Urbanização em Goiás no século XVIII por Deusa Maria Rodrigues Boaventura - Versão HTML

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DEUSA MARIA RODRIGUES BOAVENTURA

URBANIZAÇÃO

EM GOIÁS NO

SÉCULO XVIII

PROF. DR. MÁRIO HENRIQUE SIMÃO D’AGOSTINO

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FAU-USP

URBANIZAÇÃO EM GOIÁS NO SÉCULO XVIII

DEUSA MARIA RODRIGUES BOAVENTURA

URBANIZAÇÃO EM GOIÁS NO SÉCULO XVIII

TESE APRESENTADA AO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM

ARQUITETURA E URBANISMO DA FAU-USP PARA A OBTENÇÃO DO

GRAU DE DOUTORA EM HISTÓRIA E FUNDAMENTOS DA ARQUITETURA

E URBANISMO.

Orientador:

Prof. Dr. MÁRIO HENRIQUE SIMÃO D’AGOSTINO.

FAU-USP

2007

DEDICATÓRIA

TRÊS DEDICATÓRIAS ESPECIAIS

ão poderia deixar de dedicar os quatro anos de árduo trabalho àquele que sempre foi o meu

Nmaior incentivador e incansável companheiro. Ao grande amigo e professor Mário Henrique,

a quem carinhosamente chamamos de Maique.

Aos meus pais, pela minha vida.

Ao Alberto, meu marido, e às minhas filhas Lorena e Carolina, sem os quais não teria forças

para alcançar o fim de mais uma jornada.

AGRADECIMENTOS

tese que agora apresento não foi apenas fruto de meus esforços pessoais, pois todo o seu

Adesenvolvimento contou com a participação e o auxílio de diversas pessoas e instituições, às

quais agora, com muita satisfação, agradeço. Em primeiro lugar, ao meu orientador, e por que não dizer o meu grande mestre o Professor Dr Mário Henrique Simão D’Agostino, ao qual quero expri-mir publicamente o meu mais profundo reconhecimento e agradecimento por suas orientações

teórico-metodológicas, seus diálogos, companheirismo, entusiasmo e profundo respeito ao sugerir

as modificações nos textos que lhe foram apresentados, o que, seguramente os enriqueceram.

Aos membros da banca de qualificação, professores Dr. Benedito Lima Toledo e Dra. Ana

Paula Torres Megiane, não só por suas disponibilidades como também pelas pertinentes observa-

ções que apontaram no trabalho.

Ao pesquisador português Mário Clemente Ferreira, pelo apoio e gentileza ao presentear-me

com o seu importante livro O tratado de Madrid e o Brasil Meridional e com o livro e a tese de Renata Araújo Malcher, além de documentos importantes de seu acervo pessoal, sem os quais este trabalho não obteria o mesmo resultado.

À professora Dra. Maria Helena Flexor, por encaminhar-me suas publicações mais atualizadas,

ajudando-me a refletir sobre algumas das minhas indagações.

À historiadora e paleográfa Maria Lenke Loiola, pelo substancial auxílio relativo às transcri-

ções e interpretações dos inúmeros manuscritos setecentistas existentes no Instituto de Pesquisa Histórica do Brasil Central.

Ao artista gráfico e arquiteto Laerte Araújo Pereira, ex-professor e extraordinário compa-

nheiro, por presentear-me com o projeto gráfico desta tese.

Ao grande amigo e ex-aluno Rodrigo de Almeida Bastos, por gentilmente acompanhar-me

aos arquivos da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro e do Exército, onde horas a fio se dispôs a fotografar alguns documentos iconográficos.

Ao Gustavo Amaral, amigo e companheiro, a quem também tive o prazer de ser professora,

por ajudar-me incessantemente na construção de vários mapas.

Às amigas Juliana de Almeida e Viviane Cruz, por me acolherem gentilmente em suas residên-

cias em São Paulo ao longo de todo o tempo em que estive cursando as disciplinas do doutorado.

Às minhas filhas Lorena e Carolina Boaventura, por inúmeras vezes me acompanharem nas

visitas às cidades estudadas, ajudando-me a fotografá-las.

Também não gostaria de deixar de lembrar de todos os funcionários das instituições nas quais

fiz inúmeras consultas por longos dias, aqui representados pelo atencioso paleógrafo Antônio Caldas Pinheiro, do IPEHBC da Sociedade Goiana de Cultura/ UCG. Palavras de atenção também

dirijo àqueles que trabalham no arquivo da Biblioteca Nacional e do Exército, do Rio de Janeiro; no Arquivo do Estado e na Biblioteca Mário de Andrade, de São Paulo; no Arquivo do Estado e

do Instituto Histórico e Geográfico de Goiás; na biblioteca da Universidade Federal de Goiás e no arquivo da SANEAGO (Saneamento de Goiás), em Goiânia onde obtive cópias atualizadas de

vários mapas de cidades goianas e, por último, no Arquivo Frei Simão Dorvi, da cidade de Goiás.

E, por fim, os meus mais profundos e ternos agradecimentos ao meu companheiro Alberto

Boaventura e, mais uma vez, às minhas duas filhas, por nunca reclamaram das minhas eternas au-

sências do convívio familiar e por sempre apostarem em mim, não me deixando desanimar perante

as dificuldades e os percalços encontrados no curso desses quatro longos anos.

RESUMO

urbanização da Capitania de Goiás esteve na dependência direta da política centralizadora de

A ocupação colonial portuguesa do século XVIII, particularmente no que se refere à expansão

e legitimação do território além do meridiano de Tordesilhas e ao descobrimento de importantes

pontos mineratórios localizados na região central do Brasil. A consolidação dessa política e, conseqüentemente, da ocupação de Goiás, coube ao colonizador que, colocando-se a serviço da averigua-

ção de míticos imaginários, utilizou os recursos de uma cartografia em crescente desenvolvimento desde o século XVI e que lhe permitiram comutar imprecisas informações e relatos em cálculos

exatos e ter uma real visualização do novo espaço. Com essas ações, formaram-se na Capitania mais de cinqüenta núcleos urbanos, segundo uma tradicional concepção do urbanismo português, que

previa a realização de levantamentos topográficos e o uso de mapas feitos por sertanistas, engenheiros militares e governadores que, juntos, se responsabilizaram pela organização e desenho do território. Outras formas estratégicas de ocupação territorial também foram adotadas por Portugal, tais como a criação da prelazia e de paróquias, a abertura de caminhos, a adoção do sistema sesmarial, a fundação da capital e o incentivo às atividades mineratórias e agropastoris. Para a efetiva posse do território goiano, a Coroa lusa implantou também normas indigenistas e incentivou a construção de aldeamentos desde a primeira metade do século XVIII, os quais, embora sem a perfeição de traçado alcançada no período pombalino, foram concebidos a partir de praças centrais, retangulares ou

quadradas, inscritas em malhas previstas, cujas características garantiram a continuidade de uma tradição portuguesa de desenho urbano erudito e regular, que se baseava em princípios matemáticos e geométricos.

ABSTRACT

T he urbanization of the Captainship of Goiás founds its explanations in a group of factors

that are related to the Portuguese centralizing politics of colonial occupation in the 18th century, particularly those that are referred to the expansion and legitimating of the territory beyond the Tordesilhas meridian, and to the discovering of important mining spots localized in the central region of Brazil. The consolidation of the politics and, consequently, of the occupation of Goiás, was carried by the colonizer, which, with the access to a cartography that had been developed since the 16th century, set to the purpose of the checking imaginary myths, transforming inaccurate

information and reports into exact calculation and a real visualization of the new space. With these actions it was created on the Captainship more than fifty urban clusters, following a traditional conception of the Portuguese urbanism, with topographic studies and maps made by peasants,

military engineers and governors which together were responsible to the organization and the mapping of the territory. Another strategic ways of territorial occupation were also implemented by Portugal, such as: the creation of the prelature, of the parishes, the opening of colonial ways, the adoption of the sesmarial system, the foundation of the capital and the stimulation of the mining and

agricultural activities. Due to the possession effectiveness of the territory, the Portuguese crown also implemented Indian regulations and stimulated the construction of villages since the first half of the 18th century, which, even though, without the perfect drawing reached on the Pombalin

period, were conceived with rectangular or squared central squares, inscribed into predicted streets, which it characteristics guaranteed the continuity of a Portuguese tradition of erudite and regular urban drawing that was based on mathematical and geometrical principles.

LISTA DE FIGURAS

Fig. 1 – Mapa da Capitania de Goiás. Fonte: TEIXEIRA NETO, Antônio. In: Palacin, Luís;

GARCIA, Leônidas Franco; AMADO, Janaína. História de Goiás em Documentos: Colônia. Goiânia.

Goiânia: UFG, 1995, p. 44.

Fig. 2 – Mapa do Arquivo da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, seção cartografia: CÓDICE –

CART 1079075 f 01.

Fig. 3 – A bandeira pioneira de Domingos Grou e Antônio Macedo (1590-1593), segundo Manoel

Rodrigues Pereira. Fonte: apud: BERTRAN, Paulo. História da terra e do homem no Brasil Central: Eco-história do Distrito Federal; do indígena ao colonizador. Brasília: Verano, 2000, p.41.

Fig. 4 – Expedição de João de Souza Botafogo, continuada por Domingos Rodrigues (1596-1600),

conforme M. R. Ferreira. Fonte: apud: BERTRAN, Paulo. História da terra e do homem no Brasil Central: Eco-história do Distrito Federal; do indígena ao colonizador. Brasília: Verano, 2000, p.42.

Fig. 5 – Bandeira de Nicolau Barreto e dos mineradores paulistas (1602-1604), por M. R. Ferreira.

Fonte: apud: BERTRAN, Paulo. História da terra e do homem no Brasil Central: Eco-história do Distrito Federal; do indígena ao colonizador. Brasília: Verano, 2000, p.44.

Fig. 6 – Itinerário de Martim Rodrigues Tenório de Aguiar (1608-1613), segundo M. R. Ferreira.

Fonte: apud: BERTRAN, Paulo. História da terra e do homem no Brasil Central: Eco-história do Distrito Federal; do indígena ao colonizador. Brasília: Verano, 2000, p.45.

Fig. 7 – Etnias do século XVIII. Fonte: Desenho de Gustavo Amaral elaborado a partir do Atlas

Histórico de ROCHA, Leandro (coord.). Atlas Histórico: Goiás pré-colonial e colonial. Goiânia: Editora CECAB, 2001.

Fig. 8 – Vila Boa em relação ao meridiano de Tordesilhas – Desenho: Gustavo Amaral

Fig. 9 – Vilas e arraiais da Capitania de Goiás, séc. XVIII. Fonte: TEIXEIRA NETO, Antônio. In: Palacin, Luís; GARCIA, Leônidas Franco; AMADO, Janaína. História de Goiás em Documentos: Colô-

nia. Goiânia. Goiânia: UFG, 1995, p. 44.

Fig. 10 – Detalhe do primeiro mapa de JoãoTeixeira Albernaz II, de 1665, mostrando o Rio Araguaia e a Ilha de Paraupaba. In: BERTRAN, Paulo. História da terra e do homem no Brasil Central: Eco-história do Distrito Federal; do indígena ao colonizador. Brasília: Verano, 2000, p. 51.

Fig. 11 – Detalhe do segundo mapa de JoãoTeixeira Albernaz II, de 1670. In: BERTRAN, Paulo.

História da terra e do homem no Brasil Central: Eco-história do Distrito Federal; do indígena ao colonizador. Brasília: Verano, 2000, p. 52.

Fig 12 – Detalhe do terceiro mapa de JoãoTeixeira Albernaz II, de 1675, com identificação da lagoa onde há muito salitre. In: BERTRAN, Paulo. História da terra e do homem no Brasil Central: Eco-história do Distrito Federal; do indígena ao colonizador. Brasília: Verano, 2000, p. 53.

Fig. 13 – Carta Topográfica da região do Rio Claro e Pilões, 1805. SALLES, Gilka V. F. Economia e escravidão na Capitania de Goiás. Goiânia: CEGRAF/UFG, 1992, p. 100.

Fig. 14 – Mapa da Capitania de Goiás, atribuído a Francisco Tosi Colombina, cópia do original do AMU, Lisboa.Fonte: FONTANA, Riccardo. Francesco Tosi Colombina. Brasília: Charbel, 2004, p. 50-51.

Fig. 15 – Mapa de Tosi Colombina. Fonte: FONTANA, Riccardo. Francesco Tosi Colombina. Brasília: Charbel, 2004, p. 50-51.

Fig. 16 – Mapa da Capitania de Goiás, elaborado pelo engenheiro militar Tomás de Souza. Fonte:

Original Arquivo da Casa da Ínsua – Portugal.

Fig. 17 – Mapa dos Julgados da Capitania de Goiás, feito por Tomás de Souza a mando do Gov.

Barão de Mossâmedes. Fonte: AHE-RJ.

Fig. 18 – Detalhe do mapa do Rio Tocantins da época de José de Almeida. Fonte: AHE-RJ.

Fig. 19 – Mapa da Capitania de Goyazes e todo o sertão por onde passa o Rio Maranhão ou Tucãtins.

Fonte: BNRJ, códice 1033413, dimensões: 4673x 3287.

Fig. 20 – Demarcação do termo da Vila de Paracatu do Príncipe, com a indicação de caminhos que

chegavam a Capitania de Goiás, 1800. Fonte: COSTA, Antônio Gilberto. (coord.). Os caminhos do ouro e a Estrada Real. Belo Horizonte: UFMG; Lisboa: Kapa Editorial, 2005, p. 104.

Fig. 21 – Caminho do Anhanguera. Fonte: Desenho de Gustavo Amaral elaborado a partir do Atlas

Histórico de ROCHA, Leandro (coord.). Atlas Histórico: Goiás pré-colonial e colonial. Goiânia: Editora CECAB, 2001.

Fig. 22 – As primeiras vias de penetração na Capitania de Goiás. Fonte: VALE, Marília Maria Brasileiro Teixeira. Arquitetura religiosa do século XIX no antigo Sertão da Farinha Podre. Tese de doutoramento.

São Paulo: FAU-USP, 1995, p. 8.

Fig.23 – Caminho Velho que passava na região do Triângulo Mineiro, antiga Farinha Podre. Fonte:

“Mappa da Capitania de São Paulo, e seu sertão em que servem os descobertos, que lhe forão

tomados para Minas Geraes, como também o caminho para os Goiazes, com todos os seus pouzos,

e passagem, delineado por Francisco Tosi Colombina”. BNRJ, códice 1033415.

Fig. 24 – Representação dos Caminhos e do Registro de São Marcos nos documentos: “Mostrace

nesse Mapa o Julgado das Cabeceiras do Rio das Velhas [Rio Araguari] e parte da Capitania de

Minas Geraes com a devida de ambas as capitanias”, por Joze Joaquim da Rocha, 1780. Fonte:

COSTA, Antônio Gilberto. (coord.). Os caminhos do ouro e a Estrada Real. Belo Horizonte: UFMG; Lisboa: Kapa Editorial, 2005, p. 105.

Fig. 25 – Nova Fortaleza de Nossa Senhora de Nazareth Fonte: REIS FILHO, Goulart. Imagens de Vilas e cidades do Brasil Colonial. São Paulo: EDUSP, 2000.

Fig. 26 – Mapa dos Registros. Fonte: ROCHA, Leandro Mendes (org.). Atlas histórico: Goiás pré-

Colonial. Goiânia: CECAB, 2001, p. 52.

Fig. 27 – “Vila Boa de Goiás e tudo que pertence ao seu termo”. Fonte: Catálogo de verbetes dos documentos de manuscritos avulsos da Capitania de Goiás existentes no AHU. Coor. TELES, José Mendonça.

Brasília: Ministério da Cultura; Goiânia IPEHBC, 2001, p 23.

Fig. 28 – Vista deVila Boa de Goiás no séc. XIX. Fonte: Biblioteca Mário de Andrade. S. Paulo.

Fig. 29 – Arcebispados e bispados da colônia no século XVIII. Fonte: ROCHA, Leandro Mendes.

Atlas histórico de Goiás pré-colonial e colonial. Goiânia: CECAB Editora, 2001, p. 64.

Fig. 30 – Mapa do Bispado do Gram-Pará. Fonte: MATOSO, Caetano da Costa. Códice Costa Matoso.

“Coleção das notícias dos descobrimentos das minas na América que fez o doutor Caetano da Costa

Matoso sendo ouvidor-geral das do Ouro Preto, de que tomou posse em fevereiro de 1749, & e vários papéis”. Belo Horizonte: Fundação João Pinheiro, Centro de Estudos Históricos e Culturais, 1999.

Fig. 31 – Imagem da Igreja de Jaraguá Fotos de Lorena e Carolina Boaventura.

Fig. 32 – Imagem da Igreja de Jaraguá Fotos de Lorena e Carolina Boaventura.

Fig. 33 – Imagem da Igreja de Jaraguá. Fotos de Lorena e Carolina Boaventura.

Fig. 34 – Imagem da Igreja de Corumbá Fotos de Lorena e Carolina Boaventura.

Fig. 35 – Imagem da Igreja de Corumbá Fotos de Lorena e Carolina Boaventura.

Fig.36 – Imagem do casario de Corumbá. Fotos de Lorena e Carolina Boaventura.

Fig.37 – Vista do Largo da Matriz (à direita) de Vila Boa de Goiás. Fonte: FERREZ, Gilberto.

O Brasil do primeiro reinado visto pelo botânico William John Burchel, 1825, 1829. Rio de Janeiro: Fundação João Moreira Salles; Fundação Pró-Memória, 1981.

Fig. 38 – Nossa Senhora da Abadia. Foto: Deusa Boaventura, arquivo da autora.

Fig. 39 – Capela de Santa Ifigênia de São José do Tocantins. Fonte: BORGES, Ana Maria; PALACIN,

Luís. Patrimônio histórico de Goiás. Brasília: SPHAN/Pró-Memória, 1987.

Fig. 40 – Antiga Igreja dos Pretos de Meia Ponte. Fonte: VAZ, Adriana Mara. Um estudo da Casa Meia-pontense: Uma ponte para o mundo goiano do século XIX. Goiânia: Agência Goiana de Cultura Pedro Ludovico Teixeira, 2001, p. 148.

Fig. 41 – Igreja de Nossa Senhora da Natividade. BORGES, Ana Maria; PALACIN, Luis. Patrimônio histórico de Goiás. Brasília: SPAHAN / Pró- Memória, 1987.

Fig. 42 – Ruínas da Igreja de N. S. do Rosário de Traíras. Fonte: BORGES, Ana Maria; PALACIN,

Luis. Patrimônio histórico de Goiás. Brasília: SPHAN / Pró-Memória, 1987.

Fig. 43 – Desenhos da antiga Matriz de Traíras (Original Arquivo Histórico Ultramarino de Lisboa) Fig. 44 – Imagem do mapa de Goiás com as capelas e de igrejas de Vila Boa. Fonte: Deusa Boaventura, arquivo da autora.

Fig. 45 – Imagem da igreja inacabada de Nossa Senhora do Rosário de Natividade. Fonte: PALACIN,

Luís. BORGES, Ana Maria; PALACIN, Luis. Patrimônio histórico de Goiás. Brasília. SPHAN/Pró-

Memória, 1987.

Fig. 46 – Vista do Arraial de Natividade. Fonte: FERREZ, Gilberto. O Brasil do primeiro reinado visto pelo botânico Willham John Burchel. 1825, 1829. Rio de Janeiro: Fundação João Moreira Salles. Funda-

ção Pró-Memória, 1981.

Fig. 47 – Figura 8 – Antigo Arraial de Bomfim, atual Silvânia. Fonte: FERREZ, Gilberto. O Brasil do primeiro reinado visto pelo botânico Willham John Burchel. 1825, 1829. Rio de Janeiro: Fundação João Moreira SallesFundação Pró-Memória, 1981.

Fig. 48 – Figura 9 – Antigo Arraial de Meia Ponte, atual Pirenópolis. Fonte: FERREZ, Gilberto.

O Brasil do primeiro reinado visto pelo botânico Willham John Burchel. 1825, 1829. Rio de Janeiro: Fundação João Moreira SallesFundação Pró-Memória, 1981.

Fig. 49 – Vista do Largo da Matriz (à direita) de Vila Boa de Goiás. Fonte: FERREZ, Gilberto.

O Brasil do primeiro reinado visto pelo botânico Willham John Burchel. 1825, 1829. Rio de Janeiro: Fundação João Moreira Salles. Fundação Pró-Memória, 1981

Fig. 50 – 51 – Antiga Matriz do Rosário de Meia Ponte. Fonte: BUENO, Alexei; TELLES, Augusto

da Silva, CAVALCANTI, Lauro(coord.). O Patrimônio Construído: As 100 mais belas edificações do Brasil. São Paulo: Editora Capivara LTDA, 2002. p. 262, 263.

Fig. 52, 53, 54 – Igreja Nosso Senhor do Bomfim, do Arraial de Bomfim (atual Silvania ). Fotos:

Carolina Boaventura

Fig. 55, 56 – Igreja do Rosário do Arraial de Santa Luzia (atual Luziânia). Fotos: Carolina Boaventura Fig. 57 – Mapa da Missão de São Francisco Xavier. Fonte: ADONIAS, Isa. Cartografia da região Amazônica. Catálogo descritivo (1500-1961). Rio de Janeiro: Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônica, 1963, p. 640.

Fig. 58 – Mapa da Capitania de Goiás. In: APOLINÁRIO, Juciene Ricarte. Os Akroá e outros povos indígenas nas fronteiras do sertão. Goiânia: Kelps, 2000, p. 227.

Fig. 59 – Mapa da Capitania de Goiás (detalhe). In: APOLINÁRIO, Juciene Ricarte. Os Akroá e

outros povos indígenas nas fronteiras do sertão. Goiânia: Kelps, 2000, p. 228.

Fig. 60 – Mapa dos Aldeamentos da antiga Capitania de Goiás. Fonte: ROCHA, Leandro Mendes

(org). Atlas Histórico de Goiás Pré-colonial e Colonial. Goiânia. CECAB editora, 2001. p. 33.

Fig. 61 – Esquema do traçado do Arraial de Santana. Desenho: Gustavo Amaral.

Fig. 62 – Esquema do traçado do Arraial de Meia Ponte. Desenho: Gustavo Amaral.

Fig. 63 – Mapa da cidade de Pirenópolis, anterior arraial de Meia Ponte. Fonte: JAIME, Jarbas e

JAYME, José Sisenando. Pirenópolis: Casas de Deus, Casas de Mortos. Goiânia: IPEHBC/UCG, 2001.

Fig. 64 – Vista aérea da atual cidade de Pirenópolis, antigo Arraial de Meia Ponte, mostrando a

matriz Nossa Senhora do Rosário e o eixo que a ligava a igreja dos pretos. Fonte: Google Earth.

Fig. 65 – Esquema do Arraial de Jaraguá. Desenho: Gustavo Amaral.

Fig. 66 – Esquema do traçado do Arraial de Santa Cruz. Desenho: Gustavo Amaral.

Fig. 67 – Esquema do traçado do Arraial de Pilar. Desenho: Gustavo Amaral.

Fig. 68 – Esquema do traçado do Arraial de Conceição. Desenho: Gustavo Amaral.

Fig. 69 – Esquema do traçado do Arraial de Santa Luzia. Desenho: Gustavo Amaral.

Fig. 70 – Esquema do traçado do Arraial de Bomfim. Desenho: Gustavo Amaral.

Fig. 71 – Esquema do traçado do Arraial de São José do Tocantins (atual Niquelândia). Desenho:

Gustavo Amaral.

Fig. 72 – Esquema do traçado do arraial de Cavalcante. Desenho: Gustavo Amaral.

Fig. 73 – “Prospecto de Villa Boa tomada da parte do Esnoroeste para Les Sueste no anno de 1751”. –

REIS, Nestor Goulart. Imagens de Vilas e Cidades do Brasil Colonial. São Paulo: EDUSP, 2000, p. 239.

Fig. 74 – “Prospecto de Villa Boa tomada da parte de Norte para o Sul no anno de 1751”– REIS,

Nestor Goulart. Imagens de Vilas e Cidades do Brasil Colonial. São Paulo: EDUSP, 2000, p. 239.

Fig. 75 – “Prospecto de Villa Boa tomada da parte do Sul para o Norte no anno de 1751” – REIS,

Nestor Goulart. Imagens de Vilas e Cidades do Brasil Colonial. São Paulo: EDUSP, 2000, p. 235.

Fig. 76 – Imagem do quartel de Vila Boa de Goiás. Fonte: BORGES, Ana Maria: Palacin, Luís.

Patrimônio histórico de Goiás. Brasília: SPHAN/Pró-Memória, 1987, p. 22.

Fig. 77 – Casa de Câmara e Cadeia. Foto: Deusa Boaventura.

Fig. 78 – Projeto original da Casa de Câmara e Cadeia de Vila Boa de Goiás. Fonte: Arquivo do

SPHAN.

Fig. 79 – Imagem do Palácio conde dos Arcos em Vila Boa de Goiáz. Fonte: COELHO, Gustavo

Neiva. Guia dos Bens Imóveis Tombados em Goiás. Vol. 1. Goiânia. IAB, 1999, p. 48.

Fig. 80 – Imagem do largo do chafariz de Villa Boa de Goiás. Foto: Deusa Boaventura.

Fig. 81 – O Plano de Vila Boa. REIS, Nestor Goulart. Imagens de Vilas e Cidades do Brasil Colonial. São Paulo: EDUSP, 2000, p. 240.

Fig. 82 – Proposta de realinhamento do tecido urbano de Vila Boa, 1782. Fonte: REIS, Nestor

Goulart. Imagens de Vilas e Cidades do Brasil Colonial. São Paulo: EDUSP, 2000, p. 240.

Fig. 83 – Prespectiva de Villa Boa de Goyaz. Fonte: Arquivo da Biblioteca Mário de Andrade.

Fig. 84 – Planta da Aldeia de Santa Ana. Fonte: REIS, Nestor Goulart. Imagens de Vilas e Cidades do Brasil Colonial. São Paulo: EDUSP, 2000, p. 243.

Fig. 85 – Planta da Aldeya de S. Joze de Mossamedes 1801. REIS, Nestor Goulart. Imagens de Vilas e Cidades do Brasil Colonial. São Paulo: EDUSP, 2000, p. 241.

Fig. 86 – Prespectiva da Aldeya de São Joze de Mossamedes. Fonte: Arquivo da Biblioteca Mário de Andrade.

Fig. 87 – Prespectiva da Aldeya de São Joze de Mossamedes. Fonte: Arquivo da Biblioteca Mário de Andrade.

Fig. 88 – Vista aérea da atual cidade de Mossâmedes. Fonte: Google Earth.

Fig. 89, 90, 91 – Fotos da Igreja de São José de Mossâmedes. Fotos: Carolina Boaventura.

Fig. 92 – Plano Projectivo de um novo estabelecimento de Índios. REIS, Nestor Goulart. Imagens

de Vilas e Cidades do Brasil Colonial. São Paulo: EDUSP, 2000, p. 242.

LISTA DE SIGLAS

AHU

– Arquivo Histórico Ultramarino.

AHSP

– Arquivo Histórico de São Paulo.

AHE

– Arquivo Histórico do Exército, Rio de Janeiro.

AHEGO – Arquivo Histórico de Goiás.

BNRJ

– Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro.

IHGG

– Instituto Histórico e Geográfico de Goiás.

IPEHBC

– Instituto de Pesquisas Históricas do Brasil Central.

AFSD

– Arquivo Frei Simão Dorvi, Cidade de Goiás.

SUMÁRIO

INTRODUÇÃO

Para uma revisão historiográfica 23

Capítulo I

AD INSULAM BRASILIS: IMAGINÁRIO E CONSTRUÇÃO DO TERRITÓRIO 31

1.1 A Identificação do território 33

1.2 O mito de Paraupava e o território goiano 35

1.3 Desbravando o território em busca do mito 42

1.4 Entre as promessas míticas e os avanços territoriais 47

Capítulo II

A POLÍTICA DE OCUPAÇÃO DE GOIÁS NO SÉCULO XVIII: URBANIZAÇÃO

E CONTROLE TERRITORIAL 59

2.1 Os engenheiros militares e a formação dos territórios 66

2.2 Os funcionários da Coroa, a cartografia e a construção de Goiás 75

Capítulo III

A APROPRIAÇÃO DO TERRITÓRIO 101