lamúrias de minh'alma.

Parar.

Fechar os olhos

E sem pressões capitalistas

Pensar, sonhar, sorrir.

Parece tão simples

Mas é tão impossível fazer isso.

Meu crânio está pressionado.

Por causa da dor, estou drogado.

Seria muito, alguém me entender?

Oras, quanto mais pessoas nascem,

Sinto-me mais solitário.

Nada me esperança.

Aliás o que é esperança?

Uma palavra bonita

Que como muitas

Eu vejo nas propagandas da tevê?

Será que existe alguém feliz

Como nos comerciais?

Se existe, eu não vejo.

Só vejo esta periferia em que vivo

E o contraste com a riqueza

Do centro, onde trabalho.

44

Trabalho muito,

Recebo pouco, por quê?

Queria ver outro mundo,

Mas estou cego.

Estou sem forças para fazer algo

E quem as possui nada faz.

Eu queria ter paz!

Porém, o que é paz?

Este desenvolvimento desenfreado

E sem motivo firme, real?

Do meu choro,

Este poema é uma lágrima.

Porém, quem importa-se comigo?

45

Pegadas

do Triste Cidadão.

Um pé fronte o outro

E nas pegadas

Deixo as lembranças das tristezas.

Arestas e egoísmos

Atrás ficaram.

As diferenças menores são

E não ultrapassam o necessário.

Mudei a Terra

A mim mudei!

E glória,

Glória ao bom monarca!

46

Isto sim é PAZ.

Enfim.

47 Ass.: O Triste Cidadão PARTE

III

Prodigalidade

Volte, volte!

Eu te preciso aqui

Em meus braços.

Quero te livrar

Dos teus embaraços.

Desejo ser de ti, o amor

O eterno protetor.

Não chores mais,

Pare de chorar!

Eu anseio te salvar.

Vamos, volte aos meus braços

Não vês como eles, abertos,

Ansiosos te esperam?

Filhinho, venha, eu te quero.

Filhinho, venha, eu te entendo,

Te perdoo.

Não sabes da eternidade

Do amor de um pai?

Filhinho, basta vir.

Confie em minhas doces palavras,

Eu as cumprirei!

Como quero ir

Caminhar até ti.

Sei que quando o fizer

Tu me farás sorrir.

Papai, perdão pelos meus erros ao alvo.

Papai, perdão pelo meu coração tão pouco alvo.

Papai, TU és o meu alvo!

Amado, agora que te ouvi

Confiarei em ti.

Eu tentei sem conseguir,

Parar de chorar,

Mas sei que tu podes

As lágrimas enxugar.

A n d o, corro até ti,

O meu socorro.

Chego,

Me achego

Em teus braços de aconchego.

Enfim estou fora

Dos antigos embaraços!

Aleluia!

49

Eme ponto.

M de medo, M de vergonha...

Quando estava eu,

preso nas movediças areias

da minha ninharia,

tu eras do meu gozo, por quê.

Parecias arte aos meus lascivos olhos

envoltos pela obscuridade

da minha carne.

Depois de me aconchegar

sob os braços do meu Deus,

continuei-me, com frequente

fidelidade,

a satisfazer a minha luxuriosa

natureza,

às vezes, com colossal repugnância,

em outras, com momentâneo,

mas grande prazer,

que naqueles minutos,

faziam-me transcender.

Seja como fosse,

acabava o deleite dos olhos,

expelia-se a ânsia,

eu desabava subitamente

dum altíssimo penhasco e,

caído, me via debulhando em

lágrimas d'alma,

que eu não conseguia enxugar,

então eu ouvia uma firme,

mas suave voz

a pelo nome me chamar,

elevava meu rosto

e via o Consolador,

me chamando ao perdão.

Até ele, eu rastejava devagar,

porque nesse penoso caminho,

versus a soberba e a vaidade

tinha que lutar.

Chegando diante do Pai,

clamava-lhe desesperadamente por

misericórdia

e logo era atendido.

Certas vezes, demorava a tropeçar,

em outras, logo logo,

50 voltava eu, a do penhasco desabar.

Resquícios desses males

na minha mente ainda há,

no entanto, sei (pela fé)

que isso, a se esvair,

não demorará,

aí pararei de por M. ansiar.

Glória!

Sempre a Deus quero glorificar!

51

A

s ficções: tristezas e tribulações

Pois após o termo há o começo

A mais fictícia

Das minhas realidades,

Pensamentos faz em minh'alma fluir,

Às vezes pensamentos bons,

Muitas vezes os ruins.

Acerca dos ruins:

Se fossem comida,

Eu queria ter anorexia.

Mas não são.

E não tenho.

Sinto-me num misto

De tristeza e alegria.

Caio, então,

Na melancólica neutralidade do sentir

E pareço não mais saber rir.

Àqueles que ajuda me oferecem:

Quero sua ajuda receber.

Quando vocês souberem os motivos

Espero que possam entender

As reais ficções da minha vida:

o Infortúnio;

A Liberdade!;

A Amizade.

As lutas e provações

E batalhas e tentações.

Isso será a minha última cartada.

(Ou será a primeira?)

O que há de mau sairá.

O que há de bom permanecerá.

Confio em Deus e no seu poder

Ele não falhará, pois nunca falhou.

Seu nome é Jeová,

Eu sou Seu adorador!

52

A morte

A morte

É um eterno descanso do corpo.

Às vezes há pertubação,

Mas essa, em sua insignificância,

Torna-se despercebida.

Eu morri.

Mas não morte normal,

Do corpo inanimado

Que depois é enterrado.

Morri como Jesus.

Não numa cruz,

Nem com suas dores.

Mas morte da minha vontade.

Igual a um corpo

Que depois de morrer

Continua morrendo

(Há a decomposição e o doloroso asfixiamento)

Torna-se maior a cada amanhecer

A minha pequenez

Unicamente porque Cristo

Atende às minhas súplicas

Mesmo sendo eu,

Desmerecido de ser ouvido,

E derramou – sem medidas –

A mais viva morte existente:

Nomeada santificação.

Que assim suceda-se

A todos que com credulidade

Orarem e buscarem.

Amém

Que assim seja.

Amém

Que todos alcancem

A santidade também!

53

Prov. ação. Tent

O pedregulho no caminho, o tijolo do meu castelo,

o ensinamento da minha vitória, Glória!

O asco da minha vida

É a tentação que desaba

Sobre minha mente

E gruda como óleo junto a poeira.

Faz-me ansiar vômito

E permeia de ódio

Meu ser, que luta

Sem nem sempre vencer.

Infeliz

Esta minha santa alma,

Que tem que suportar

Os odiosos dizeres diabólicos

Que tentam fazer-me desacreditar

Nas grandes e doces bençãos

Derramadas pelo Abençoador sobre mim.

Esses horríveis dizeres,

Sujam minh'alma

Que com tão dificulta luta

Tornou-se regenerada,

Pois deixei de vigiar

Os portões da minha cidade.

Foram os milésimos de segundo

Em que me distraí

Deixando de a Deus clamar

Que permitiram aos inimigos

Que fora dos muros,

Esperavam atentamente

Por um deslize meu,

Cercar a cidade

[aquela, chamada Eu]

E invadi-la sem piedade,

Sem misericórdia.

Porém meu corpo

Ainda está guardado,

Meu espírito também

E junto ao resto de pureza

Que há na minha mente,

Eles pelejarão

E derrotarão o inimigo.

Porque a força vem

Do dono da própria força!

54

Vitória sempre!

Mesmo que breve.

Mesmo que tardia.

Sempre,

Glória!

55

VIVER...

Viver é caminhar

Pela estrada dos sonhos,

Saboreando os frutos das realizações.

Nesse caminho,

Podemos encontrar

Frutos amargos,

Mas é quando os comemos,

Que aprendemos

A não os comer mais.

Então não permanecemos no erro

E evoluímos na caminhada da vida:

Essa poesia, para cada um diferente

Mas inda assim,

Em certos aspectos coincidente.

É das minhas diferenças que poeto,

Porém, caindo-as em coincidência,

Espero que lhe sirvam, meu querido,

De apoio para continuar a lutar

Com coragem e força.

Para poder, ao fim da caminhada

Ter algo a dizer,

Um legado a deixar.

E que esse, sirva para Deus glorificar.

Afinal,

O que somos,

O que podemos fazer

Sem a Sua permissão?

56

Divisor de águas

O Criador, o homem criou.

O homem desobedeceu-o, pecou.

O pecado, como um vírus,

Toda a humanidade contaminou.

Nasceu um menino

Parecido com os outros,

Contudo ele cresceu

E o mundo mudou

E o tempo dividiu.

Chegou um mil e novecentos e...

– não importa.

Eu nasci.

Entre meu genes,

O pecado.

Pequei.

Mas com uns treze anos

Eu morri.

E renasci.

Aquele que mudou o mundo,

Mudou o meu mundo.

Aquele que dividiu o tempo,

Dividiu a minha vida: a.C. e d.C.

Hoje escrevo para que outros

Abram o coração

E recebam a salvação

Que o Mashiach Yeoshua*

Anseia lhes dar.

Creiam e sejam felizes.

Felizes e imortais.

Que o seu sempre torne-se infinito

Como o meu:

Para sempre viverei

Com o Emanuel meu Rei,

Meu amigo...

No céu, em paz,

Estarei eternamente consigo.

__________

*Mashiach Yeoshua: uma das formas hebraicas para Messias Jesus.

57

Paradoxo

Arder de compaixão

O pobre coração.

Lacrimejar os olhos,

Rir da tristeza

Porque ela aos cristãos

É sinal de alegria:

Jesus está a retornar!

Sua amada buscará

De adornos celestiais a enfeitará.

E quão bela há de ser

As bodas do Cordeiro.

Felicidade aos santos.

Enquanto essa esplendorosa promessa

Não se cumpre,

Cumprem-se os sinais.

A tristeza de todos,

A alegria de uns.

O paradoxo cristão:

Regar de lágrimas o sorriso...

58

Há dias em que mal consigo proferir

Uma única palavra ao meu Deus.

Clamo-lhe apenas,

Por amor e misericórdia

Para que Ele me perdoe

Por eu tão pouco dizer,

Por tanto sentir.

59

A.M.D.G.*

Meu Querido Protetor

Debaixo de tuas asas estou.

Obrigado por me proteger

E por, na minha fraqueza,

Lutares por mim com o teu poder.

Pai amado, meu Senhor

A ti, grato sou,

Pois criaste tu a poesia,

E em minhas narinas,

Amorosamente, a soprou.

Pela poesia que faz-me respirar

Pela proteção que faz-me retomar o ar.

Por tua existência,

E por fazeres de mim tua residência,

Pelo TUDO que és,

Entrego-te com amor este poema,

Este livro, esta adoração.

Ad majorem Dei gloriam

Com todo o meu coração!

__________

*A.M.D.G. = ad majorem Dei gloriam... Expressão em latim que significa: “para maior glória de Deus”.

60

Vitória!

Foram rios

O que a pé atravessei.

Parecia não ter firmeza,

Nem onde segurar.

Mesmo caminhando

Sobre as águas

Minha alta densidade

Pequena se fazia

E eu não podia afundar.

Quando o meu alvo alcancei

Vi que havia sido ajudado pelo Ajudador.

Sobre Suas mãos eu estava

E elas eram meu barco, minha canoa.

Entendi, então,

Que Deus sempre

Colabora para a vitória de Seus filhos

Por isso somos mais que vencedores!

Enquanto lutamos

E quando vencemos

É certo que nos prostremos

E que ao Jeová Senhor adoremos

Pois Ele é o Único merecedor.

A você, Deus meu, grato sou!

61

Desabafo II

Defronte a transparência, digo-vos: o que aqui grafei, refere-se, em vezes majoritárias, a realidades minhas e da sociedade, porém nos raros momentos restantes, absolvi meu imaginário e criei.

Qualquer um que escreve ou ora arrisca ser incompreendido, porquanto, não mais responsabilizo-me das interpretações do que escrevi. Minha mente encontra-se a salvo, pois não me intencionei de maneira a diminuir os grandes e aumentar os pequenos, mas sim, procurei reconhecer a glória do Glorioso e tirá-la da coroa da criação.

Busquei inspiração no que vi. Se vi errado, que me corrijais. Nem tudo que digo a vós que suporteis ler toda essa obra, pratico, pelo contrário, preciso aprender a operar o bem, ao invés de simplesmente exigi-lo de outrem, todavia se vós conseguísseis pô-lo em prática, não espereis atitudes de vosso próximo, fazei vós mesmos, enquanto viveis. E eu prometo amadurecer mais e transformar as sementes de ideias em frutos bons e comestíveis que sejam úteis ao Reino de Deus e aos humanos, viventes desta Terra.

O autor.

62

Aos humanos:

Éber, meu segundo pastor;

Carol Beatriz, Jéssica e Jaqueline,

Minhas mais novas amigas,

Dedico tudo isso que lestes.

63

Há fim?

MAS NÃO É O TERMO, O COMEÇO?

64

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